<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002</id><updated>2011-10-11T17:04:09.134+01:00</updated><category term='ESCS'/><category term='O mundo lá fora'/><category term='Desabafos'/><category term='Tinta permanente'/><category term='Pessoas'/><category term='Coração vs Razão'/><category term='Apelo'/><category term='VIP&apos;s'/><category term='Aqueles Gajos'/><category term='Segredos'/><category term='Back to the Basics'/><category term='Banalidades'/><category term='Tesouros'/><category term='País'/><category term='Arte'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='Taras'/><category term='Momentos'/><category term='Obrigada'/><category term='WTF'/><category term='Citações'/><category term='Contos'/><category term='Deu que pensar'/><category term='Histórias'/><category term='Ingenuidades'/><title type='text'>Quase de manhã</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>123</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6547876406422474858</id><published>2011-03-01T02:30:00.000Z</published><updated>2011-03-01T02:30:43.407Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Eu, apaixonada, me confesso</title><content type='html'>A minha escrita é toda ela ornamentada de metáforas e de floreados. Escondem-se segredos nas curvas das letras, que eu só deixo transparecer ao de leve quando estas se juntam em  palavras e, por sua vez, em frases. Levanto, assim, a ponta do véu que protege a minha alma dos olhares indiscretos de quem muito se preocupa com a vida alheia. Mas hoje cai o pano. Cai o pano e não é porque a história acaba, mas sim porque acaba de começar. Cai o pano, que era o véu e que já não tem ponta que o valha, pois já está desmaiado no chão. É hora de confessar os disparates do espírito, longe das caixas de madeira que os fiéis usavam para se esconder dos olhares dos sacerdotes, mas não dos seus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabe bem tudo tão certo", diziam os Donna Maria, de quem tenho saudades. E aqui sabe ainda melhor. Sabe melhor porque tirei o quase ao título que a música traz. "Quase Perfeito"... E isso, só de si, já muda tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o meu mundo não é cor-de-rosa e os pássaros não cantam mais alto. Não, não soube desde o primeiro instante em que te vi, tampouco no segundo! E não, a palavra sempre não consta muitas vezes do meu vocabulário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu mundo é colorido. Vejo-as a todas, às cores, como sempre vi. A diferença é que, agora, quando é cinzento, tu pintas de outra cor mais alegre, seja ela amarelo,laranja ou magenta! Os pássaros chilreiam no mesmo tom, mas agora eu costumo ouvir coisas - coisas bonitas - que nunca antes tinha ouvido na minha vida. E não, não soube quando te vi, mas agora sei todos os dias... Isso deve valer só por si. Quanto ao sempre... Para quê preocupar-me em dizer coisas quando as sinto visceralmente? Não... Dizê-lo era tão ridículo como afirmar veemente que um texto meu pode ser livre de floreados... Tolice!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6547876406422474858?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6547876406422474858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6547876406422474858' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6547876406422474858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6547876406422474858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2011/03/eu-apaixonada-me-confesso.html' title='Eu, apaixonada, me confesso'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3947515894969751868</id><published>2010-12-08T05:16:00.004Z</published><updated>2010-12-12T02:20:20.936Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><title type='text'>O meu lugar favorito</title><content type='html'>Há luz. Muita luz! Uma luz quente como a do entardecer. É, portanto, aquela luz que não fere, que se suporta. Aliás, que se deseja! É luz dourada que transforma em ouro tudo aquilo em que toca. Tirando este do pôr-do-Sol, é livre de &lt;em&gt;clichés&lt;/em&gt;… Não há pássaros que chilreiam, nem cheiro a maresia. Cheira antes a coco e a chocolate. Entranha-se de tal modo na pele que quase podia jurar que lhes sinto o gosto! Nesse sítio já fui sincera que dói e parva que irrita. Agora continuo sincera mas já pouco magoa e quando sou parva sou apenas tontinha. Digo aquilo que me vem à cabeça, sem pensar muito sobre isso. E quando dou conta só não corei porque não tenho o hábito! Nesse lugar eu não tenho pudores. Sei que sou linda e sinto-me uma princesa dos tempos modernos, dividida entre o sorriso embasbacado (mas elegante) de quem foi salva pelo príncipe e a felicidade contida de quem sabe que, hoje em dia, se viaja demasiado rápido para outro lugar. E eu não quero outro… Aqui há uma tranquilidade que não aborrece, uma adrenalina que se sente sem estarmos perto do abismo. É um local seguro onde posso encostar a cabeça e adormecer. Ao longe há uma melodia qualquer que fala de linhas que se cruzam, no tom alegre de quem fica feliz por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A questão não é onde estou. A questão é como me sinto. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3947515894969751868?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3947515894969751868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3947515894969751868' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3947515894969751868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3947515894969751868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/12/o-meu-lugar-favorito.html' title='O meu lugar favorito'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5952988231348682118</id><published>2010-12-06T06:58:00.001Z</published><updated>2010-12-06T07:00:17.930Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>A Peneira</title><content type='html'>Olhou lá para fora e suspirou. Continuava a chover. O vento corria solto e fazia bater as portadas da janela que a vizinha esquecera de prender. Nas mãos tremia-lhe um pedaço de papel que ela continuava a agarrar com força. Não era pessoa de pensar em laços. Aliás, agora que pensava nisso, nem tinha a certeza de saber o que eram laços, afinal. As suas relações nunca se tinham baseado em confiança. Mais depressa tinha aprendido a proteger-se do que a ser sincera. Mais depressa tinha aprendido a fazer tudo em benefício próprio do que a ser altruísta… Era boa pessoa, mas volátil e imatura. E extremamente egoísta, tinha de admitir. Demasiado orgulhosa para ouvir berros e sermões, aquele papel, sujo e amachucado, fora o suficiente para a fazer parar e pensar. Recomeçou a leitura, desta vez já a meio.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;… E depois existem as coisas que deixam de ser importantes. Por exemplo. São seis da manhã, tenho aula às onze e quero ir. Mas é mais urgente ligar o computador e deixar que os dedos deslizem sobre o teclado, tocando uma melodia que conheço de cor. O “tic tic tic” inconfundível das teclas a ser batidas irrompe pela madrugada dentro, substituindo, por um quase imperceptível ruído, o tumulto que me vai na cabeça.&lt;br /&gt;A hierarquia das coisas. Mais tarde na nossa vida ficamos boquiabertos quando percebemos que, aquilo que achámos ter, um dia, relevância máxima, não passa, afinal, de uma mero instante fugaz, dos muitos que a vida tem. Se calhar ela é feita disso mesmo, de instantes fugazes, e eu não passo de uma tonta que tenta dar um sentido mais profundo a tudo aquilo que mexe. Mas que culpa tenho eu se sinto que há coisas à minha volta que nada mais são do que o simples vazio? Eu não gosto de perder tempo. A vida são dois dias, dizem, e um deles já foi ontem. E eu quero ter a certeza de que esse que me resta é passado com quem eu sei que vai fazer de tudo para que não seja um dia mau. Talvez seja uma ideologia demasiado pseudo-romântica ou até um contra-senso para quem se quer dar bem na vida. Mas nada disto quer dizer que eu não saiba dar aquela meia dúzia de sorrisos rasgados e ser linda por umas horas. E isto não faz de mim falsa. Sou apenas uma sobrevivente. No fim do dia existem os poucos que sabem que “aquele” olhar equivale a um sorriso e que acham que o meu cabelo é igualmente bonito, quer quando acordo, quer quando passo uma eternidade em frente ao espelho.&lt;br /&gt;E voltando à história da peneira… Na rede ficam poucos, mas ficam os maiores. Os outros, lá em baixo, são a multidão que se acumula e que passa a fazer número quando dizemos, orgulhosos, “tenho mil amigos no facebook”. E isso não é mau. Só não é essencial.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a suspirar e olhou pela janela. Pelo menos ainda se podia esforçar por permanecer na peneira de outro alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5952988231348682118?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5952988231348682118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5952988231348682118' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5952988231348682118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5952988231348682118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/12/peneira.html' title='A Peneira'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2353488704031586567</id><published>2010-06-10T02:23:00.001+01:00</published><updated>2010-06-10T02:23:49.031+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Um Bicho de Sete Cabeças</title><content type='html'>Uma rua larga. Hora do almoço. Dezenas de pessoas. Desvios e encontrões entre passos lentos e outros mais apressados. O número de possibilidades poderia ser calculado através de uma qualquer fórmula que envolvesse o tempo exacto, o local preciso e a disponibilidade mútua. A matemática nestes casos não resulta. Na verdade, é apenas puro mistério e não há ninguém que consiga entender o como ou o porquê.&lt;br /&gt;Ele avança com os olhos cravados no vazio. Vai ao ritmo dos Muse, que cantam para ele e para quem passa perto, no mp3 com o volume no máximo.&lt;br /&gt;Ela avança com os olhos no chão e a cabeça na Lua. Murmura baixinho as despesas da semana que já foram suficientes para dar cabo do dinheiro do mês.&lt;br /&gt;Vêm em sentido contrário. Alheios à existência um do outro; alheados a tudo, na verdade! Mergulhados nas suas vidas, nas suas rotinas e conformados com a normalidade.&lt;br /&gt;E passam um pelo outro exactamente no momento em que ele larga o vazio e ela desce à Terra.&lt;br /&gt;É um daqueles momentos em que tudo pára. Naquele breve instante, em que os olhares se encontram, acontece alguma coisa que está para lá das descrições que os comuns mortais conseguem fazer. Só os franceses descobriram a palavra certa, não fossem eles soberanos em matéria do coração. Frisson. Algo que na verdade tem mais a ver com o estômago do que com o coração. E mete borboletas…&lt;br /&gt;Afastam-se. Porque o tempo parou mas não foi para sempre.&lt;br /&gt;“Tão gira! Devia parar? Perguntar o nome?”&lt;br /&gt;“Calor! E se eu deixar cair o caderno, ele olha para trás?”&lt;br /&gt;“Ridículo! She’s out of ymy league… Mas será que arrisco em olhar para trás?”&lt;br /&gt;“Idiota! E se perguntar as horas, sei lá, é mais simples!”&lt;br /&gt;Ele olha para trás e suspira. Ela não estava a olhar… “Esquece…!” E segue em frente.&lt;br /&gt;“Não olhes, não olhes, não olhes! É uma estupidez alimentares essas contos de fada!”  E segue em frente.&lt;br /&gt;Vão em sentido contrário. Não esquecem o breve encontro que nunca chegou a existir. Perguntam-se como seria o mundo se tivessem sido capazes de parar e de quebrar com a rotina, com os protocolos. Mas avançam. Conformados com a normalidade.&lt;br /&gt;Outro grande mistério que a matemática não consegue resolver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2353488704031586567?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2353488704031586567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2353488704031586567' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2353488704031586567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2353488704031586567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/06/um-bicho-de-sete-cabecas.html' title='Um Bicho de Sete Cabeças'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4289125593867239124</id><published>2010-03-11T01:55:00.002Z</published><updated>2010-03-11T01:58:08.457Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Carta de Reclamação</title><content type='html'>Boa noite. Ou bom dia… Ou boa tarde, sei lá! Não sei a que horas vai receber esta minha carta, o que torna a sua escrita num dilema, logo desde o início! Mas como o tempo para si é eterno, julgo que pouca diferença deve fazer. Isso das horas é para os comuns mortais como eu, para quem cada minuto que passa significa um pé mais para dentro da cova! O Senhor… Ou Menino? Talvez deva tratá-lo por Menino. Mas é confuso, afinal de contas tem tantos anos quantos os do Adão e da Eva. A diferença é que esses morreram e o Menino (ou Senhor?) ainda vai cá andar muito tempo. O que torna a coisa tão confusa é a tal a aparência de criança de colo que todos dizem que tem. Dizem que é um bebé! Eu nunca o vi assim ao vivo, mas como pode um bebé ter tantos anos? Bem, com isto já perdi o fio à meada! Vou directa ao assunto, então.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Tanto a tenra idade como a idade muito avançada podem causar assim umas baralhações, umas perdas de memória…Ora, eu tenho notado que tem sofrido deste mal, pois se não, repare: no outro dia eu estava descansadinha a beber a minha chávena de chá, quando passa lá fora da loja um rapaz bem jeitoso. Para dizer a verdade, ele era um grande pedaço de mau caminho, perdoe-me a sinceridade. Eu, boa moça e solteira, em boa altura para casar, não me fiz rogada! Ajeitei o cabelo e dei um sorrisinho enquanto olhava assim meio a medo, na esperança de que reparasse em mim. Sabe como é, aquele olhar meio inocente, meio malandro. Enfim, lá estava eu, cheia de expectativas, quando vejo o tal rapaz a olhar para dentro da loja. Ai, quando ele se chegou à porta o meu coração bateu tanto, tanto, tanto, que eu julguei que fosse saltar para fora do peito, palavra de honra! Mas abanei assim um bocado a saia e os calores diminuíram o suficiente para que eu me conseguisse manter uma certa compostura. Aí fingi que não era comigo e deixei que o rapaz se chegasse perto. E estava mais perto, mais perto, mais perto… E depois passou recto! Recto e directo a uma sirigaita que também lá estava sentada no salão de chá. Olhe, a minha cara de surpresa deve ter sido tal, que a desaforada ainda se ficou a rir. Ela bem fingia que não se ria de mim, mas sim das coisas que o rapaz lhe contava. Porém uma mulher sabe, não me pergunte como, mas uma mulher sabe quando é que a outra está interessada. E aquela ali, apesar de ser uma sirigaita, não era excepção. Ainda vermelha que nem um tomate apressei-me a pagar a conta, nem esperei que o empregado fosse à mesa, fui logo lá eu de modo a despachar a coisa. E nisto, ele diz-me assim: “A despesa foi paga pelo senhor da mesa do fundo”. Que raio, pensei eu! Olhei para lá e vi um rapaz magrinho e feiinho… Na verdade, e desculpe a sinceridade, ele tinha uma carantonha que nem o sorriso aberto fazia parecer menos feia! Enfim, a Mãe Natureza não agracia todos… Mas voltando à história! Assim por educação, que fui muito bem-educada pelos meus paizinhos, fui lá ter com o rapaz para agradecer a gentileza. E mal o fiz nem dei tempo para ai nem ui, fui logo a correr para fora da loja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E é esta a minha reclamação, Senhor (ou Menino?) Cupido! Estou a tentar ser condescendente com o facto de ser um bebé e ainda por cima velho. Combinação traiçoeira, essa de bebé velho! Mas seria de esperar que os anos de experiência o fizessem mais certeiro. Mas não! Parece que anda para aí a mandar setas a torto e a direito e depois gostamos de quem não gosta de nós e quem gosta de nós, paciência, nós não gostamos dele! E andamos aqui todos às turras só porque anda para aí com faltas de pontaria. Já pensou que pode ser um problema de visão? Ir a uma consulta talvez ajudasse! É que eu já falei com amigas minhas e todas elas se queixaram do mesmo. Note que eu estou a tentar ser condescendente e não o quero acusar de estar a fazer mal o seu trabalho. Mas já pensou que pode de facto estar a acontecer um erro qualquer? É que não é normal, Menino (ou Senhor?) Cupido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Veja lá isso então, se faz favor, que aqui em baixo a coisa só anda certa para uns poucos. Ai, até homens com homens e mulheres com mulheres, valha-me Deus e Nossa Senhora, que agora até me benzi! E senhores idosos com moças da minha idade, isso até é pecado! Isso porque nem falo na sem vergonhice que é mulheres da idade da minha mãezinha, que Deus a tenha, com rapazinhos novos. Veja lá, veja lá o quê se passa! Espero que esta minha carta tenha vindo chamar-lhe a atenção. Desculpe qualquer coisinha, a intenção foi a melhor!&lt;br /&gt;Aguardo melhorias com ansiedade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;                                                          Josefina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   PS – E faça o jeitinho, já agora, de acertar com a seta no Teodoro Bonifácio, que é o rapaz mais bonito e mais rico aqui das redondezas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4289125593867239124?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4289125593867239124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4289125593867239124' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4289125593867239124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4289125593867239124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/03/carta-de-reclamacao.html' title='Carta de Reclamação'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3013184888194877848</id><published>2010-02-27T03:38:00.000Z</published><updated>2010-02-27T03:39:01.465Z</updated><title type='text'>Grito</title><content type='html'>A maior asneira que alguém pode fazer na vida é submeter-se.&lt;br /&gt;Submetemo-nos a regras. Censuramos os nossos pensamentos, bloqueamos os nossos desejos, proibimo-nos de sonhar com coisas que nos dizem que são absurdas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto as regras: não uses o melhor vestido para ir ao supermercado, não compres esses sapatos de salto vertiginoso que só vais calçar uma vez, não mandes uma piada ao estranho que passa só porque o momento te pareceu oporturno… E é assim que, com pequenas coisas que não faziam mal a ninguém, nos prendemos nas nossas próprias celas, que nos resignamos a um exílio que está bem longe das nossas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero dançar quando mais ninguém dança, dizer “Eu amo-te” ao fim de uma semana porque o momento parece perfeito, fazer tostas de atum de madrugada e beber champanhe sem ser a festa de ninguém. Comprar uma flor quando estou triste, dizer bom dia ao Sol, entrar no mar à noite, sair de casa às duas da manhã para voltar na madrugada seguinte, ir ao cinema sozinha, perguntar a quem conheço mal se ainda há lugar para mim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair para a rua quando a chuva cai pode deixar-me doente. Mas isso é depois, não é agora! Agora quero a água a escorrer-me pelo rosto como que se me lavasse a alma! A  levar as censuras, os bloqueamentos e as proibições. E não há mais nada que eu deseje fazer nesse momento…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem segue o impulso é rotulado de louco, de libertino de inconvencional… Pois eu digo; se simplicidade é ser louca, então é disso que quero que me chamem! Não me importo de ser excessiva, imprudente ou alienada, desde que isso me faça feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim os verdadeiros loucos são aqueles que vivem condenados à miséria de fazer aquilo que os outros julgam estar correcto. São os dementes que reprimem as emoções em nome de algo que nem sabem o que é! Os cegos que desistem dos sentimentos em prol de leis ditadas por alguém que se lembrou de que a frieza é uma característica positiva…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, o certo não se distingue do errado… A mim basta-me o respeito como obrigatoriedade. Para mim e para os outros. Estou cansada de jogar um jogo com regras que não consigo perceber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3013184888194877848?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3013184888194877848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3013184888194877848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3013184888194877848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3013184888194877848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/02/grito.html' title='Grito'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7989125897091492651</id><published>2010-01-26T01:44:00.001Z</published><updated>2010-01-26T01:45:43.539Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração vs Razão'/><title type='text'>Cá dentro V</title><content type='html'>- Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Se…&lt;br /&gt;- O que estás a fazer? - Interrompeu.&lt;br /&gt;- SHIU! Sete. Oito. Nove. Dez. On…&lt;br /&gt;- Estás a contar o quê?&lt;br /&gt;- …ze. Doze. Treze. Cator…&lt;br /&gt;- Hey! Coração, estou a falar contigo!&lt;br /&gt;- Irra!! Não estás a ver que estou a contar?&lt;br /&gt;- Sim, isso já eu percebi… Mas a contar o quê? Não vejo nada para contar.&lt;br /&gt;- Estou contar, apenas. – Respondeu em tom amuado.&lt;br /&gt;- Não me vais dizer o que é?&lt;br /&gt;O outro suspirou fundo.&lt;br /&gt;- OK… É para me controlar.&lt;br /&gt;- Controlar?&lt;br /&gt;- Sim; controlar, acalmar, abrandar, não sabes o que é?&lt;br /&gt;- Calma, Coração! Então… Mas o que é que te enerva?&lt;br /&gt;- Não sei… Tenho um aperto! É como se me estivessem a … A magoar! A pisar! A..a..&lt;br /&gt;- A partir aos bocadinhos?&lt;br /&gt;-Sim, isso! A partir aos bocadinhos…&lt;br /&gt;-Ó rapaz, tu já sentiste isso outras vezes. Já sabes que andas aí murcho um tempinho, muito pequenino, mas acaba por passar.&lt;br /&gt;-Estás a ver? Desvalorizas sempre! Sabia que não valia a pena falar contigo… - Disse ele, muito irritado.&lt;br /&gt;- Pronto, pronto! Desabafa lá comigo – respondeu em tom ameno – Ai, os dramas deste tipo!&lt;br /&gt;- O que é que estás para aí a murmurar?&lt;br /&gt;- Nada, nada! Anda, diz-me tudo o que vai aí dentro?&lt;br /&gt;- É que… Não é só estar partido, sabes? É também – e baixou a voz de repente – esta mania que o estômago agora apanhou?&lt;br /&gt;- O estômago??&lt;br /&gt;- SHIU! – Repreendeu, ele – fala baixinho se não ouve!&lt;br /&gt;- Mas explica lá isso! – Pediu a Razão, em surdina.&lt;br /&gt;- É que ele agora resolveu dar uns saltos que me tiram o ar cá em cima… É uma coisa aflitiva! Ainda não lhe quis dizer nada, porque pode ser refluxo, ou assim, e sabes como eu sou, tenho pavio curto mas sou muito sensível aos problemas dos outros!&lt;br /&gt;- Mas ele salta?&lt;br /&gt;- Salta, salta! Dá pulos enormes, que me fazem saltar também. E eu fico sem ar, fico apertadinho aqui na caixa torácica! Credo, ele tem ali tanto espaço e anda para aqui a invadir o meu! Olha, parece que engoliu borboletas!&lt;br /&gt;- Borboletas?&lt;br /&gt;- Sim! E elas andam para ali a esvoaçar.&lt;br /&gt;- Olha lá… E isso acontece quando? É sempre?&lt;br /&gt;-Sempre? Se fosse sempre já nem me aguentava! É assim, quando “ela” está com pessoas. Mas também acontece quando “ela” está sozinha. Triste tem acontecido muitas vezes, também. Mas às vezes acontece e “ela” fica muito alegre!&lt;br /&gt;- Mau! Assim não entendo nada! O que estás a dizer não faz sentido nenhum!&lt;br /&gt;- Mas não é o teu trabalho, dares sentido às coisas? – Respondeu ele, num tom cheio de ironia.&lt;br /&gt;- Pronto, está bem. Aceito o desafio! Dizes que é quando tem gente à volta… Muita gente?&lt;br /&gt;- Depende. Às vezes sim, às vezes não…&lt;br /&gt;- Alguém em especial?&lt;br /&gt;- Não sei, não tenho olhos! Só sinto!&lt;br /&gt;- Hmm… É que eu tenho um palpite…&lt;br /&gt;- Um palpite? E esse tom preocupado é o quê? É uma doença? Não me digas que é uma doença! Tenho de ir ao cardiologista?&lt;br /&gt;- Sim… É uma doença. A maior que podias ter – disse em tom grave. – É paixão.&lt;br /&gt;- Paixão?&lt;br /&gt;- Sim, paixão.&lt;br /&gt;- Desculpa lá, Razão, mas já estive apaixonado e nunca tive estes espasmos de aflição! É verdade que tenho tido momentos bons, mas é sempre tudo muito extremo! Ora êxtase, ora desespero. Alegria e profunda tristeza! Ora sonho, ora pesadelo!&lt;br /&gt;- Sim, é paixão. Mas uma muito especial.&lt;br /&gt;- Especial?&lt;br /&gt;- É assim, Coração: vou ser muito honesto. Isso é uma paixão não correspondida. E para além disso, também é proibida.&lt;br /&gt;- Proibida? Proibida por quem?&lt;br /&gt;- Por mim.&lt;br /&gt;-Han?&lt;br /&gt;- Sim…Eu estava a ver se não percebias, ma…&lt;br /&gt;- Então era tudo bluff? – Gritou enraivecido.&lt;br /&gt;-Tem calma. Tem calma ou ainda explodes!&lt;br /&gt;-Explica-te de uma vez!!!&lt;br /&gt;- Coração… Eu sei que às vezes não nos damos bem e que tu não concordas com muitos dos meus métodos. Mas a verdade é que, se às vezes pareço a tua maior inimiga, a verdade, dizia eu, é que não tens melhor amiga do que eu. Eu sou responsável por criar mecanismos de protecção. Uma espécie de bloqueadores que te fazem ver aquilo que é errado. E tu nem dás conta… O problema é que desta vez deste.&lt;br /&gt;-Mecanismos? O quê? Andas a controlar-me?&lt;br /&gt;-Não punha as coisas nesses termos… Ando a orientar-te. É para isso que eu sirvo! Mas desta vez parece que não correu bem… Não fiques amuado! Tu sabes que é para o teu bem, não sabes? Que eu tenho de te proteger dessas coisas más que existem para aí e que te afectam tanto! – Disse ela em tom meigo.&lt;br /&gt;- Ó Razão!! – Respondeu ele, choroso – Isto passa, Razão? Estou tão desorientado, tão cansado dos altos e baixos!&lt;br /&gt;- Olha, Coração… Passa. Claro que passa. Mas deixa-me ajudar-te. Ouve os meus conselhos e tem calma. Eu sei que é difícil, mas não podes andar para aí disparado. Não nesta situação!&lt;br /&gt;- Mas… Porquê?&lt;br /&gt;- Esta não é uma paixão como as outras. É uma paixão desperdiçada em alguém que não merece. É um gasto de energia. É “ela” saber que não deve, porque eu lhe digo, e “ela” querer, porque tu aceleras. Portanto, ouve os meus conselhos e tenta relaxar. Vais ver que no fim te sentes melhor.&lt;br /&gt;- E demora?&lt;br /&gt;- Se demora? Meu amor, isto do tempo é muito relativo. Agora vai demorar horrores. Depois… Depois vai ser um ponto minúsculo no meio de muitos outros. E se vier uma paixão certa, então… Ui, aí vai ser num instante!&lt;br /&gt;- E por enquanto, faço o quê?&lt;br /&gt;- Conta, Coração, conta! Principalmente quando estiveres a acelerar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7989125897091492651?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7989125897091492651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7989125897091492651' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7989125897091492651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7989125897091492651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/01/ca-dentro-v.html' title='Cá dentro V'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4551215467475085830</id><published>2010-01-25T03:18:00.000Z</published><updated>2010-01-25T03:19:56.912Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Apatia</title><content type='html'>Os meus dedos deslizam pelo teclado sem interesse. Os meus olhos passeiam-se pelas imagens na TV sem interesse. Ouço a música do mp3 também sem qualquer interesse. E da cozinha vem o cheiro a comida que, essa principalmente, não me interessa para nada.&lt;br /&gt;   É assim todos os dias, todos os minutos e todos os segundos. Amanhece para logo em seguida escurecer e eu não dar conta de nada. Não é tristeza, não é angústia, não é desespero. É simplesmente apatia. Uma enorme apatia em relação a tudo aquilo que se passa à minha volta. Sim, é verdade que continuo a fazer os trabalhos no computador. É verdade que ainda vejo TV. É verdade que a música alegra a minha existência. E é lógico que ainda continuo a comer. &lt;br /&gt;   Mas existe um vazio enorme. Um espaço em branco que alguma coisa, que não sei o que é, deveria estar a ocupar… Podia dizer que é o amor, que me falta. Que são os amigos que não podem atender a todos os caprichos dos meus momentos de solidão. Podia dizer que não consigo falar com ninguém sobre nada ou que, simplesmente, tudo o que diz respeito ao meu futuro vem embalado numa caixa enfeitada com um grande ponto de interrogação. E talvez até seja tudo isto… Isto tudo junto pesa de tal modo que nem a razão se consegue impor. Fica, também ela, completamente dominada por esse sentimento de desprezo por tudo aquilo que se passa.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   O problema é que não se passa nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4551215467475085830?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4551215467475085830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4551215467475085830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4551215467475085830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4551215467475085830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2010/01/apatia.html' title='Apatia'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1383132567351249604</id><published>2009-11-19T04:21:00.001Z</published><updated>2009-11-19T04:23:51.044Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu que pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Amorizade</title><content type='html'>Este é um texto sobre pessoas que se apaixonam por amigos. Sim. Um texto sobre essa tragédia tão popular dos seres humanos que são suficientemente&lt;br /&gt;estúpidos para atravessar “aquela linha”. &lt;br /&gt;Tu és o melhor companheiro. O compincha de horas mortas em que o tema de conversa é um qualquer tipo de transtorno emocional ou a coisa mais parva que lhe passar pela cabeça. És um ser assexuado, a pessoa a quem pode pedir mimos se estiver a atravessar um período de carência afectiva. Tu sabes do melhor e do pior, já viste lágrimas, já viste sorrisos, aturaste bebedeiras e maus humores. Tu estás à distância de um telefonema, ou de um “oi” no MSN, mesmo que estejas offline. E a parte má é isto tudo saber-te a pouco e não seres capaz de dizer nada! Mas foi assim que escolheste viver… Enfim, és indubitavelmente estúpido!&lt;br /&gt;Amor: desejo e ódio, prazer e dor, yin e yang. O amor é o único fenómeno capaz de conciliar antónimos! E se queremos realmente cair na sua teia, há umas coisinhas das quais temos mesmo de nos lembrar: Um. Valoriza-te sempre e nunca te esqueças de ti mesmo. Dois. Sê generoso na relação. Três. Esqueceres-te do primeiro ponto é inevitável.&lt;br /&gt;As pessoas que se apaixonam por amigos, então, parecem ser as que mais interiorizam o número três. Caso contrário, porque é que seriam tão masoquistas? Aliás, elas são tão masoquistas que até inventaram um número quatro: se a pessoa de quem gostas é um amigo teu, lê outra vez o número dois.&lt;br /&gt;Nestas histórias dos amigos há algumas que até correm bem: as dos filmes! Em Hollywood há sempre um indivíduo muito corajoso que tem tomates suficientes para enfrentar a possibilidade de arruinar uma amizade. Um indivíduo que não aguenta mais lutar contra aquilo que sente e que por isso mesmo resolve pôr em risco uma das melhores relações que já teve, cujo único defeito é não ser amorosa.&lt;br /&gt;Mas e na vida real? Porque é que não nos atrevemos, porque é que não lutamos por algo que até podia ser maior? Eu posso até nem ser grande especialista nestas coisas, mas acho que não é asneira nenhuma dizer que a única razão é medo. Simplesmente medo. E não é medo de amar, não…É medo por amar! Quando alguém se apaixona por um amigo examina todos os pormenores, pensa todas as atitudes, mede todos os riscos. Porque tem perfeita consciência de que, a partir do momento em que o olhar sobre o outro se modifica, começa a lidar com uma situação mais frágil do que um fino copo de cristal. É por isso que se tenta distrair com pessoas que vão aparecendo e a quem até acha alguma piada. É por isso que tenta, às vezes desesperadamente, entregar-se a outros prazeres. Quer conhecer gente nova. Quer marcar encontros. Até chega a querer que o amigo arranje alguém! Quer, porque pensa que aquilo que sente é proibido. E eu até percebo que isso aconteça… No fundo, quem o faz só deseja pôr em segurança aquilo que tem de mais precioso. Uns chamam-lhe covardia. Outros dizem que revela força. Há quem diga, até, que é uma atitude nobre! Mas eu acho que, acima de tudo, é Amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mas e se valer a pena atravessar “aquela linha”?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1383132567351249604?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1383132567351249604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1383132567351249604' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1383132567351249604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1383132567351249604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/11/amorizade.html' title='Amorizade'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-759343317903796987</id><published>2009-11-10T03:51:00.001Z</published><updated>2009-11-10T03:53:02.192Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Bate-me à porta</title><content type='html'>Às vezes apetece-me gritar-te ao ouvido palavras sussurradas quase que imperceptivelmente…&lt;br /&gt;Gritar para ter a certeza de que entendes. &lt;br /&gt;Sussurrar porque não quero que mais alguém as ouça.&lt;br /&gt;Queria dizer-te em voz firme e grave e em tom suave e meigo… &lt;br /&gt;“Bate-me à porta”.&lt;br /&gt;Bate-me à porta outra vez e eu esqueço. &lt;br /&gt;Bate-me à porta outra vez e eu perdoo.&lt;br /&gt;Bate-me à porta outra vez que eu abro.&lt;br /&gt;E odeio-me por isso.&lt;br /&gt;Odeio que, com um simples bater à porta, mesmo que repetido ao ritmo do desespero, eu abrisse, sem sorriso nos lábios, mas com sorriso no coração.  &lt;br /&gt;E odeio-me por isso…&lt;br /&gt;Mas odeio-te ainda mais porque sei que não voltas a bater.&lt;br /&gt;Talvez porque não te interessa… &lt;br /&gt;Prefiro pensar que é por que te falta a coragem…&lt;br /&gt;Sim, essa falta-te…  &lt;br /&gt;Porque, na verdade, tu nunca me bateste à porta.&lt;br /&gt;Estava mais para aquela brincadeira de toca e foge que os miúdos jogam quando o tempo, para eles, parece não ter fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-759343317903796987?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/759343317903796987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=759343317903796987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/759343317903796987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/759343317903796987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/11/bate-me-porta.html' title='Bate-me à porta'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2058965297715077846</id><published>2009-11-07T22:38:00.004Z</published><updated>2009-11-07T22:53:19.437Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Fixação</title><content type='html'>Já te vi.&lt;br /&gt;Ar de quem acabou de acordar, cabelo revolto e desalinhado.&lt;br /&gt;Nó da gravata mal dado, punhos da camisa mal dobrados, olhar de quem ainda devia estar na cama.&lt;br /&gt;Viro-me na direcção contrária, evitando por breves momentos um encontro inevitável.&lt;br /&gt;Sinto o teu olhar preso na minha nuca. Ou então é o meu pensamento que está preso em ti. &lt;br /&gt;Respiro fundo e dou dois passos. Não me recordo de dar mais nenhum, porque, sem mais nem menos, voltaste a entrar no meu ângulo de visão.&lt;br /&gt;Voltei a fingir que não te vi.&lt;br /&gt;Visto a pele de uma pessoa demasiado ocupada para te notar. Mas já te vi. Foi a primeira coisa que vi quando aqui cheguei. E nem é assim tão estranho, já que és a primeira coisa que o meu olhar procura.&lt;br /&gt;Sinto-te a passar por mim, mas pareço alheada a tudo. Pergunto-me se também te sentes assim. Será que se arrepiam os pêlos dos teus braços ou que te atravessa um frio na espinha? &lt;br /&gt;Controlo a entrada e a saída do ar.&lt;br /&gt;Naquele segundo, tudo o resto deixa de existir.&lt;br /&gt;Contem-me algo bom, e eu rio alto, para que me notes.&lt;br /&gt;Contem-me algo mau, e eu solto uma qualquer interjeição adequada num volume inadequado, também para que me notes,&lt;br /&gt;Contem-me algo assim-assim, e arranjarei modo de o tornar suficientemente entusiasmante ao ponto de me permitir a uma qualquer reacção exagerada, apenas para que me notes.&lt;br /&gt;Mas passaste e não fiz nada porque, num qualquer acesso de lucidez, mantive-me amarrada pela história que me precede. &lt;br /&gt;Mas de nada servem, os segundos de raciocínio lógico. Logo depois tenho de arranjar forma de passar por ti outra vez. Pelo menos até ter a certeza de que fui notada…&lt;br /&gt;E de repente vês-me… Mas acho que já me tinhas visto.&lt;br /&gt;Era só o teu joguinho falso.&lt;br /&gt;O ar de quem se está a cagar, o sorriso malandro que te chega aos olhos, a inacessibilidade tão acessível que te envolve… &lt;br /&gt;E numa tentativa de me agarrar à realidade prendo a mão na outra, no fundo do meu bolso.&lt;br /&gt;E decido:&lt;br /&gt;“A partir de agora, finjo que nunca te vi.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alguém devia ter-me dito que não resultava...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2058965297715077846?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2058965297715077846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2058965297715077846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2058965297715077846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2058965297715077846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/11/fixacao.html' title='Fixação'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7765309926435066880</id><published>2009-10-22T16:06:00.000+01:00</published><updated>2009-10-22T16:07:16.445+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Veneno</title><content type='html'>Quero beber sofregamente&lt;br /&gt;Desse líquido que me encostas aos lábios.&lt;br /&gt;Tenho-os entreabertos&lt;br /&gt;Como que implorando&lt;br /&gt;Por um pouco dessa essência&lt;br /&gt;Que só consigo encontrar em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queima.&lt;br /&gt;Queima-me a língua, a garganta e todo o corpo.&lt;br /&gt;Esvazia-me a cabeça de toda a lógica.&lt;br /&gt;Acelera-me o coração.&lt;br /&gt;E queima.&lt;br /&gt;Queima-me os lábios, a garganta e até a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicia.&lt;br /&gt;De mal em mal,&lt;br /&gt;Vicia enquanto induz morte lenta.&lt;br /&gt;Mata a sensatez e aniquila a prudência.&lt;br /&gt;Deixa tudo entregue ao instinto de um animal selvagem que eu não sabia morar aqui.&lt;br /&gt;Vicia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebo sofregamente&lt;br /&gt;Desse líquido que me encostas aos lábios.&lt;br /&gt;Mas já não chega…&lt;br /&gt;Quero mergulhar nessa essência,&lt;br /&gt;Quero tê-la para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero mais desse veneno, que só tu fazes assim…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7765309926435066880?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7765309926435066880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7765309926435066880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7765309926435066880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7765309926435066880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/10/veneno.html' title='Veneno'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1858552891639376891</id><published>2009-10-18T23:52:00.000+01:00</published><updated>2009-10-18T23:54:00.894+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>O manjerico</title><content type='html'>Comprei um manjerico. Folhas verdes e viçosas e cheirinho agradável. &lt;br /&gt;– Olha que o deixas morrer – avisou a minha mãe.&lt;br /&gt;Fiz ouvidos moucos. Tinha um lindo manjerico e estava disposta a cuidar dele, a regá-lo religiosamente, a tirá-lo do Sol nas horas mais agressivas e, porque não, falar-lhe baixinho de vez em quando, assim às escondidas, para que não me julgassem louca por conversar com as plantas.   &lt;br /&gt;E assim foi.&lt;br /&gt;Por dias e dias mantive-me fiel à minha nova tarefa.&lt;br /&gt;Porém, houve um dia em que surgiu um simpático convite para uma noite passada a ver filmes e a comer pipocas. Foi a primeira vez em que o manjerico ficou por regar.&lt;br /&gt;“Nada grave”, pensei. Voltaria à rotina, sem qualquer problema! &lt;br /&gt;Mas dois dias depois, uma festa. Deitar tarde, acordar tarde, dia passado meio a dormir, e mais um dia em que o manjerico ficou esquecido em cima do balcão.&lt;br /&gt;Não me interpretem mal, continuava a admirá-lo e a sentir por ele uma ternura imensa, mas havia sempre qualquer coisa que se intrometia pelo meio. E foi assim que, ao longo dos dias, os meus cuidados para com a plantinha passaram de regulares a irregulares e de irregulares a raros. &lt;br /&gt;E um dia, o manjerico morreu.&lt;br /&gt;Assim, sem mais nem menos, quase sem eu dar conta. &lt;br /&gt;Eu continuava a querer tê-lo, lindo e viçoso, mas tinha deixado que morresse nas minhas mãos.&lt;br /&gt;Por puro desleixo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E há dias em que me sinto como uma pequena planta com sede, à espera de ser regada.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1858552891639376891?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1858552891639376891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1858552891639376891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1858552891639376891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1858552891639376891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/10/o-manjerico.html' title='O manjerico'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-9181588723913794658</id><published>2009-09-12T03:05:00.000+01:00</published><updated>2009-09-12T03:07:02.890+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Razões</title><content type='html'>Tenho a péssima tendência para escrever apenas quando tenho dias maus ou em que tenho pouco para fazer.&lt;br /&gt;Ora, há muito tempo que nem uma coisa nem outra acontecem, talvez por isso o blog tenha andado parado… Isto não quer dizer que não escreva, não… Escrevo para mim, um pouco todos os dias. Há assuntos que não são adequados a figurar na internet!&lt;br /&gt;Mas pensei que talvez devesse deixar aqui o porquê da falta de dias maus. Até porque acho que falta de tempo é desculpa de mau pagador.&lt;br /&gt;Era quinta-feira, dia nove de Abril. Não me lembro ao certo daquilo que levava vestido, mas tenho a certeza de que experimentei o armário inteiro antes de me decidir. Em pouco mais de três minutos pus-me no café, onde ele já esperava. Sentámo-nos na mesa do canto e pedimos os dois uma imperial… A dele era green. A minha foi à borla, cortesia do patrão… E acabámos por trocar.&lt;br /&gt; Era a primeira vez que estávamos só os dois, mas não sei se fazia muita diferença: mesmo quando éramos muitos, eu e ele acabávamos numa qualquer prosa privada, isolados do resto do mundo.&lt;br /&gt; A conversa fluiu como água, mas sei lá aquilo que dissemos! É engraçado como me lembro tão bem e ao mesmo tempo tão mal daquela noite. Acho que abordámos sobretudo banalidades. Recordo-me da dificuldade em prender os olhos no olhar dele, porque parecia que me queria ver a alma. E isso era inesperadamente bom… Eu tinha medo de coisas demasiado boas.&lt;br /&gt;O ar estava leve e a minha cabeça a andar à roda, atordoada pela falta repentina de algo que me mantivesse os pés no chão. Os meus olhos já brilhavam, as minhas pernas já estremeciam e a minha pele já gritava pelo toque dele. Se calhar foi por isso que, sei lá como, a minha mão deslizou-lhe pela borda das calças e procurou a dele dentro do bolso. Nesse dia cheguei a casa com um sorriso parvo nos lábios e não havia nada neste mundo capaz de me fazer dormir enquanto o calor das nossas mãos entrelaçadas ainda me estivesse cravado na memória.&lt;br /&gt; E com isto tudo, já era dia dez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-9181588723913794658?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/9181588723913794658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=9181588723913794658' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9181588723913794658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9181588723913794658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/09/razoes.html' title='Razões'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-782198139395361781</id><published>2009-06-01T17:51:00.002+01:00</published><updated>2009-06-01T17:53:51.605+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Como uma boneca</title><content type='html'>A Rute tinha uma colecção invejável de bonecas. Aliás, de bonecas não, de Barbies. Estavam sempre perfeitamente alinhadas umas ao lado das outras, perfeitamente vestidas e perfeitamente penteadas; todas em fila na prateleira comprida que se estendia ao longo da cama, uns bons metros mais acima. Eu adorava aquele admirável conjunto de Barbies do qual faziam parte tanto as mais populares como as mais raras. Havia a Médica com o vestido azul colado ao corpo por baixo da bata branca, a Ginasta com as suas articulações que permitiam acrobacias, a Marés Vivas no lendário fato-de-banho vermelho e a veterinária com o cabelo platinado que quase lhe chegava aos pés.&lt;br /&gt;Eu nunca tive assim tantas bonecas. Tinha algumas, sim, e brincava imenso com elas. Mas, não sei, nunca me ofereceram muitas e eu, apesar de as pedir pelo Natal, rapidamente esquecia e dedicava o tempo livre depois da escola a ler as Aventuras ou o Clube das Chaves.&lt;br /&gt;Mas em casa da Rute era diferente. Eu delirava com a visão de todas aquelas Barbies ali expostas, qual montra de loja de brinquedos! Olhava para elas e ganhavam forma na minha cabeça mil histórias e enredos… Mas nunca passaram de imaginação. Eram histórias que nem ousava contar à Rute, porque ela não me deixava chegar com um  se quer às bonecas. Serviam só para ser vistas, nunca para ser tocadas! E eu, que imaginava a Médica a emprestar o vestido azul à Marés Vivas (que estava tão farta da roupa pouco elegante de praia), sentia-me amargurada por ver ali tanto potencial à espera de ser explorado.&lt;br /&gt;Era tal a mania da Rute, que nem sapatos as Barbies tinham. Ela tirava-os a todas! Metia-os, impecavelmente alinhados, dentro de uma pequena caixa que guardava religiosamente na gaveta mais alta da estante que chegava ao tecto. E eu ficava a imaginar como seria se a Rute alguma vez visse as minhas bonecas.&lt;br /&gt;As minhas poucas Barbies eram todas muito amigas e generosas, trocando imensa roupa entre si. Não eram etnocêntricas, pois recebiam no seu restrito grupo algumas Nancys e Sabrinas. Iam imensas vezes ao cabeleireiro, mesmo que este não prestasse e acabasse por cortar franjas que nunca voltariam a crescer (a minha mãe teve de me esconder as tesouras). Não tinham nem carro, nem casa, nem mobília. Aliás, até tinham, mas tudo improvisado com caixas de fósforo, frascos de perfume e tudo o mais que estivesse à mão! A única coisa que tinham em comum com as Barbies da Rute, era mesmo a falta de sapatos: depois de muito os usar, eu perdia todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hoje em dia, nas mãos dele, eu sou uma espécie de Barbie deixada na prateleira e que só existe para ser contemplada. Parece que tem medo de me partir, de me estragar, de que eu perca algum traço de mim, que faça parte da minha essência; a tal pureza, a tal transparência, a tal verdade. Confunde os meus gestos delicados com a fragilidade extrema de uma flor, mesmo que nem ela seja tão frágil assim. Tal e qual como se eu estivesse lá no alto do Olimpo, longe do toque ávido de mãos mais inquietas; demasiado perfeita para ser incomodada, demasiado bonita para ser mexida. &lt;br /&gt;A graciosidade, a amabilidade, o jeito doce e meigo; tudo confundido com uma certa distância que ele julga que eu quero manter. Mas não… Eu sou mais de intimidade e de gestos estreitos, de abraços apertados e de corpos entrelaçados. Sou de respirações aceleradas e de ritmos cardíacos fortes, sou de cores quentes e de espírito livre. Sou de quem me sabe levar, de que me sabe soltar de regras básicas e medos infundados. Sou de aventura, quando me sabem guiar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre me diverti muito mais quando podia realmente brincar com as bonecas. Era isso que as tornava realmente minhas e, por isso, realmente especiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-782198139395361781?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/782198139395361781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=782198139395361781' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/782198139395361781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/782198139395361781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/06/como-uma-boneca.html' title='Como uma boneca'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5621366425561932014</id><published>2009-05-28T23:00:00.002+01:00</published><updated>2009-05-29T03:52:10.552+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Há dias em que não caibo na minha pele</title><content type='html'>Às vezes acho que não sou daqui. &lt;em&gt;London&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;New York &lt;/em&gt;são cidades mais à minha medida! Ou &lt;em&gt;Paris&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;Milano&lt;/em&gt;; capitais da moda. Deixo-me viajar por esse mundo fora e por outros, também, à deriva numa espiral de sentimentos que me passam pela cabeça. Sim, sentimentos que me passam pela cabeça. É um conceito estranho, que acontece quando os sonhos tomam posse e desorientam os sentidos. E de repente sinto o cheiro próprio das grandes metrópoles; uma mistura de escape e perfume de milhares de pessoas que se cruzam! Sinto o toque de cetim de tecidos caros e mergulho no turbilhão de cores que compõem o quadro! E há o ruído… O ruído das conversas pseudo-eloquentes, o sussurro ritmado de um mendigo, os risos de quem não se consegue conter e o som inquieto de centenas de motores de carros. Os sabores são tão distintos quanto os países que há pelo Mundo: italiano, tailandês, McDonald’s e vietnamita… Enfim, culturas que se cruzam em lugares em que a cultura é diversidade.&lt;br /&gt;   Acordo na pequenez de Lisboa. Aborrece-me a mesmice do dia-a-dia e aborrece-me ainda mais pensar em ficar nesta mesmice para sempre.&lt;br /&gt;   É como um monstro que se alimenta das vitórias do quotidiano: uma aqui, outra acolá, enchem-me o Ego e alimentam-me a Alma. Cresce e ultrapassa fronteiras… Fronteiras que derrubam países, laços e até outras vontades. É como que um desejo que já não cabe em mim, que cresce até não caber na minha pele. &lt;br /&gt;   Há dias assim…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5621366425561932014?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5621366425561932014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5621366425561932014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5621366425561932014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5621366425561932014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/05/ha-dias-em-que-nao-caibo-na-minha-pele.html' title='Há dias em que não caibo na minha pele'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2759542771304788707</id><published>2009-05-12T04:06:00.001+01:00</published><updated>2009-05-12T04:08:30.713+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenuidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Brincadeira de Bonecas</title><content type='html'>Quando somos novinhas, enchem-nos a nós, meninas, de brinquedos em tons de rosa, essa cor com que se pintam os sonhos. Casas de bonecas, roupinhas de Nenuco, panelas e chávenas em miniatura, tudo tão diferente e tudo tão da mesma cor! &lt;br /&gt;Na mansão rosa-chique que tem um carro rosa-choque à porta, vive uma Barbie que só usa alta costura rosa-diva e que, inevitavelmente, vive com o Ken um sonho, imagine-se, cor-de-rosa. E é assim que, inevitavelmente, meninas de tenra idade, começam a decidir como será o homem que querem ao seu lado. Para umas, o bad boy, para outras o bom da fita. O falador ou o introvertido, o intelectual ou o brincalhão… O Ken pode ter tantas personalidade quanto o número de crianças que brincam com ele. &lt;br /&gt;E o que parecia uma brincadeira inofensiva, ganha, mais tarde, contornos de comportamento obsessivo, quando a menina, agora mulher, sai em busca dessa invenção da sua mente, a que chamamos de “homem ideal”. É então que de bonecas passa para a vida real: em vez de imaginar somente como seria o Ken, põe-se a si própria no papel de Barbie e espera que aquele bonequinho, cheio de músculos de plástico, se torne num homem a sério! &lt;br /&gt;Os sonhos de criança pequena vão desfilando em frente aos nossos olhos como que se de um filme romântico se tratasse… Mas o que acontece se não formos capazes de distinguir os sonhos da realidade e acabarmos por atribuir comportamentos impossíveis, desses que só os bonecos de plástico podem ter, a um homem de carne e osso? Apaixonamo-nos por imagens, por protótipos de algo que nunca chega a ser, e acabamos sempre desiludidas… É uma maçada quando percebemos que a vida, apesar de não ter de ser a preto e branco, não é, de todo, pintada somente em tons de rosa. A verdade é que o Ken da nossa cabeça não existe, mas talvez haja outros sobre os quais nem nunca nos ocorreu pensar.&lt;br /&gt;E às vezes, muito raramente, com a frequência de quem acerta no totoloto, deparamo-nos com o tal “boneco” de tamanho real, e por quem já tínhamos desistido de procurar. Aí é como se o conhecêssemos desde sempre! Afinal de contas, ele sempre morou na nossa cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2759542771304788707?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2759542771304788707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2759542771304788707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2759542771304788707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2759542771304788707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/05/brincadeira-de-bonecas.html' title='Brincadeira de Bonecas'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-158933570117427860</id><published>2009-05-12T03:57:00.003+01:00</published><updated>2009-05-12T04:06:08.491+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Quase de Noite</title><content type='html'>Às vezes a luzinha da inspiração apaga-se e ficamos às escuras. Outras é só culpa da maldita falta de tempo. Outra vez o tempo. Sempre culpado, o raio do tempo! Ou antes da falta que ele nos faz.&lt;br /&gt;Agora, se o tempo nada tiver a ver com isto, então é a falta da luz de que falei. Porém, nada de alarmismos, que essa treme, mas nunca acaba. E se por momentos desaparece, é só questão de se tocar no interruptor.&lt;br /&gt;Era Quase de Noite no Quase de Manhã. &lt;br /&gt;Ou então não. &lt;br /&gt;Porque aqui tudo acontece como eu quero e neste meu "mini-mundo", o Sol nasce quando bem me apetecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-158933570117427860?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/158933570117427860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=158933570117427860' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/158933570117427860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/158933570117427860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/05/quase-de-noite.html' title='Quase de Noite'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6819193716539683901</id><published>2009-03-17T10:00:00.001Z</published><updated>2009-03-17T10:02:32.907Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Camadas</title><content type='html'>No outro dia estava a descascar cebolas. Não é uma coisa que faça muito bem: tenho pouco jeito para a faca, sou demasiado lenta e choro que me farto. Se bem que para isso não é preciso descascar cebolas… Enfim, estava a descascá-las por obrigação, não por livre e espontânea vontade! E enquanto os meus olhos ardiam, perguntava a mim mesma qual a razão para tanta choradeira. Sim, porque a história de serem as ligações de enxofre a desfazerem-se que provocam vapores irritantes, não me convence! A cebola tem de ter uma qualquer história triste, pensei eu na altura. E depois nunca mais me lembrei. É daquelas parvoíces que nos passam pela cabeça e que são logo mandadas para o balde da reciclagem!&lt;br /&gt;Mas hoje voltei a pensar nisso. Talvez por falta de sono misturada com pouca paciência para fazer o amontoado de coisas em lista de espera.&lt;br /&gt;A cebola é… uma coisa complicada. Não sei como lhe chamar, portanto fico-me pela coisa. Ela era pequena, fresca e doce. Tenra, brilhante e simples. Foi crescendo. Quando crescemos quer dizer que o tempo passa por nós e quando o tempo passa por nós quer dizer que passamos por mais coisas. E quando passamos por mais coisas vamos ficando amargos, duros e cinzentos. Foi o que aconteceu à cebola. Passou por muito! Provavelmente alguém lhe mentiu. Ou então foi ela que mentiu a si própria. Também pode ter sido um afastamento de algo querido. Uma má avaliação dos acontecimentos à sua volta… Pode ter sido um, talvez até mais que um, desgosto de amor. Porque qualquer um se apaixona, até a cebola. Ou pelo menos aquilo que ela era antes de o ser… &lt;br /&gt;Sofreu, chorou. Magoou-se, escondeu-se. Voltou a sofrer, fingiu. Magoaram-na outra vez, aguentou. E pelo meio foi se revestindo de carapaças duras, protecções invisíveis mas de eficácia real. Camadas.&lt;br /&gt;E para a despir desses escudos com os quais se armou, é preciso bem mais do que paciência. Meiguice ao rodar nos dedos. Cuidado ao deslizar a faca. E a dita paciência, também. &lt;br /&gt;Ela só faz chorar porque pouco do que é bom se conquista sem esforço. O problema é que temos tendência em não ir até ao fundo, ao coração, que fica no fim de todas as camadas… Acho eu! A verdade é que nunca lá cheguei. Talvez porque, a mim, ainda ninguém mas quis mesmo tirar. E a explicação mais simples deve ter a ver com o facto de eu não ser uma cebola. Ou isso, ou este texto é sobre pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6819193716539683901?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6819193716539683901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6819193716539683901' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6819193716539683901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6819193716539683901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/03/camadas.html' title='Camadas'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-162992875327769995</id><published>2009-03-12T02:14:00.001Z</published><updated>2009-03-12T02:14:55.874Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Surpresa</title><content type='html'>Surpresa é o sabor doce que fica no fundo depois de colheres amargas de desilusão atrás de desilusão. É perceber que errámos em muita coisa e que provavelmente ainda vamos errar muito mais; prova disso são os pequenos nadas que se transformam em pequenos muitos, sem aviso prévio, brotam simplesmente, como cogumelos do chão… Não tem sítio ou hora para surgir, aliás, é isso mesmo que a caracteriza: aparece, somente, vinda de um qualquer lugar num qualquer momento, desde que seja o mais inesperado possível.&lt;br /&gt;Brilho nos olhos, sorriso sincero, ligeireza nas palavras e uma vontade enorme de beber em goles sôfregos uma realidade até agora desconhecida… É assim que me deixa, como que mergulhada numa palete de cores quentes, abraçada pelo calor de gestos ternos em forma de coisas simples: o tal brilho, o tal sorriso, a tal ligeireza. Porque não é preciso mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-162992875327769995?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/162992875327769995/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=162992875327769995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/162992875327769995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/162992875327769995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/03/surpresa.html' title='Surpresa'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5181317710145010200</id><published>2009-03-11T04:47:00.002Z</published><updated>2009-03-17T11:47:51.269Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Receita para a felicidade</title><content type='html'>De cozinhados feitos à pressa, estou eu mais que farta! Desde o cheiro a queimado, a comida agarrada no fundo do tacho, tudo acontece quando o fogo está muito alto. É uma correria para o fogão, um susto, um aperto, e tudo podia ser evitado se o lume estivesse brando!&lt;br /&gt;Sal para, no fim, sentir aquele que restou nos lábios, açúcar para a dependência, pimenta para o calor que vem de dentro. Cada prato com o seu gosto, num sem fim de combinações cujo limite é o mesmo que o da imaginação: nenhum. Tudo temperado a preceito, sem doses exageradas nem porções a menos.&lt;br /&gt;E o segredo está mesmo na paciência: calma e contenção, deixar que a coisa ganhe gosto! Há que deixar apurar o cozinhado! Estar na cozinha requer persistência. Deixar que os ingredientes escorreguem pelas nossas mãos em gestos delicados, mexer com mão firme, mas gentil. Não ter pressa em fazer avançar os ponteiros do relógio e aproveitar cada instante, cada aroma que se espalha por entre os vapores que se libertam. E não esperar que a perfeição surja de movimentos bruscos, de mãos rudes e pesadas. Não esperar, de todo, pela perfeição: ela não passa de um confunto de coisas imperfeitas que combinam.&lt;br /&gt;Derreter, amassar, cobrir, envolver; tudo é permitido! Brio, suavidade, cuidado e graciosidade; tudo é obrigatório. E o saborzinho de “quero mais” que fica na boca é requisito essencial! Se não, não vai ter piada nenhuma…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5181317710145010200?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5181317710145010200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5181317710145010200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5181317710145010200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5181317710145010200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/03/receita-para-felicidade.html' title='Receita para a felicidade'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6064963583329372901</id><published>2009-02-24T23:13:00.005Z</published><updated>2009-02-25T01:42:21.991Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obrigada'/><title type='text'>Parabéns</title><content type='html'>Diz-se que em Lisboa, lá para os lados da zona velha, se juntou um grupo no mínimo estranho. É verdade que por lá passa aquilo que de mais bizarro há nesse mundo, mas este grupinho tinha um je ne sais quois de especial! Juntaram-se à mesa, num restaurante com nome de fruta, várias personagens que bem podiam pertencer a um conto de fadas. &lt;br /&gt;Uma gata sem botas, mas de sapato de salto, loura e vaporosa, num vestido justo! Um monhé meio hippie e arraçado de cigano, com um que de garanhão latino. Um individuo alto e de longa cabeleira aos caracóis. Uma pirata a quem só faltava a perna de pau. Um arrumador de carros com um gorro da Nike, que só pode ter sido “emprestado”. Uma velhinha simpática, mesmo que feia que nem um trovão. Uma senhora da década de 20, dessa época em que as mulheres sabiam ser elegantes. E um pombo. E cada um deles tinha a consciência a ditar as suas atitudes: um anjo e um diabo a quem só faltava segredar ao ouvido dos indecisos.&lt;br /&gt;Ora bem, mas porque é que um grupo tão estranho se juntaria? Porque, no fim de contas, o diabo era uma diabinha e fazia 20 anos!&lt;br /&gt;Cátia, este é para ti:&lt;br /&gt;Obrigada por fazeres todos os dias a minha vida um bocadinho mais divertida. Um bocadinho mais preenchida. Um bocadinho mais interessante. Um bocadinho mais tudo de bom! E é assim, de bocadinho em bocadinho que te vais tornando imprescindível. &lt;br /&gt;Faltam palavras, porque elas não são assim tão perfeitas que possam sempre descrever a essência das coisas. Tu és o riso fácil que te arranco com as minhas piadas parvas. És o colo que tenho à disposição, desde aquela vez em que te perguntei se podia chorar apenas. E mesmo com amuos, com choros na casa de banho e compras de pastilha elástica, isto é sempre nada, comparado com o resto: sinceridade; carinho; generosidade; respeito. Numa só palavra, amizade. &lt;br /&gt;E se um grupo de pessoas se junta à tua volta, é porque ocupas um lugarzinho no coração de todos. E não falo apenas da cambada que descrevi lá em cima. Falo da família linda que tens e que me abriu as portas da tua casa e dos que estavam longe, mas que queriam estar presentes. Porque és especial e há imensa gente a sabê-lo. E se algum dia duvidares disso, recorda o dia de hoje e sorri, porque tens razões para isso.&lt;br /&gt; No dia do teu aniversário, fui eu quem recebi o maior presente: a tua companhia. Felizmente, é um presente que recebo todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6064963583329372901?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6064963583329372901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6064963583329372901' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6064963583329372901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6064963583329372901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/02/parabens.html' title='Parabéns'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3746599491691567141</id><published>2009-02-11T04:12:00.001Z</published><updated>2009-02-11T04:13:55.558Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenuidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Porque é que agora a cadeira ao meu lado vai vazia?)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei de que são feitos os laços que unem as pessoas. Achava que eram de açúcar… E talvez tivesse razão: qualquer fervura os derrete… &lt;br /&gt;Às vezes temos o maldito hábito de achar que há coisas que são para sempre. Chamamo-las de “especiais”. Põe sorrisos na cara e, se o espírito sorrisse, faziam-lhe o mesmo! Mas o tempo… Se para uns traz a cura, para outros, mata. E o tempo apaga os sorrisos e desfaz os laços. &lt;br /&gt;Tentei perceber vezes sem conta aquilo que se estava a passar. Inventei-lhe nomes e, quando me deixei de imaginação para isso, arranjei algumas desculpas. Mas chegou ao ponto de não dar mais. &lt;br /&gt;É difícil de descrever. Não sei se é a falta de cumplicidade no olhar. Não sei se é a preocupação que parece perdida. Às vezes nem sei se não passou tudo de uma mentira agora revelada. Faltam as palavras. É o vazio que grita, não por desespero, mas por atenção. É a condição de efémero que lhe está inerente, que me faz abanar a cabeça num sinal de descontentamento. Se rola a lágrima, fá-lo timidamente. Ou assim, ou de supetão. Não há meias medidas. Nem há espaço, se quer, para copos meio cheios ou meio vazios – optimismo e pessimismo, aqui, não têm lugar! É a realidade. Nua, crua, dura; como só ela sabe ser.&lt;br /&gt; E dou-me conta de que não me dói nada. Há apenas um espaço em branco, linhas vazias, porque lhes passaste uma borracha por cima. Ou então viraste a página. Ou foi o tempo a virar… Mas não vou culpar outra vez o tempo! Já o fiz e agora não sei se não terá sido injustamente. O tempo é o eterno vilão das histórias que não acabam nem bem nem mal. É o eterno mau da fita das amizades que perdem o sabor. Mas a culpa ou é minha, ou é tua, ou é nossa. Nunca do tempo. A esse ainda se engana, de vez em quando. Mas a mim não, porque o teu olhar não mente: já não brilha sinceridade quando olhas para mim. Talvez brilhasse se não olhasses apenas. Mas tu não vês… Quero que me vejas. Quero que sintas a saudade que se afoga nos meus olhos. E não quero muito. Só quero ter a certeza de que ainda tens morada para mim. Ou isso, ou que o tempo volte para trás. Mas isso… Isso era querer muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Porque as coisas mudaram e eu já nem ando de autocarro.)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3746599491691567141?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3746599491691567141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3746599491691567141' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3746599491691567141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3746599491691567141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/02/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7536611563851440683</id><published>2009-01-28T23:25:00.001Z</published><updated>2009-01-28T23:27:27.787Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>Conversas de café</title><content type='html'>Quando começo a analisar bem as coisas, dou-me conta de que os caminhos que vou fazendo no dia-a-dia não são mesmo nada originais. Para além da minha casa, há mais dois sítios em que passo a vida – e talvez, esses sim, devessem ser chamados de casa! – Um é a ESCS, o outro é o café da esquina. E já que é o café da MINHA esquina (esta espécie de piada que aí vem talvez só o pessoal do EFF perceba), não pode ser simplesmente uma “tasca do Ti Manel” ou “a mercearia da Dona Albertina que lá vai servindo umas bicas”. A dois minutos do meu prédio está um desses lounges da moda: música às vezes não tão baixinha, uma variedade de cafés que passam por misturas com leite condensado ou com baileys, as ditas bebidas espirituosas e uma colecção apetitosa de calorias em forma de pizzas, hambúrgueres, crepes e waffles. É por lá que janto muitas vezes ou, então, em dias que o trabalho aperta, espalho a papelada nas mesas do canto, cheias de luz e ideais para trabalhar. &lt;br /&gt;Nesse dia era véspera de exame e eu lá estava, sozinha. A companheira de muitas tardes e noites estudava algures em Sacavém e eu resolvi que não ia chatear ninguém só para evitar dar o ar de anti-social num café em que toda a gente estava acompanhada. Sentada há um bom par de horas, resolvi pedir uma cola, gelo e limão, numa de contrariar o vendaval que estava lá fora. E foi mesmo nessa curta pausa que vi entrar três raparigas, todas elas com vinte e poucos. Chamaram-me a atenção porque vinham num efusivo diálogo entrecortado por uma ou outra gargalhada histérica. Não liguei muito e voltei aos livros. Tomara a mim estar no espírito de entrar por estabelecimentos dentro a fazer barulho. As raparigas sentaram-se na mesa mesmo em frente à minha, mas, como estávamos na zona dos sofás, eu não as conseguia ver. Mas ouvia-as. Eu até sou francamente boa a alhear-me da confusão à minha volta, aliás, adoro estudar em cafés porque, como já têm imenso ruído de fundo, podia até vir uma serra eléctrica que eu conseguia permanecer concentrada. Mas dessa vez não consegui. Já não sei ao certo em que momento é que a minha atenção passou da semiologia para a conversa das três, contudo deve ter sido na parte do “e ficaram a saber que eu andava com a Susana”. Ok, se calhar eu estou ligeiramente por fora, mas a verdade é que não ouço uma lésbica a falar todos os dias. Quer dizer… Pelo menos que eu saiba! E não tenho nada contra, nem pensar! Mas acho que fiquei logo curiosa por saber como é que continuaria a conversa da tal que “andava com a Susana” com as suas amigas hetero. &lt;br /&gt;- Ah, eu sei como isso é, foi igual quando descobriram sobre mim e a Teresa. &lt;br /&gt;Parei. Desta vez não consegui evitar e inclinei-me um bocadinho a tentar ver se eram mesmo mulheres que estavam a falar. Tinham o cabelo curto, se calhar eu tinha confundido. Mas não, eram mesmo três raparigas. Subitamente tive vergonha daquele pensamento. Porque é que haveriam de ser homens? Senti que todas as ideias liberais que digo que tenho estavam a ser postas à prova e talvez tenha sido isso que me levou a seguir o rumo daquela conversa. Ou isso ou a cusquice inata. &lt;br /&gt;- Epá, mas essa vossa cena, eu não entendo. Ela quis esconder por bué tempo e depois, mal viras costas vai a correr para a outra gaja.&lt;br /&gt;- Por isso é que eu me deixei disso, só volto a sair com uma miúda que valha mesmo a pena – disse a terceira rapariga, que havia estado calada até ali.&lt;br /&gt;- E como é que sabes que vale a pena?&lt;br /&gt;- Olha, logo para começar, tem de ter o cabelo curto. &lt;br /&gt;- Porquê? O da Susana é enorme e eu adoro!&lt;br /&gt;- Epá, não dá jeito nenhum. Quando estamos a “fazê-lo” o cabelo enrola-se todo na língua e só atrapalha!&lt;br /&gt;E as três irromperam numa gargalhada histérica que fez o café parar para olhar. Eu fazia um esforço enorme para não rir, dividida entre divertir-me com aquela conversa ou ficar chocada por estarem a falar tão alto ao ponto de levarem as senhoras do lado a mudar de mesa. &lt;br /&gt;- Então, mas quando andavas com homens também era assim e tinhas o cabelo comprido.&lt;br /&gt;- Eu na altura já não gostava muito, o cabelo assim servia de desculpa para não fazer muitas vezes!&lt;br /&gt;E, uma vez mais, gargalhadas descontroladas ecoaram pelo café. Nisto uma delas levantou-se e foi até à casa de banho. Quando passou pela minha mesa vi que tinha um vestido preto muito justo, umas botas envernizadas e o cabelo, espetado, cortado muito curto. Era uma miúda normal, pensei. E logo em seguida espanquei-me mentalmente por pôr a hipótese de não o ser. É incrível como, quando confrontada com o episódio, me vieram à cabeça algumas dessas ideias preconceituosas que tanto condeno. Eu, que encho a boca para dizer que respeito as escolhas de cada um, estava a observar tudo com muito mais curiosidade do que gostaria. E digo curiosidade de propósito, porque, em momento algum, fiquei horrorizada com a conversa. Talvez impressionada seja o termo mais correcto, mais ainda do que curiosa. &lt;br /&gt;Quando a rapariga voltou para o lugar, notei que me deu um olhar de soslaio, como que se tivesse apercebido de que estava a ser observada. Isto obrigou-me a voltar aos apontamentos: a coca-cola já tinha acabado ao tempo e eu ainda não tinha saído da página seis. De súbito, ouço as três a rir baixinho.&lt;br /&gt;- E olha que é girinha! Mas aposto que é hetero.&lt;br /&gt;- E? Tu também eras! Podemos convidá-la para vir para aqui. Até está sozinha!&lt;br /&gt;E espreitaram para a minha mesa. Trocaram uma série de palavras das quais só retirei “estudar”, “olhou” e “engraçada”.  E, uma vez mais, gargalhadas compulsivas.&lt;br /&gt;Eu, meio sem saber se ria ou se chorava, agarrei no telefone e despachei-me a marcar um número:&lt;br /&gt;- Olá, mano, estou a estudar no café. Não queres vir?&lt;br /&gt;E quando ele disse que sim suspirei de alívio. A minha companhia masculina demorava cerca de dez minutos a chegar. Até lá era só manter-me discreta e não voltar a levantar, por mais uma vez que fosse, os olhos do papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7536611563851440683?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7536611563851440683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7536611563851440683' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7536611563851440683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7536611563851440683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/01/conversas-de-cafe.html' title='Conversas de café'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5200009470994352534</id><published>2009-01-13T02:52:00.000Z</published><updated>2009-01-13T02:53:36.808Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Paro e Recomeço</title><content type='html'>PARO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiro fundo porque há muito que não o faço. Fecho os olhos mais por ser um conceito bonito e não tanto porque me apetece. Abro os olhos. Decidi agora que só faço aquilo que me apetecer. E apetece-me falar. Falar das coisas que guardo cá dentro. Falar daquilo que escondo ou que, em vão, tento esconder. E falo de dias compridos em que estavas perto. Dias em que não sabia porque é que era tão feliz. E ignorância é felicidade. Porque agora sei o que me falta. Faz falta a melodia de notas suaves que nos embalava pela madrugada dentro. E faz falta a sombra debaixo de árvores em princípios de tarde cheios de gargalhadas ocas. É aquele gostar por gostar, o gostar sem saber a razão. Gostar porque sim, porque faz bem, porque alegra a alma! Porque sorrio às portas, abertas de par em par, porque sorrio para a outra ponta quando te vejo chegar. &lt;br /&gt;Encho o peito de ar, não porque ele me falta, mas porque me faltas tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECOMEÇO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escondo. Deixo de dizer o que me apetece, apesar de às vezes o transparecer. Sustenho o ar porque, se o solto, soltam-se com ele as mentiras que me vou contando. E como não faço aquilo que me apetece, não falo. Aliás, falo. Falo mas não é sobre os dias em que… Dias nenhuns… Não há dias nem tardes, nem sombra, nem música, nem portas abertas ou gargalhadas. Há sorrisos. Meios sorrisos que escondem segredos. E o maior deles todos faz-me encher o peito de ar. Não porque ele me falta, mas porque me faltas tu. Mas não encho. Não encho porque quando recomeço não faço aquilo que me apetece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5200009470994352534?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5200009470994352534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5200009470994352534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5200009470994352534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5200009470994352534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/01/paro-e-recomeo.html' title='Paro e Recomeço'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6487862764618011665</id><published>2009-01-02T17:49:00.002Z</published><updated>2009-01-02T17:56:04.820Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Começar de novo</title><content type='html'>Aahh, Ano Novo! Festeja-se por esse mundo fora a chegada de mais doze meses nos quais depositamos esperanças: que seja melhor que o anterior, que traga coisas boas, que concretizemos sonhos… Uns mais, outros menos, acabamos por fazer planos, fixar objectivos e elaborar listas mentais de coisas para fazer, mesmo que sejamos meio descrentes no que diz respeito a superstições. Mesmo que não tenhamos vestidas as cuecas azuis ou não tenhamos as doze passas nas mãos… Será que existe alguma superstição sobre os primeiros dias do ano? Do tipo, “se o dia 1 não correu bem, já te lixaste nos doze meses seguintes”?   É que se existir, é tempo de eu ficar deveras preocupada!&lt;br /&gt;No meio de tantos pensamentos positivos, já vi nestas primeiras horas pessoas a dar quedas daquelas de bater com o cú no chão e com as trombas na parede! E estas coisas, por mais “armaduras” que me tenha habituado a usar, acabam sempre por mexer com as minhas próprias crenças. É o velho “merda, se estivesse ali àquela hora, acontecia-me exactamente o mesmo!” E torna-se impossível não pensar no assunto, não pôr em causa aquilo em que confio e culpabilizar-me pela minha eterna ingenuidade. &lt;br /&gt;Para ajudar à festa, no caminho de regresso da Nazaré fiquei apeada no km7 da A8, enquanto choviam cântaros e despistavam-se por aí um ou outro carro. A esta altura já eu me benzia com medo de que o cenário piorasse, mas lá apareceu o reboque e por fim o táxi, depois de uma hora a tentar que não se instalasse um silêncio constrangedor com o homem da assistência em viagem! Cheguei a casa horas depois do planeado e com uma fome de cão. No frigorífico não havia nada e na despensa muito menos, então resolvi deitar-me assim mesmo já que o sono também era uma necessidade básica a precisar de satisfação. Estava com esperanças de que as coisas melhorassem a partir do dia 2. Mas como um azar nunca vem só, entre males maiores e outros a modos que ultrapassáveis, foi mais um dia de merda. Para piorar, só se agora me desse dor de barriga à pala da dose exacerbada de seretonina (leia-se, chocolate) que ingeri, na esperança de conseguir repor o stock que já há muito anda em falta! (Ou será seretonina em excesso?)&lt;br /&gt;Às vezes acho que o meu mal é Fé a mais - Na noite da passagem, aquilo de que mais gosto é da parte do fogo-de-artifício. Fico muito quieta e muito calada a ver a explosão de cores. Na verdade, não lhe presto qualquer atenção: penso naquilo que quero que me aconteça. Fico meio que melancólica, dividida entre o optimismo e a preocupação, entre a alegria e a contenção. Depois, muito depois, dou-me conta de que as coisas nunca me vão simplesmente acontecer e que vai ser um ano a ir à luta! Mais um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que começa quando eu quiser! &lt;br /&gt;(Agora)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6487862764618011665?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6487862764618011665/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6487862764618011665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6487862764618011665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6487862764618011665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2009/01/comear-de-novo.html' title='Começar de novo'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4569071425417205006</id><published>2008-12-28T01:08:00.000Z</published><updated>2008-12-28T01:09:18.700Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Dizem que foi Natal</title><content type='html'>Os dias que antecedem o 24 de Dezembro são toda uma azáfama: correrias de última hora, centros comerciais intransitáveis, cozinhas desarrumadas, cheiro a fritos e a doces… As mensagens não param no telemóvel, chegando umas atrás das outras e dizendo todas o mesmo. Há até quem as receba repetidas, já que poucos são os que se dão ao trabalho de dar um toque pessoal à mensagem de Natal. Para quê, se é preciso mandar a tanta gente? Bem, eu não me posso queixar muito, na minha caixa de entrada choveram pequenos textos com o meu nome (fluffy, jornalista e maninha também podem ser considerados). Talvez porque eu própria faça questão de não enviar uma única mensagem repetida! Embora que, geralmente, o faça apenas para um grupinho limitado, porque, sendo sincera, já não tenho muita paciência para isso do Natal… As tretas do costume já soam a palavras vazias, repetindo-se incansavelmente ano após ano: muita Paz, muita Alegria, muitos presentes no sapatinho; qual cassete tocada vezes e vezes sem conta! O jantar é apenas mais um e dos chatos! Reunimo-nos todos à mesa e temos de fingir que somos muito tradicionais e que sempre ligámos muito a estas convenções da sociedade… Eu até percebo que, em muitas famílias, a vontade de cozer o bacalhau, abrir os presentes à meia-noite e de, quem sabe, cantar uma ou outra canção da época, venha mesmo do coração. Mas na minha, parece mais uma imitação reles daquilo que ouvimos dizer que é o Natal. Talvez seja assim para mim e não para a minha mãe, que se parece desdobrar em 1000 para dar conta do recado já que eu, completamente alheada disso a que chamam o espírito natalício, passo o dia de 24 a fazer o mesmo que faria em qualquer outro dia: vejo filmes, ouço música e, se tiver coragem, estudo qualquer coisa porque os exames já estão perto. E tenho pena, juro que sim. Às vezes interrogo-me sobre aquilo que terá ficado pelo caminho. Porque eu antes vibrava com as luzes, com os doces, com os presentes… E entristece-me não saber se vou ser capaz de fazer, algum dia, uma criança acreditar tanto quanto eu acreditei.&lt;br /&gt;Enfim, lá me sento, faço cara de feliz quando me perguntam o que acho do arranjo de centro e finjo que tudo aquilo me deixa especialmente contente. Será porque a minha família é pequena? Somos 6, o gato entrando na conta… Talvez seja esse o problema… Isso e o facto de eu não perceber porque é que, de um momento para o outro, todos se lembram de toda a gente! E voltamos à história das mensagens… Se ainda fosse uma para cada pessoa, pensada de forma singular para alguém que nos é querido… Mas muitas vezes é a despachar, a lista inteira a fazer de remetente e o assunto fica arrumado. Não quero com isto dizer que os votos que se desejam são falsos, não! Tampouco que não saem do coração, muito pelo contrário. Às vezes acho que todas estas mensagens natalícias não passam de escapes ao qual o ser humano recorre para esvaziar um pouco o acumular de sentimentos que não exprime. Aproveita-se para dizer a um e a outro que ainda nos lembramos e que ainda nos importamos. O Natal só torna isto mais fácil: podemos falar de sentimentos sem nos comprometermos. Porque toda a gente o faz! É tão difícil parar um pouco para soltar um gosto de ti, que essas três pequenas palavrinhas vão se multiplicando pelo número de pessoas de quem gostamos e pelo número de vezes que queríamos ter dito e não dissemos. E isto sufoca. Então inventaram-se as Boas Festas e o Feliz Natal para aliviar um pouco a pressão de guardar as coisas no fundo. Será que isto faz sentido? Eu não consigo arranjar outra explicação… Mas para mim estas frases feitas não chegam. Aproveito o facto de parecerem todos ligeiramente mais carinhosos para fazer aquilo que já faço algumas vezes: digo simplesmente, gosto de ti. Pode não ser especialmente bonito ou especialmente original. Posso já ter dito outras vezes, às vezes tantas que acho que há já quem pense ser banal. Mas, a verdade, é que, se o faço, não é somente porque alguém se lembrou de dizer que é Natal…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4569071425417205006?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4569071425417205006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4569071425417205006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4569071425417205006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4569071425417205006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/12/dizem-que-foi-natal.html' title='Dizem que foi Natal'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2161719625419471421</id><published>2008-12-21T03:41:00.002Z</published><updated>2008-12-21T03:45:30.996Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>A lamechice do costume</title><content type='html'>Com todas as minhas mais que muitas inseguranças, sempre me surpreendi por conseguir manter um blog por quase um ano. Medir palavras, limitar sentimentos, saber guardar segredos… Tudo coisas em que sou péssima a fazer, quanto mais a escrever! Escrever é, para mim, como que esvaziar a alma…&lt;br /&gt;Ora bem, no outro dia, quando vi a caixinha dos comentários, deparo-me com um dos muitos anónimos que andam por esse mundo fora. “Que blog tão lamechas”, dizia o ilustre desconhecido. Só assim, sem ais nem uis. Envergonhada, apressei-me a apagar o tal comentário, horrorizada com a ideia de que pudesse ser visto por alguém.&lt;br /&gt;Mentiria se dissesse não saber explicar o porquê de tal impulso. Afectou-me, sim. Afectou-me porque me tocou num ponto fraco. Admiradora assumidíssima de Pessoa (bem, os bons são fáceis de admirar!), irrita-me solenemente a dificuldade que tenho em fingir. Para ele o poeta tinha de ser um ser pensante, um fingidor de sentimentos! Eu estou longe de pensar (e de ser poetisa também). Pelo menos quando o devo fazer! Sou mais do tipo sentir a toda a hora e de pensar só quando não o devo fazer… Enfim, aquilo que importa é que me atingiu, deixou-me insegura e atrapalhada, preocupada com uma possível falta de talento para a objectividade (bem tão essencial para qualquer bom jornalista). Então, sem delongas, fiz um delete ao comentário, como quem faz um delete à memória: queria esquecer o quão intranquila aquelas poucas palavras me deixaram. &lt;br /&gt;Mas, passado o nervosismo inicial, cheguei à conclusão de que o distinto visitante não deixava de ter razão: este é um blog lamechas. Talvez porque eu própria seja uma rapariga lamechas que ainda não aprendeu a fingir. &lt;br /&gt;Mas sou muito mais coisas, e uma delas é surpreendente. Convido, então, o Sr. Anónimo a passar por cá mais vezes. Pode ser que, um dia, ainda tenha uma surpresa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2161719625419471421?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2161719625419471421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2161719625419471421' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2161719625419471421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2161719625419471421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/12/lamechice-do-costume.html' title='A lamechice do costume'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7210782368192690232</id><published>2008-12-14T14:49:00.002Z</published><updated>2008-12-14T15:38:56.044Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração vs Razão'/><title type='text'>Cá dentro IV</title><content type='html'>&lt;em&gt;(A quem ainda não leu os três primeiros, recomendo! É só ver no tag Coração vs razão!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey…?! Coração? Estás a ouvir?&lt;br /&gt;- Ra… Razão? &lt;br /&gt;- Sim! Sim!&lt;br /&gt;- Tu? A chamar-me?&lt;br /&gt;- Qual é o espanto?&lt;br /&gt;- Normalmente pareces ficar mais contente quando estou como que adormecido.&lt;br /&gt;- Eu?&lt;br /&gt;- Sim, tu! Aliás, eu nem te devia responder! Geralmente és extremamente insensível para comigo!&lt;br /&gt;- Oh, não é ser insensível! Tu às vezes precisas de umas linhas orientadoras, só isso.&lt;br /&gt;- Pois, linhas orientadoras! Bem, adeus!&lt;br /&gt;- Espera! Tenho de falar contigo!&lt;br /&gt;- Não tenho nada para falar contigo.&lt;br /&gt;- Ó, Coração, sempre tão temperamental! &lt;br /&gt;- Ai, deixa-me! &lt;br /&gt;- Vais dormir outra vez, é?&lt;br /&gt;- Vou, porquê? Tens alguma coisa contra isso, agora?&lt;br /&gt;- Por acaso até tenho. Andas a dormir demasiado…&lt;br /&gt;- A dormir demasiado?&lt;br /&gt;- Hum, hum! Andam a escapar-te umas coisas e eu quero falar contigo sobre isso.&lt;br /&gt;- A escaparem-me umas coisas?&lt;br /&gt;- Ai, deixa de repetir tudo aquilo que eu digo e responde-me a uma pergunta! Porque é que estás a ignorar o teu número de batimentos?&lt;br /&gt;- Não sei do que é que estás a falar – Respondeu, numa voz amuada.&lt;br /&gt;- Ai sabes, sabes! Por um motivo qualquer que não entendo muito bem, resolveste simplesmente não fazer caso desses apertos que eu sei que vais sentindo!&lt;br /&gt;- Ai, Razão! Deixa-me! Se é porque fico histérico, é porque sou impulsivo! Se fico sossegado, é porque não faço nada! O que é que pretendes com esta conversa, afinal?&lt;br /&gt;- Fazer-te perceber umas coisas. Não é esse o meu papel?&lt;br /&gt;-Eeer…&lt;br /&gt;- Esquece, não respondas! Vamos ao que interessa! De que é que tens medo, afinal?&lt;br /&gt;- Medo? Eu? &lt;br /&gt;- Sim, Coraçãozinho! Estás borrado de medo! Tanto pavor que até tens espasmos! Conta lá!&lt;br /&gt;- Irra, que estás chata!&lt;br /&gt;- Pronto! Não dizes, eu digo! Estás com medo de pôr coisas em perigo.&lt;br /&gt;- Coisas em perigo?&lt;br /&gt;- Não te faças de desentendido! Eu tenho de falar assim, meio por código, para ver se “ela”não percebe. Ainda é cedo para “ela” compreender…&lt;br /&gt;- Compreender o quê?&lt;br /&gt;- Coração. Quando é que aceleras?&lt;br /&gt;- Aaa… Quando “ela” sobe escadas?&lt;br /&gt;- Não estou a falar dessas vezes, criatura! Das outras! E tu sabes, que não és parvinho nenhum!&lt;br /&gt;- Ok, ok… É verdade. Satisfeita?&lt;br /&gt;- Não, não estou satisfeita! É a primeira vez que te vejo a ignorar aquilo que sentes!&lt;br /&gt;- Tu não entendes, Razão!&lt;br /&gt;- Pois não, não entendo! Tu tens noção daquilo que podes estar a perder?&lt;br /&gt;- Mas o que é que se passa aqui, afinal? Uma inversão de papéis?&lt;br /&gt;- Não, não é nenhuma inversão de papéis! Sou eu a apelar ao lado racional da questão como sempre! Tu ficas aí a fingir que dormes todo o dia! Sim, a fingir! Porque, lá no fundo, no fundo, até bates descompassado, que eu sei! Tremes por tudo quanto é lado! &lt;br /&gt;- Não costumas dizer que sou louco por tentar? Irresponsável, até? &lt;br /&gt;- Desta vez é diferente! Se analisares a questão, vês tudo aquilo que tens a favor! Reparas que pode, de facto, valer a pena. E seria tão grandioso!&lt;br /&gt;- Porquê?&lt;br /&gt;- Porque aqui podes ter a certeza de que há amor.&lt;br /&gt;- E paixão?&lt;br /&gt;- Paixão?&lt;br /&gt;-Sim, paixão! Aquela coisa que enlouquece, que tira do sério! Aquilo que descontrola, que dá cabo de ti! &lt;br /&gt;- Mas eu sei que sentes isso!&lt;br /&gt;-Mas não sabes o que sente o outro!&lt;br /&gt;- O outro?&lt;br /&gt;- Sim, o outro coração! Todos têm um, não sabias? – Perguntou, em tom de escárnio.&lt;br /&gt;- Ó, isso é tentar ver nos olhos!&lt;br /&gt;- Para ti é sempre tudo tão fácil e linear! Mas não é assim que funciona! Eu estou farto de me enganar, não entendes? Farto de acelerar sem razões para isso! Farto de ilusões e de esperanças vãs! Não aguento mais! Não aguento!&lt;br /&gt;- Ca-calma, Coração! – Balbuciou – Essa angústia toda faz-te mal! Eu só queria tentar fazer-te perceber que esta podia ser uma boa aposta… E tu sabes que enlouquecerias de ciúme se, por acaso…&lt;br /&gt;- Nem acabes a frase! – Interrompeu – Ficava louco, pois ficava. Mas sabes, aquilo que está cá dentro é muito maior do que qualquer sentimento de posse! É puro! É… “Um contentamento descontente!”&lt;br /&gt;- Uii! Lírica Camoniana! Está bonito, está! &lt;br /&gt;- Aii… - Suspirou – Deixa-me! Deixa-me, que não estou para discussões. Só quero dormir. Só quero dormir, sossegar e esquecer… Hão-de surgir distracções… Surgem sempre!&lt;br /&gt;- E vais deixar fugir o que pode ser bom? Por medo?&lt;br /&gt;- Vai acabar por passar, Razão… Já passou das outras vezes… Passa sempre…&lt;br /&gt;- Tem de passar, não é?&lt;br /&gt;- É isso mesmo. Tem de passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7210782368192690232?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7210782368192690232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7210782368192690232' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7210782368192690232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7210782368192690232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/12/c-dentro-iv.html' title='Cá dentro IV'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-252137901781600297</id><published>2008-12-11T23:01:00.002Z</published><updated>2008-12-11T23:07:59.898Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>E foram felizes para sempre...</title><content type='html'>Finalmente! Depois de tantos suspiros de espera e de desespero, de tantas noites interrompidas com sonhos que disso mesmo não passavam, depois de cabeçadas na parede, tabletes de chocolate devoradas e músicas lamechas tocadas até à exaustão, chegara o momento. &lt;br /&gt;Penteou apressadamente os longos cabelos cacheados, passou um brilho nos lábios e desceu a voar os cerca de duzentos degraus que a levariam ao encontro daquilo por que tinha esperado durante toda uma vida. Abriu a pesada porta, trémula e de olhos fechados, inspirou o ar à sua volta e contou baixinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um… Dois… Três!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos.&lt;br /&gt;Lá estava ele. Um metro e oitenta de altura, distribuídos por um escultural corpo semi-dourado pelo sol, empoleirados no cimo de um imponente cavalo branco. O príncipe encantado!&lt;br /&gt;Ele sorriu amigavelmente, exibindo os dentes perfeitamente alinhados e brilhantes. Saltou do corcel, fez uma vénia, agarrou-lhe na mão com delicadeza e sussurrou numa voz suave:&lt;br /&gt;- Permita-me cumprimentá-la com um beijo, sinal do meu apreço.&lt;br /&gt;Risinhos tímidos, rubor na face, calores na alma (e não só!).  Um respeitoso roçar de lábios pelos dedos finos provocava uma explosão de sentimentos. E depois de tanto êxtase, de um momento tão arrebatador, recuperou a compostura e com ela também a voz:&lt;br /&gt;- Que surpresa ver-te por aqui! – Mentiu ela, como se não esperasse o príncipe desde sempre - A que devo tão agradável visita?&lt;br /&gt;- Nobre senhora, que tanta honra me dá em estar junto de tão grande esplendor e beleza, vim para a levar para o meu castelo, onde seremos felizes para sempre!&lt;br /&gt;Ela ficou em choque. Sempre sonhara ouvir aquilo, mas a abordagem parecia-lhe célere demais.&lt;br /&gt;- Não queres subir antes um bocadinho, não? Bebemos uma bebida, falamos um pouco, conhecemo-nos melhor… - as últimas palavras sussurradas num tom terno de sedução.&lt;br /&gt;- Ó nobre donzela – disse ele, olhos no chão e ligeiramente curvado para a frente, numa vénia que não tinha fim – Não ouso aceitar tão gentil convite que me faz, com receio de que, com a leviandade que é tão própria do sexo masculino, manche de pecado a inocência de vossa senhoria.&lt;br /&gt;Ela olhou confusa.&lt;br /&gt;- Era só para quebrar um pouco o gelo…&lt;br /&gt;- E nem eu tive a audácia de pensar que fosse mais do que isso, minha distinta senhora. Mas seria o suficiente para que a minha mente, longe da perfeição que tanto merece, se perdesse em devaneios menos próprios. Prefiro levá-la directamente para o castelo.&lt;br /&gt;- E o que há para fazer por lá? Ah, e olha-me nos olhos, por favor! Podias também tratar-me por tu, já que vamos ficar juntos para sempre.&lt;br /&gt;- Não me atreveria a tão grosseiros modos, vossa excelência. Não sou mais que um lacaio seu, às suas ordens e disposição!&lt;br /&gt;- Mas eles mandaram-me um príncipe ou um criado? – Perguntou ela, irritada – Mete-te direito e diz-me lá o que é se faz no castelo.&lt;br /&gt;- Bem. Primeiro levo-a no cavalo, sob um lindo arco-íris. Quando chegarmos ao castelo o Sol estará a pôr-se no horizonte. Ficaremos em quartos separados por um ano, tempo suficiente para que sejam enviados todos os convites e para que seja organizada a festa do casamento. Passaremos, então, a noite de núpcias juntos. Eu irei bater à porta do seu quarto, onde as aias estarão a ajudá-la a preparar-se para o momento. Será tomada pelos meus braços com delicadeza e cuidado. Ficará logo grávida, teremos um herdeiro e eu continuarei a visitá-la de nove em nove meses até que tenhamos uma prole de uma dúzia, no mínimo. Depois de tanta criança vou perder todo o interesse, as visitas que eram de nove em nove meses serão cada vez mais raras e será substituída por uma jovem mais atraente, mais prendada e, claro está, mais nova. No fim, terei de me livrar de si de algum modo, não dá para estar casado com duas. Ou fica presa numa torre ou mando cortar-lhe a cabeça, por uma suposta traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela permaneceu calada, assimilando tudo por uns instantes. Por fim, virou costas e afastou-se, pronta para subir os degraus de regresso a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então é por isso que eles cortam a história na parte do pôr-do-sol…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-252137901781600297?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/252137901781600297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=252137901781600297' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/252137901781600297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/252137901781600297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/12/e-foram-felizes-para-sempre.html' title='E foram felizes para sempre...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8050253010141588227</id><published>2008-11-06T04:15:00.001Z</published><updated>2008-11-06T04:17:24.193Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O mundo lá fora'/><title type='text'>Um preto na casa branca</title><content type='html'>Num lugarzinho demasiado distante para que nos seja importante, uma mulher, como muitas outras, votou em Obama. Nada disto seria relevante se a senhora não tivesse morrido na véspera das eleições. Nos EUA isto pode acontecer pois é possível enviar o voto por correspondência. E foi assim que, apesar de não o ter visto a acrescentar uma nova página na História, Madelyn Dunham  ajudou a eleger o neto como Presidente da Nação mais poderosa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, nós podemos”, repetiu Obama durante a campanha. E ele pôde mesmo. Depois de uma longa e disputada corrida eleitoral, foi em Chicago que o candidato subiu ao palco e se dirigiu aos EUA e ao Mundo num discurso brilhante, do ponto de vista político, e apaixonante, do ponto de vista humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, por mais que não queiramos, todos nos identificamos com esse país de onde importamos as séries, os filmes, a música, a fast-food, etc., etc., mas ontem, todos nós nos sentimos especialmente americanos. Umas eleições num país desta dimensão afectam cada cantinho desta aldeia global na qual o nosso Mundo se tornou, mais ainda quando atravessamos uma época de crise que afecta toda a gente. Foi por isso que, espalhados por aí, quer na Indonésia, quer no Quénia, na França ou no Japão, romperam festejos em honra do Presidente recém-eleito, personificação da mudança pela qual a maioria anseia. E mudança é mesmo a palavra de ordem. Nasceu ontem a América mais à esquerda que existiu até hoje, uma América que manifestou o seu desejo de forma clara e esmagadora: a nova morada de Barack Obama é em Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos tinham medo de que a intolerante sociedade americana não fosse capaz de pôr de lado o preconceito. Mas os americanos provaram que não são tão estúpidos quanto o Mundo os quer fazer parecer. De facto, parecem estar tão fartos da ignorância e obscuridade de mandatos anteriores quanto as outras Nações. Talvez os valores estejam mesmo a mudar, seguindo os bons exemplos daquilo que já se faz em alguns países europeus… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, Martin Luther King confessava aos EUA que tinha um sonho e todo o Mundo ouviu. Ontem o discurso do reverendo ecoou nos ouvidos de todos, uma vez mais. O sonho que nasceu nas suas palavras, materializou-se nos boletins de voto que deram a vitória a Obama. A verdade é que muitos nunca pensaram ser vivos para ver este dia: um preto na casa branca. Um preto arrojado que se atreveu a ir mais longe do que qualquer outro, que provou que inteligência, humildade, transparência, justiça e respeito são valores mais do que suficientes para superar qualquer tipo de preconceito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 20 de Janeiro, Obama falar-nos-à a partir da Sala Oval. E o Mundo está à espera de ver aquilo que ele pode realmente fazer. Uma coisa é certa: esperança, já ele nos deu a todos. E isso, nos dias que correm, é um feito fantástico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8050253010141588227?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8050253010141588227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8050253010141588227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8050253010141588227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8050253010141588227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/11/um-preto-na-casa-branca.html' title='Um preto na casa branca'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1868381692488639712</id><published>2008-10-19T16:32:00.003+01:00</published><updated>2008-10-19T16:36:22.418+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Com certeza que não prometo nada</title><content type='html'>Não sou de promessas; gosto de momentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promessas são prisões nas quais nos encarceramos na esperança de fazer os bons momentos durar para sempre. Esquecemo-nos de que nas prisões não nos é permitido voar. E quem não voa para lá daquilo que já alcançou não pode ser feliz. Porque nós somos assim, seres de etapas: alcançamos uma e passamos a desejar a outra. Não nos damos como satisfeitos. Só caminhamos lado a lado de quem as quiser superar connosco. Mas quer sozinhos, quer aos pares, só consegue seguir em frente quem tem certezas. Certeza daquilo que quer. Certeza daquilo que espera. As certezas antecedem o objectivo: primeiro sabemos que sim, depois vamos à luta. E é por isso que gosto delas. E gostar de certezas não é o mesmo que gostar de promessas. As promessas prendem. As certezas são o impulso do voo. E eu tenho a certeza de que não me prendo e de que não prendo ninguém. Mas como não sou de promessas, não posso dar a certeza de que haja coisas que durem para sempre (seja lá o que o sempre for). Porque o querer depende do momento e eu preciso de mais momentos em que me sejam dadas certezas para ter a certeza de que quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1868381692488639712?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1868381692488639712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1868381692488639712' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1868381692488639712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1868381692488639712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/10/com-certeza-que-no-prometo-nada.html' title='Com certeza que não prometo nada'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-9009962236188592335</id><published>2008-10-19T16:18:00.001+01:00</published><updated>2008-10-19T16:31:43.305+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>A menina dança?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Espero e quase desespero. Hesito entre o silêncio contido, máscara da ansiedade evidente, e a abordagem discreta, muito mais subtil do que aquilo que tenho desejo de ser. Oscilam os estados de alma entre o medo de, com projectos muito ousados, deitar por terra o que foi construído e o medo de deixar a obra a meio por não ousar arriscar um pouco mais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Habituada a ser conduzida nas muitas voltas e rodopios que se dão nesse salão da vida, paro desorientada, qual “pés de chumbo” a dançar. Quem tem de conduzir sou eu, mas tropeço na impossibilidade de conseguir definir um estilo. Sou assim, uma espécie de cocktail entre a velha e a nova guarda: doce donzela aguardando um pedido de alguém que já escolheu a dedo e mulher pronta para puxar o par para um qualquer ritmo alucinante bem ao estilo rock n’ roll. Vou suspirando pela melodia envolvente dos sons fortes do tango e pelos olhares apaixonados, carregados de uma intensidade lasciva que só aos amantes é permitida. Esqueçam a valsa, da qual já tanto falei em páginas escritas em tempos que já só de tempo são feitos. Valsa é um desses estilos à moda antiga e eu não sei se arranjo par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E danço, danço. Desde que seja a música certa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-9009962236188592335?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/9009962236188592335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=9009962236188592335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9009962236188592335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9009962236188592335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/10/menina-dana.html' title='A menina dança?'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4128594971733846812</id><published>2008-10-08T16:08:00.001+01:00</published><updated>2008-10-08T16:11:06.872+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><title type='text'>O ovo</title><content type='html'>Gosto de pensar que a minha vida tem como base um desses guiões bem elaborados, uma obra prima minuciosamente pensada e escrita pelas mãos de um grande mestre das artes cénicas.&lt;br /&gt;Mas o dia não estava a ser de todo brilhante e eu estava com aquela sensação incómoda de que se a minha vida fosse um filme, seria uma comédia de baixo orçamento. Uma dessas que muito se fazem por aí: eu, a menina doce e meiga que procurava os óculos esquecidos no alto da cabeça e que tentava, em vão, enfiar o pé num pequeno sapatinho rosa número 35. Minutos depois, já os óculos estavam espatifados no chão e eu remexia o armário em busca de pensos rápidos (sim, ainda tentei caminhar com o dito sapatinho).&lt;br /&gt;Tropecei numa dúzia de mal-entendidos dolorosos, interpretações precipitadas com pouco fundamento, baseadas apenas numa auto-estima frágil e mal remendada ao longo do tempo. &lt;br /&gt;Ri e chorei da minha estupidez, do meu medo infantil, do meu ciúme infundado e da minha maldita mania de super analisar as coisas.&lt;br /&gt;Mas como ainda me restava bom senso suficiente para dar volta ao argumento e transformá-lo em algo mais do que numa dessas histórias de piada fácil, reuni coragem sabe-se lá onde e saí à rua, pronta a dar um final decente a um dia que estava bem longe de ser bom.&lt;br /&gt;E mal ponho o pé (confortavelmente metido dentro de um ténis all-star) na rua, sinto qualquer coisa a desfazer-se bem no alto da minha cabeça. Uma mistela pegajosa acabava de aterrar em cima de mim, espalhando bocados de gema e clara pelo cabelo e pelos ombros. Um ovo. Foi então que fiz a única coisa quer era razoável de ser feita nesta situação: depois de uma data de insultos que fariam a minha mãezinha corar de vergonha, enchi-me de toda a dignidade, que, heroicamente, ainda persistia, e afastei-me do local, nariz no ar mas orgulho ferido.&lt;br /&gt;Moral da história: Tenho de aprender a não fazer de pequenas coisas um bicho-de-sete-cabeças. Ou então haverá mais ovos a cair do céu, prontos a lembrar-me de que a vida não pode ser levada tão a sério. Mesmo que a minha seja uma comédia deriso fácil, pelo menos não é, de forma alguma, um filme de terror.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4128594971733846812?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4128594971733846812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4128594971733846812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4128594971733846812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4128594971733846812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/10/o-ovo.html' title='O ovo'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4183785717140918520</id><published>2008-10-04T00:06:00.001+01:00</published><updated>2008-10-04T00:08:16.002+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Quase</title><content type='html'>"Ainda pior do que a convicção do não e do que a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. &lt;br /&gt;Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no Outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. &lt;br /&gt;A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. &lt;br /&gt;Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência… Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória, é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. &lt;br /&gt;De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. &lt;br /&gt;Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando do que sonhando, fazendo do que planejando, vivendo do que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Luiz Fernando Veríssimo&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4183785717140918520?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4183785717140918520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4183785717140918520' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4183785717140918520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4183785717140918520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/10/quase.html' title='Quase'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3257194458829060513</id><published>2008-10-03T23:57:00.001+01:00</published><updated>2008-10-04T00:00:30.623+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu que pensar'/><title type='text'>Dar a volta</title><content type='html'>Tudo acaba e é o caos. Há o vazio de um telemóvel que não toca, o vazio de uma certeza que deixou de o ser, o vazio que fica na alma e não se explica. O vazio, enfim. E esquecer parece uma missão impossível, uma tarefa bem longe do nosso alcance. Mas os dias passam e o vazio torna-se naquilo que ele realmente é: nada. Quando damos conta deixamos de sentir, deixamos de nos importar e deixamos de tentar esquecer. Simplesmente porque já esquecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E um dia, quando menos esperamos, quando, mais do que confortáveis, estamos em perfeita harmonia com a vida que levamos, aparece alguém que nos vira o mundo de cabeça para baixo e que nos leva as certezas. Aquelas certezas construídas com base na única pessoa em quem aprendemos a confiar: nós mesmos.&lt;br /&gt;Mas se há o medo de partilhar aquilo que no passado aprendemos a guardar cá dentro, ao mesmo tempo é impossível deixar de querer saber até onde é que as coisas nos levam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Principalmente quando é tão doce como chocolate que se derrete na boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3257194458829060513?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3257194458829060513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3257194458829060513' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3257194458829060513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3257194458829060513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/10/dar-volta.html' title='Dar a volta'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7610966518104572573</id><published>2008-10-03T23:48:00.005+01:00</published><updated>2008-10-04T00:01:43.519+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><title type='text'>Baú</title><content type='html'>Sentiu o leve trautear da música, música trazida pela brisa que vinha do mar. Conhecia bem aquelas notas, mas agora tinham ganho uma magia especial. E por isso mesmo conseguia ouvir o trautear da música nas ondas que desmaiavam na praia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Fechou os olhos e fundiu-se na água e no vento. O frio deixou de o ser. O céu brilhou e gritou, manifestando a histeria que conseguiu esconder. Ao mesmo tempo que uma calma surpreendente, de quem sente que há algo que aquece por dentro, tomou conta de cada pedacinho de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sorriu ao sentir o aroma salgado. O sabor, esse era doce. Testemunhas não havia, mas não era preciso. Basta a memória para saber que foi perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E a música ainda ecoa lá dentro, qual banda sonora de uma história qualquer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7610966518104572573?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7610966518104572573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7610966518104572573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7610966518104572573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7610966518104572573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/10/sentiu-o-leve-trautear-da-msica-msica.html' title='Baú'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7835545223394295923</id><published>2008-09-14T21:36:00.003+01:00</published><updated>2008-09-14T21:48:36.884+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><title type='text'>A bordo do Voyager of the Seas</title><content type='html'>Aqui, onde estou, a Lua é dourada. Uma Lua meia-cheia, porque gosto de pensar que sou optimista. Se não, seria meia-vazia. A velha história do copo, adaptada àquilo que vejo. E, aqui, a Lua é dourada e meia-cheia. Vim até ao último andar, uma varanda enorme com espreguiçadeiras viradas para o céu. O céu mais bonito de todos. Aquele que está mesmo por cima do Mediterrâneo, suficientemente afastado das luzes das grandes metrópoles para que se veja bem o brilho das estrelas. Ao largo, lá longe, distingue-se uma mancha de luzinhas amarelas, a costa italiana. O ar é quente, levemente cortado por uma suave brisa de Leste. Foi aqui que descobri o verdadeiro significado da palavra silêncio. O borbulhar das ondas que batem no navio não conta. Isso é música para os meus ouvidos! E, tirando essa suave melodia, não se ouve absolutamente mais nada. Aqui, onde a Lua empresta à água um tom de ouro e não um tom de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É em momentos assim que descobrimos tudo o que temos cá dentro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7835545223394295923?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7835545223394295923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7835545223394295923' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7835545223394295923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7835545223394295923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/09/bordo-do-voyager-of-seas.html' title='A bordo do Voyager of the Seas'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1798503029165800416</id><published>2008-09-14T21:27:00.003+01:00</published><updated>2008-09-14T21:33:10.995+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias'/><title type='text'>Explicar o inexplicável</title><content type='html'>Sabes, querida, dei por mim a cair outra vez na tentação de dizer “sinto que é diferente”. Prometi que não o faria, eu sei, prometi-o a ti e a mim. Mas foi impossível evitar. Afinal de contas, qualquer um de nós sonha ter o seu momento Holywoodesco. A sério, se tivesse acabado ali, teria sido um final brilhante. Desses pouco elaborados, tens razão… Cliché, muito visto… Mas brilhante! Até porque eu prefiro os finais felizes! Se podemos manipular imagens e sons de modo a construir histórias, porque não fazê-lo da mesma forma que faríamos se houvesse a oportunidade de manipular a vida? Mas não há. É verdade que podemos escolher direcções, mas mais facilmente ela nos manipula do que nós a ela. Olha como brincou comigo! Sim, fui eu que escolhi ir lá naquela noite, mas, antes disso, a tratante fez questão de pôr no meu caminho um amontoado de coincidências que me derreteram o coração. Ao ponto de me fazer dizer em voz alta, ainda que murmurado, que, desta vez, “sinto que é diferente”. Ai, parece que estou a tentar explicar-te o inexplicável! Acredita, ela fez questão de que eu descobrisse os pontos que nos unem, a mim e a ele. Sim, a vida goza comigo… Já me habituei a essa pequena…particularidade, digamos antes assim. Defeito seria demasiado pesado, até porque é assim que ela tem graça: imprevisível. Foi assim, imprevisível, aquilo que senti cá dentro naquela noite. Nada me faria prever que chegasse tão longe, ao ponto de me fazer murmurar as palavras proibidas. Não me olhes assim! Já sei que reprovas este…entusiasmo? Não sei o que lhe chamar, palavra. Chamar-lhe assim parece-me muito e pouco ao mesmo tempo. Mas, como dizia, não me reproves. A vida fez o trabalho bem feito, acredita! Vê lá, até fez questão de acrescentar banda sonora! Sim, esse tempero que usam nos filmes, a fim de dar mais sabor. A melodiazinha suave ainda ecoa nos meus ouvidos! Percebes agora porque é que fiquei encurralada? É que eu sinto que esta história tem tudo, todos os elementos! Só lhe falta mesmo o final feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1798503029165800416?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1798503029165800416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1798503029165800416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1798503029165800416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1798503029165800416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/09/explicar-o-inexplicvel.html' title='Explicar o inexplicável'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3636827022996171981</id><published>2008-08-18T04:40:00.001+01:00</published><updated>2008-08-18T04:44:16.058+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração vs Razão'/><title type='text'>Cá dentro III</title><content type='html'>– Psiu?! Coração?&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;– Coração? Estás a ouvir, Coração?&lt;br /&gt;– Hmm…&lt;br /&gt;– Presta lá atenção, que é importante!&lt;br /&gt;– Oh, Razãozinha... Deixa-me estar, que eu hoje sinto-me leve, leve!&lt;br /&gt;– A sério, quero perguntar-te uma coisa.&lt;br /&gt;– Tu? Perguntar-me uma coisa? – Admirou-se ele, mostrando finalmente algum interesse. – Desde quando é que me perguntas o que quer que seja? &lt;br /&gt;– Só para veres como é mesmo importante…&lt;br /&gt;– Então diz lá, vá! O que é que tu queres saber?&lt;br /&gt;– Bem, eu não sei como falar sobre isto…&lt;br /&gt;– Assim estás a deixar-me ansioso! Diz lá, anda!&lt;br /&gt;– É que… É o seguinte: no outro dia eu estava muito concentrada, a tentar discernir o bem do mal. Estava a mil à hora, entretida com coisas sérias! De repente, começou uma canção e…&lt;br /&gt;– E?&lt;br /&gt;– Ahh… Nada! Esquece! Só pode ser parvoíce minha!&lt;br /&gt;– Ai, oh Razão! Assim não dá! Começaste, agora acabas!&lt;br /&gt;– Pronto, não comeces já a acelerar! É que…Eu estou meio zonza!&lt;br /&gt;– Zonza? Tu? Mas porquê, criatura? E o que é que isso tem a ver com música?&lt;br /&gt;– Olha, nem eu sei bem! Já disse, estava concentradíssima com uma data de coisas quando começou aquela melodiazinha suave. Falava de um acorde secreto e de coisas tristes, mas bonitas… Mas não foi só a música. Foi o momento! A magia!&lt;br /&gt;– Calma. Agora quem está a ficar zonzo sou eu! Momento? Magia?&lt;br /&gt;– Um arrepio! Um choque eléctrico! E pareceu-me que… Isto é um disparate, mas pareceu-me que de um momento para o outro começara a levitar. Foi quase como se… Como se deixasse de existir!&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;– A música…? Como era? - Perguntou o coração.&lt;br /&gt;– Era sofrida. Mas aquecia! Tomou conta de mim… Foi tão estranho! Perdi qualquer réstia de…&lt;br /&gt;– Razão?&lt;br /&gt;– Talvez.&lt;br /&gt;– Eu ouvi essa música.&lt;br /&gt;– Ouviste? Chegou até ti?&lt;br /&gt;– Quando a descreveste lembrei-me. Sinto-me leve como uma pena desde que a ouvi. Acelerou-me o compasso! Gelou-me primeiro, para logo em seguida aquecer. Aquecer muito… Mas isso para mim, apesar de não acontecer há algum tempo, até é esperado. Agora, acontecer contigo, Razão?&lt;br /&gt;– Aii, eu sei! Não consigo deixar de dar voltas a isto… Mas acontecer o quê, afinal?&lt;br /&gt;– Acontecer o quê? - Riu-se o Coração – Usa a cabeça, querida!&lt;br /&gt;– Tem estado meio avariada… &lt;br /&gt;– Aii… Nunca pensei que tivesse de te explicar o que quer que fosse! Mas, pensando bem… Eu é que sou doutorado nestes assuntos!&lt;br /&gt;– Quais assuntos? Estás, a enervar-me, Coração!&lt;br /&gt;– Nestes assuntos do amor.&lt;br /&gt;– A… Amor?&lt;br /&gt;– Aposto que ela nem sentia as pernas! Um calor insuportável, um arrepio na espinha…&lt;br /&gt;– Amor?&lt;br /&gt;– …os olhos brilharam, de certeza!&lt;br /&gt;– Oh, Coração! Mas isso de amor é muito repentino! Já estás a divagar, não é? Como sempre! Acho que é assim mais um… Clique instantâneo!&lt;br /&gt;- Anh? &lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Frisson&lt;/em&gt;! Atração! Eu sei lá! Coisa do momento.&lt;br /&gt;- Tu sabes que ela está a pensar na música…&lt;br /&gt;- Não pára de a cantarolar!&lt;br /&gt;- E quando o faz, pensa no rapaz...&lt;br /&gt;- Sim, pensa… Ai, não entendo nada!&lt;br /&gt;- Não é suposto entenderes. Isto são coisas do Coração.&lt;br /&gt;- De qualquer forma, amor não é com certeza!&lt;br /&gt;- Porquê?&lt;br /&gt;- Esse leva tempo. &lt;br /&gt;- É paixão.&lt;br /&gt;- Não, não. Essa é mais ardente.&lt;br /&gt;- Então porque é que eu bato mais depressa ao som da música?&lt;br /&gt;- Porque… Porque… Ai, eu sei lá Coração! Tu tens razões que eu, a Razão, desconheço!&lt;br /&gt;- Mas há pouco disseste que era o quê?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Frisson&lt;/em&gt;. É quando acontece o tal clique.&lt;br /&gt;- E persiste assim no tempo? &lt;br /&gt;- Ai, Coração! Não disseste há pouco que isso são coisas tuas? Eu não percebo nada deste assunto! Aliás, quem está zonza sou eu! &lt;br /&gt;- Mas puseste-me a pensar no assunto! E já sabes, quando eu penso, complico!&lt;br /&gt;- Se sei… Por isso é que isto está uma confusão: tu estás a pensar e eu estou a sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3636827022996171981?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3636827022996171981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3636827022996171981' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3636827022996171981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3636827022996171981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/08/c-dentro-iii.html' title='Cá dentro III'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4435805212249490815</id><published>2008-08-18T04:34:00.002+01:00</published><updated>2008-08-18T04:40:02.829+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><title type='text'>De volta...</title><content type='html'>Quando somos desterrados para o meio do nada, longe de qualquer traço civilizacional, as horas parecem arrastar-se indefinidamente, demorando-se preguiçosamente no tempo. Por outro lado, quando a diversão se alia ao conforto e ao prazer do dolce fare niente, os minutos parecem esgotar-se como água que escorre das mãos fechadas em concha. Respirar o ar salgado da Zambujeira, alternado com a poeira levantada por quem não perde a oportunidade de mergulhar no moche durante um concerto, foi a fusão destas duas ilusões do tempo: parecia-me que já lá estava há uma eternidade que acabou por não durar tanto como desejava. &lt;br /&gt;A partir do exacto momento em que o autocarro arrancou, rumo a Sudoeste, senti esse aroma inconfundível da aventura. Sim, porque, para mim, orgulhosamente assumida menina de cidade, estar cinco dias entre (não tão) pequenos insectos, longe da maciez do colchão deixado em Lisboa, é já uma Odisseia! &lt;br /&gt;Foram dias de riso, de uma pequena dose de loucura, não permitida entre os muros de pudor e bom senso edificados à volta das grandes cidades.&lt;br /&gt;Entre noites mal dormidas, compensadas com sestas na praia, passeios nas rochas e muita boa disposição, os cinco dias que lá passei revelaram-se um microcosmos, um pequeno mundo onde tudo acontece: criam-se laços, apertam-se uns com mais força, surgem pequenas desavenças e outras muito maiores. Sorri até mais não, mas também chorei. Passei horas a brincar, mas tive de falar mais a sério. Fui mordida pelo bichinho da curiosidade, malandro que ainda me persegue aqui em Lisboa! Uma dessas curiosidades perigosas, que não sabemos onde nos leva! Desiludi-me bastante, comigo por perder a paciência, com o outro por ma fazer perder. Controlei birras e manias próprias de filha única, porque estar em grupo a isso obriga. Mas, acima de qualquer coisa, aliviei a cabeça da maioria dos pesos, aproveitei cada mergulho, cada pedaço de céu. E se a bagagem que levei já era imensa (imprópria para um acampamento, confesso), a que trouxe de volta foi muito maior, transportada a bordo de um &lt;em&gt;Fiat Punto &lt;/em&gt;azul (ou seria verde?), que ainda nos pregou um susto, felizmente infundado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música? Claro, música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que aquilo que o Sudoeste tem de mais especial é o ambiente, daí o esquecimento. Sim, porque foi mesmo um lapso de memória e não a utilização de um qualquer recurso de estilo, destinado a tornar o relato mais interessante. Mas basta dizer que a banda sonora esteve à altura dos dias passados na Zambujeira. Altos e baixos. Inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4435805212249490815?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4435805212249490815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4435805212249490815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4435805212249490815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4435805212249490815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/08/de-volta.html' title='De volta...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8099760904327729233</id><published>2008-08-06T02:12:00.003+01:00</published><updated>2008-08-06T02:25:38.900+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>Indo eu, indo eu...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/SJj9RnrnSUI/AAAAAAAAAEk/-GUQ7dpA5w8/s1600-h/sudoeste2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/SJj9RnrnSUI/AAAAAAAAAEk/-GUQ7dpA5w8/s200/sudoeste2008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231209446342347074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se por aí que amanhã apanho um autocarro para a Zambujeira do Mar. Parece que vou sozinha porque tenho a mania de não me meter em carros de quem não conheço... E tendo em conta que há uma mala, assim à primeira vista, demasiado grande, acho que vou ter problemas. Como estou sem mp3, vai ter de ser o Miguel Sousa Tavares a fazer-me companhia... Mas isto ainda parece ser a coisa mais positiva deste post! Enfim, isto tudo é para o caso de eu me perder lá por terras que não conheço. Assim ficam todos a saber para onde fui e podem ir à minha procura! É que isto do sol do Alentejo, combinado com uma mala assim para o grandinho... E convém ter bateria no telemóvel, para ver se encontro mesmo os amiguinhos que já lá estão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, parece que vou à aventura! Cinco dias de campismo em que não faltam quatro tipos de produtos para o cabelo. Digam lá que não gostavam de acampar comigo! Animação contante, com certeza! É que, apesar de ainda não perceber bem porquê, até o estojo da maquilhagem eu levo! Perder o conforto, talvez. A pose? Nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ao meu regresso, com muitas coisas boas para contar, espero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8099760904327729233?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8099760904327729233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8099760904327729233' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8099760904327729233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8099760904327729233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/08/indo-eu-indo-eu.html' title='Indo eu, indo eu...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/SJj9RnrnSUI/AAAAAAAAAEk/-GUQ7dpA5w8/s72-c/sudoeste2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2392927259736929769</id><published>2008-08-03T01:41:00.004+01:00</published><updated>2008-08-03T02:00:05.503+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>o A maiúsculo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para muitos, o rótulo de bom amigo assenta que nem uma luva naquelas pessoas que estão presentes nos momentos em que o Mundo nos pesa nos ombros. Parece ser este o requisito máximo: mostrar preocupação e simpatia, enxugar uma lágrima esquiva ou emprestar um colo onde é possível, simplesmente, deitar a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Eu já acreditei nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O tempo ensinou-me que é fácil pôr uma mão meiga na testa de alguém que sofre. É fácil olhar nuns olhos marejados e citar frases que se vão repetindo na história e que tomamos como nossas. É fácil dar uma palavra de coragem ou uma injecção de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Porque, lá bem no fundo, quem conforta também ganha conforto. Quem passa a mão no cabelo alheio, num gesto de ternura compreensiva, sorri ao pensar que é mais feliz do que aquele que se desfaz em lágrimas, prostrado perante a sua a mão amiga. A insegurança do outro torna-se na nossa segurança, a insignificância do outro passa a ser a nossa altivez. Transformamo-nos numa qualquer espécie de abutres, alimentando-nos dos pedaços de alma, fragmentos de dias melhores. Não por maldade, mas porque está na natureza humana. Acabamos por considerar que qualquer demonstração de fraqueza é a consagração da nossa força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A verdadeira dificuldade reside em sorrir ao lado de quem conquista vitórias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Olhos brilhantes de sonhos, cabeça erguida com a energia da confiança, passos firmes de quem sabe o que quer… Um tipo de gente facilmente invejada, dessa de quem é fácil falar nas costas. Sim, porque nem valeria a pena falar em frente: rir-se ia e não faria muito caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Estar ao lado de gente assim, feliz com a vida que vive, e ser capaz de não ceder aos laivos de maldade residentes em qualquer mente humana, isso sim é amizade. Acompanhar os momentos de triunfo com um sorriso sincero nos lábios, aplaudir os pequenos feitos e incentivar para outros maiores. Tudo isto ao som ritmado do compasso do coração. Porque quando o amor é mais forte do que qualquer outro sentimento, esses pequenos defeitos de fabrico com os quais o Homem veio, passam para segundo ou terceiro plano, esquecidos nos cantos escuros da nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Não quer dizer que não acredite na sinceridade de quem empresta um ombro, não! Estava perdida se não acreditasse… Mas para distinguir os merecedores de um A maiúsculo, não há nada como esta pequena fórmula, que, no fundo, não tem nada que saber.?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2392927259736929769?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2392927259736929769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2392927259736929769' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2392927259736929769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2392927259736929769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/08/o-maisculo.html' title='o A maiúsculo'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8925942483410004310</id><published>2008-08-01T03:01:00.002+01:00</published><updated>2008-08-03T01:57:57.099+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>O último biscoito do pacote</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No outro dia perdi a cabeça e lá comprei um pacote de biscoitos. E digo que perdi a cabeça porque, para mim, um simples pacotinho de biscoitos, constitui uma verdadeira ameaça! É que eu sou uma pecadora assumida no que diz respeito à gula, então se os ditos biscoitos forem recheados de um delicioso chocolate cremoso, uii! Enfim, a verdade é que lá estava o pacote, tentador, fazendo de tudo para me chamar a atenção. A sério! Juro que aquele pacote sabia o que fazia! Com um qualquer truque de hipnose fez com que eu não lhe resistisse. Que outra explicação poderia haver para os pensamentos incontroláveis que me passaram pela cabeça? “Em frente ao ecrã a ver Grey’s Anatomy sou uma delícia!” ou “Que mal posso eu fazer aos teus modestos 54 kg distribuídos por 1,64 m de altura?”. Sim, realmente, um biscoito não faria mal nenhum! Mas o pacote todo, Irina Sofia? Ah, sim…Talvez seja do chocolate. Provoca dependência, não é? Não se consegue parar! Se calhar é por isso que eu evito comprar aquelas caixas de Magnum… Com certeza que iria comer tudo, provavelmente até marchava o pau! Mas voltando aos biscoitos, caprichos de chocolate, assim se chamam, lá estavam eles, maravilhosos, a chamar por mim na prateleira. Fiz um esforço para pensar na barriguinha perfeita da Miss Spears em 2002, mas não resultou. Seja o que for que os tais caprichos fazem, é qualquer coisa muito forte! Prova disso é o facto de metade deles terem desaparecido nas primeiras 12 horas após a compra. E posso assegurar que os comi sozinha! É que quando devoramos compulsivamente um pacote de biscoitos como se não houvesse amanhã, acreditem, não perdemos a conta! É qualquer coisa como, “Ai credo, é o terceiro, significa mais uma sessão de 200 abdominais!” E eu até nem sou muito histérica com as calorias… Tem dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com iogurte, com leite, sem mais nada, passaram-se 24 horas após a compra e tinha sobrado apenas o último biscoito do pacote. “Tu, meu querido, ficas para uma ocasião especial”. Ou seja, para quando não me apetecesse mesmo mais nada. Duas horas depois, tinha chegado o momento. Lá fui eu, a água já a crescer na minha boca, em busca do pacote que deixara em cima da mesa. Para facilitar o acesso! Mas ele não estava. Com certeza que a mamã os tinha arrumado, aliás, o tinha arrumado no sítio certo. E, de repente, o pânico. Quem é que, no seu juízo perfeito, guarda um simples biscoito na caixinha que para isso serve? Quanto muito guarda-o no estômago! E, por mais que doesse, eu precisava da confirmação. Dirigi-me ao caixote do lixo, as pernas a tremer, a barriga a roncar, e espreitei. Lá estava ele. O pacote dos biscoitos. Sem os biscoitos. E mais uma vez, o raio dos caprichos mostraram o efeito devastador que têm sobre mim. Não bastava a gula, tinham também de fazer despertar a ira? Já são dois pecados mortais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: por causa de um pacote de biscoitos, ainda vou mas é parar ao inferno! Malditos caprichos, servos do Belzebu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8925942483410004310?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8925942483410004310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8925942483410004310' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8925942483410004310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8925942483410004310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/08/o-ltimo-biscoito-do-pacote.html' title='O último biscoito do pacote'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1202482222527767177</id><published>2008-08-01T02:56:00.002+01:00</published><updated>2008-08-01T02:59:27.993+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Desilusão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O que é feito dos tons de rosa-sonho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;O cinza pintou-o com as suas variações, que oscilam entre e o preto e o branco…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o sabor-surpresa, que pedia emprestada a doçura própria das coisas que são doces sem enjoar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Revelou a outra face, o azedo-desilusão… Afinal deixa travo de casca de laranja na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas que é do aroma a fantasia, próprio da baunilha e da canela, que se misturavam no ar e confortavam o peito?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O ar não estava isento do cheiro de pólvora que não rebentou, mas que ainda vai rebentar. O aroma doce só mascarava a essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E são essas a explicaçoes que tens para me dar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Das outras não irias gostar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Já não gosto dessas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Então aqui tens. Vias mal, confundida pelo véu rosa que te vendava os olhos. Sentias mal: no princípio era doce, sim. Mas engoliste demasiado rápido, não deu tempo para provares o travo amargo. E não respiravas desse ar que todos respiram, mas de um que te enchia os pulmões de esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que afinal eram vãs…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pode ser.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, eram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1202482222527767177?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1202482222527767177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1202482222527767177' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1202482222527767177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1202482222527767177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/08/desiluso.html' title='Desilusão'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7786433644210768874</id><published>2008-07-26T00:05:00.003+01:00</published><updated>2008-07-26T00:10:56.390+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Ponto de partida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Uma jovem enfermeira arrastava o passo lento pelos corredores frios da ala de cardiologia. Trazia nos braços um dossier azul, onde registava pacientemente cada suspiro que o utente soltasse. Caminhou silenciosamente até à sala dos enfermeiros, um cubículo apertado no qual se amontoavam uma mesa, quatro cadeiras, um lava-louças e um microondas. Enquanto desinfectava as mãos pela oitava vez nessa manhã, deparou-se com o seu reflexo, sumido no vidro do armário. O cabelo escuro, preso e cuidadosamente penteado, numa tentativa vã de disciplinar um ou outro caracol mais rebelde. A gola branca da farda, manchada pela maquilhagem que trazia no rosto, apertava-se em torno do pescoço esguio. Os olhos, de pestanas alongadas pelo rímel, meigos, mas vazios… Faltava qualquer coisa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;A quietude mórbida daqueles corredores, alternada com momentos de alvoroço aflitivo, instalava no peito a sensação de perigo imediato. A cada passo um olhar de súplica, acompanhado pela impotência de não conseguir confortar todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;- Não sou capaz – sussurrou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;A coragem parecia desaparecer aos poucos. Mas qual coragem, afinal? Nunca a tivera, a coragem de ceder à vontade de alimentar o sonho.&lt;br /&gt;As paredes brancas, geladas, não combinavam com o espírito livre e andavam longe das brincadeiras de cores vibrantes que gostava de fazer com as palavras. Escrever, tinham-lhe dito, poderia resumir-se a um passatempo. Teria de ser outra coisa qualquer a pôr-lhe o pão na mesa… Mas não lhe bastava emprestar às letras um pouco da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Olhou para o relógio. Faltavam vinte minutos para o final do dia de trabalho. A utente estava estável e dormitava, não daria pela ausência prematura. Deixou que a cascata de caracóis se espalhasse sobre a túnica branca e seguiu em direcção à saída. Cabelo preso, unhas rentes, atitude comedida, presença discreta… Uma prisão física, o espelho daquilo que lhe ia na alma. Chegava de fedor a desinfectante, de luvas e de compressas, de sangue e da mistura dos cheiros fétidos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;-Enfermeira!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Respirou fundo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;- Sim?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;- Onde fica a ala psiquiátrica?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;- Não sei, não sou daqui – E nunca uma resposta tinha feito tanto sentido.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Apressou o passo em direcção aos balneários. Arrancou a túnica, atirou com as calças e pôs o vestidinho leve de Verão. Esse sim, pertencia-lhe.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;No caminho até à porta, encontrou a enfermeira-chefe.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;- Já por aqui? – Perguntou a orientadora.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;E enquanto dava um sorrisinho tímido e inventava uma desculpa rápida, uma resposta firme ecoou dentro da sua cabeça: “Por pouco tempo”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Foi há um ano.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Numa atitude repentina, inscrevi-me nos exames nacionais e tratei da burocracia que me permitiu, dois meses mais tarde, chegar à ESCS como estudante de jornalismo.&lt;br /&gt;Pelo caminho ganhei um respeito imenso pelo trabalho dos enfermeiros, anjos que não abandonam a cabeceira do doente. Mas eu não sou feita dessa massa, nasci para juntar letras, formar palavras e dar corpo aos pensamentos que guardamos cá dentro.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Obrigada a todos aqueles que continuam a acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7786433644210768874?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7786433644210768874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7786433644210768874' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7786433644210768874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7786433644210768874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/07/111-uma-jovem-enfermeira-arrastava-o.html' title='Ponto de partida'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7313496339199162793</id><published>2008-07-25T03:04:00.009+01:00</published><updated>2008-07-27T21:45:29.946+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoas'/><title type='text'>Why so dead?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SIk1MsTRi7I/AAAAAAAAAEc/7XuWwkA4Q5o/s1600-h/whysoserious1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226767334706875314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SIk1MsTRi7I/AAAAAAAAAEc/7XuWwkA4Q5o/s400/whysoserious1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SIk0_1hvs9I/AAAAAAAAAEU/XW1q6Rj-vRw/s1600-h/whysoserious1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O burburinho à volta do novo filme do Batman era imenso. Mas, desta vez, o herói foi o vilão. Heath Ledger brindou-nos a todos com uma performance fantástica. Longe dos papéis de menino bonito que o tornaram famoso, o Joker é uma personagem complexa, que desperta em nós um misto de repulsa e curiosidade mórbida. Ennis del Mar, em Brokeback Mountain, foi o sinal que faltava para quem ainda não tinha reparado no talento do jovem actor. O Joker foi a confirmação. Foi a superação das expectativas... Em momentos como este, é inevitável pensar no futuro brilhante que o aguardava. Uma das carreira mais promissoras de Hollywood, que traria, de certo, uma lufada de ar fresco ao mundo do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ou eu me engano muito (e comigo muitos outros), ou este Joker ficará imortalizado na história. E esta seria a melhor homenagem que Heath Ledger poderia receber: o reconhecimento de um trabalho fantástico, irrepreensível! Ao ponto de não sabermos, afinal, por quem devemos torcer: pelo justiceiro de Gotham City, o Batman, ou pelo palhaço maníaco que só quer pôr, literalmente, um "sorriso rasgado" na nossa cara?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Morre o homem. Nasce o mito.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7313496339199162793?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7313496339199162793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7313496339199162793' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7313496339199162793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7313496339199162793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/07/why-so-dead.html' title='Why so dead?'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SIk1MsTRi7I/AAAAAAAAAEc/7XuWwkA4Q5o/s72-c/whysoserious1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5520335389174068924</id><published>2008-07-13T05:19:00.005+01:00</published><updated>2008-07-13T05:32:17.042+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Ralações Amorosas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nota:&lt;/em&gt; Qualquer coisinha menos clara (ou mais confusa), não é, de todo, por desleixo da autora.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;A Mariana gostava do Eduardo. O Eduardo gostava da Mariana. E namoravam. Mas apareceu a Luísa, que gostava do Eduardo, que passou a gostar da Luísa, que tinha um namorado, o Luís, que sentia ciúmes por causa do Eduardo. Quem também se roía toda era a Mariana, que, acabou mesmo por ver o namorado a arranjar uma namorada. O que não pode ser bom. Portanto, a Luísa e o Eduardo lá juntaram os trapinhos. O Luís, corno manso, deixou-se estar, mas a Mariana, depois de uma enxurrada de insultos, tentou a sorte com o António. Depressa percebeu que não dava, até porque ele tinha um fraquinho pela Mafalda, coitada, que nem sonhava com a história. Ora, a Mariana não desistiu e virou-se para o Gonçalo, aliás, o Gonçalo virou-se para ela. Tinha sido bonito, porque, nessa noite, o João, o Manel e o Pedro também arrastaram a asa à recém-solteira. Quem não se riu nadinha foi a Cláudia, namorada do Manel. Trancou o infeliz (ora, depressa se animou!) num quarto e tratou-lhe da saúde. E foi mesmo o tal Gonçalo quem deixou a Mariana embeiçada. Tudo muito lindo, o problema é que ele não tinha esquecido a Margarida, ex-namorada, e, quando a Mariana percebeu, ficou desfeita. Tão mal ficou que acabou, nem ela sabe como, nos braços do Francisco, que tinha namorado com a sua amiga Laura, que agora, coitada, estava sem saber se ficava com o Victor ou com o Simão. Voltando à Mariana, não é que a coitadinha se arrependeu de ter cedido aos (poucos) encantos do Francisco? Recebeu um telefonema do Gonçalo, o que a animou. Mas foi sol de pouca dura, era para dizer que reatara com a Margarida. Jurou então não mais olhar para homem algum nos próximos meses. Afinal, precisava de fazer o luto do Eduardo! E tocou o telefone. Fala-se no diabo… Era o Eduardo a queixar-se da Luísa. Mas a Mariana, disposta a esquecer, partiu para umas férias. Lá conheceu o André, que lhe despertou o interesse, e que tinha um amigo, o Miguel. Mas o André engonhou, engonhou, engonhou e acabou por se enrolar com a Madalena, mesmo achando, quer a Mariana, quer a Sara, amiga da Madalena, mais giras e mais interessantes. O Miguel aproveitou e fez olhinhos à Mariana e ela, lá se deixou derreter. Mas aquilo nem chegou a dar em coisa alguma, acabaram as férias e nunca mais se viram. De volta ao trabalho, a Mariana recebeu chamadas do Francisco e do Pedro. Lembram-se do Pedro? Não? Não importa, até porque nem ele nem o Francisco levaram alguma coisa. É que o André e o Miguel voltaram a aparecer, sabe-se lá de onde, e com eles veio o Jorge. Decidida a investir, a Mariana virou-se para o Miguel. É que, entretanto, o André tinha recebido a visita da tal Madalena, para além de andar enrolado com a Carolina, às escondidas, claro. E o Jorge não interessava tanto assim. E o Miguel tinha um jeitinho meio tímido que a derretia! Mas, imaginem, a Mariana tão enamorada e o safado do Miguel, que pelos vistos não era assim tão tímido, na marmelada com a Isabel, mesmo à frente dela. Ora, a Mariana, sangue quente como tem, foi até lá para deixar bem assente que a brincadeira acabava ali. E movida pela irritação agarrou… Em quem? No Jorge, claro, que não se fez rogado… Andava há séculos a fazer olhinhos! Dívidas soldadas, a Mariana ainda acreditou na cara de santo do Miguel, quando ele pediu desculpa. Mas depressa (ou não) percebeu que dali não vinha nada de bom. Não é que, então, o André voltou a dar um arzinho da sua graça? A Mariana despachou-o bem despachado e desistiu dos homens. Até o Daniel, rapaz bem simpático, apresentado pela Carlota, foi mandado à fava. Mas, sabem como é, chegou a altura das festas e tal… E, inesperadamente, o António (sim, o que veio logo depois do Eduardo) apareceu e namoriscou a Mariana. A moça, apesar de virtuosa, nunca foi de ferro! Durou pouco. Foi só o tempo que levou até ficar sóbria. Recuperada, a Mariana voltou à greve de sexo masculino e foi assim por uns tempos. Estava ela a curtir a vida, agora cheia de paz, quando chegou a Susana, amiga de longa data, e apresentou o Diogo. Ai! Pronto, adeus promessas! Mas o pedaço de mau caminho também atraiu a Mónica, amiga da Mariana. Esta lá conseguiu ludibriar a concorrência e o Diogo também parecia na dela. Só que às vezes o Sérgio, o Hugo e o Bernardo, amigos do Diogo, pareciam mais interessados. Confusa, a Mariana lá percebeu que havia a tal Mafalda metida ao barulho. Sim, a Mafalda, aquela que nem sonhava com a história e de quem já falei lá bem em cima! Coitada dela e, principalmente da Mariana, que nem podia odiar quem nunca vira na vida! Desanimada, resolveu enfiar a cara nos livros. E para terminar com chave de ouro, ainda recebeu telefonemas do Eduardo e do Francisco, os mais chatos desta história toda. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5520335389174068924?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5520335389174068924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5520335389174068924' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5520335389174068924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5520335389174068924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/07/ralaes-amorosas.html' title='Ralações Amorosas'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8462799516905175787</id><published>2008-07-13T05:05:00.007+01:00</published><updated>2008-07-13T05:17:33.160+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taras'/><title type='text'>Para quem gosta de médicos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222345841863589938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SHl_376EgDI/AAAAAAAAAEE/4yQJ8ItiMvM/s320/patrick_dempsey.jpg" border="0" /&gt;Eu não gosto nada de ir ao médico. Acho que ninguém gosta. Temos um estranho a mexer-nos em partes do corpo nas quais normalmente deixaríamos muito pouca gente passar as mãos e, ainda por cima, até os exames mais simples são uma autêntica sessão de tortura! Ajudava muito se o médico fosse giro, não é? Se o Dr. Sheperd (McDreamy para o clube de fãs) me dissesse “pode despir-se para eu auscultá-la”, não me faria de rogada! Também, metade da população feminina do Hospital de Seattle Grace suspira por uma consulta privada com o doutor! Mas todas sabemos bem que temos muito tempo pela frente! É que este médico tem uma longaaa fila de espera! De qualquer forma, da próxima vez que for ao McDonald’s, arrisco pedir um McDreamy! Nunca se sabe… Isso sim seria uma verdadeira Happy Meal!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E para quem acha que os médicos têm de impor um pouco mais de autoridade, há o Dr. House. Digam lá! Não há qualquer coisa de encantadora naquele tom sarcástico que usa para falar com as pessoas? E, n&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SHmARWvEyWI/AAAAAAAAAEM/_5CuAYpyKSc/s1600-h/house.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222346278561958242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px" height="299" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SHmARWvEyWI/AAAAAAAAAEM/_5CuAYpyKSc/s320/house.jpg" width="293" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ão sei quanto a vocês, mas, para mim, um homem inteligente é algo extremamente sensual! E o House, para além disso, é o típico homem em sofrimento que só precisa de um pouco de amor e compreensão! E a maioria das mulheres simplesmente adora! Ah, e a mota… Metade do charme do médico anda apenas em duas rodas! A outra? Tem ar de rebelde e uma língua afiada… House, House… Deixas-me morar no teu coração? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8462799516905175787?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8462799516905175787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8462799516905175787' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8462799516905175787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8462799516905175787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/07/para-quem-gosta-de-mdicos.html' title='Para quem gosta de médicos...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_VU37YiLYE7U/SHl_376EgDI/AAAAAAAAAEE/4yQJ8ItiMvM/s72-c/patrick_dempsey.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8964244668662344790</id><published>2008-06-19T17:02:00.002+01:00</published><updated>2008-06-20T15:41:17.391+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Terapia à hora do jantar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Crente de que ia apanhar uma seca descomunal, lá fiz o frete de acompanhar a mamã e o papá a casa dos amigos. O lado bom da questão é que, ao contrário de há uns aninhos atrás, agora posso participar na conversa dos adultos. Apesar de os meus vinte anos não serem suficientes para que eles me levem totalmente a sério, já não tenho o sufixo teen, que atrapalhava todas as tentativas de dar a conhecer a minha opinião. Foi por isso mesmo que fiz um esforço para entrar no banco de trás do carro, não sem antes me certificar de que tinha o mp3 comigo… Mais valia prevenir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Foi com agrado que constatei que os filhos do casal também estavam presentes. Um deles, já na casa dos trinta, o Afonso, tinha levado duas ou três amigas, todas a rondar a mesma idade. O outro, de quinze anos, o Pedro, deixou-me satisfeita por não ser a mais nova da mesa. Lá me sentei, bem de frente para o de trinta e poucos (bom todos os dias) e ao lado do mais novinho, que nem notou a minha presença de tão agarrado que estava ao telemóvel. Quando se livrou do dito (que, aliás, também é um vício meu), lá me cumprimentou e, atenta como sou, notei que tinha uma expressão triste estampada no rosto.&lt;br /&gt;- O que é que tens, Pedro?&lt;br /&gt;O rapaz contou, com os olhos a ficar mais brilhantes do que seria suposto, que a namorada, “montes de gira”, por sinal, o tinha deixado.&lt;br /&gt;- A sério? Mas como é que foi isso? – Perguntei.&lt;br /&gt;- Chamou-me para conversar e disse que já não gostava de mim.&lt;br /&gt;- Oh, Pedro… Nem sei o que te dizer… Isso é tão chato… Mas é mesmo assim que funciona! E ela até teve a decência de conversar contigo. Comigo já acabaram pelo telefone! E acredita que não era um namoro como o teu de… quanto tempo?&lt;br /&gt;- Cinco meses…&lt;br /&gt;- Pois, agora imagina lá como é que eu fiquei, com dois anos! Mas ultrapassei! Estou aqui e melhor do que nunca! Tu também vais ultrapassar!&lt;br /&gt;Ele olhou para mim. Os olhos apagados, sem esperança.&lt;br /&gt;- Ela é a mulher da minha vida, eu amo-a!&lt;br /&gt;Não consegui evitar um esgar de zombaria, mas consegui escondê-lo. Só o Afonso, com o seu sorriso delicioso, foi testemunha. Piscou-me o olho.&lt;br /&gt;- Tens de reagir, Pedro! Agora parece complicado, mas acredita que melhora com o tempo.&lt;br /&gt;- Quanto tempo demoraste a esquecer?&lt;br /&gt;- Não sei. – Menti, recordando os seis longos meses de conduta auto-destrutiva. – O tempo é relativo, tens é de sair com amigos, conhecer gente nova, beber uns copos…&lt;br /&gt;Esta última parte disse baixinho, com a certeza de que a mãe da criatura desconhecia os hábitos dos adolescentes do Garage.&lt;br /&gt;- Mas eu não sei viver sem ela! Já te contei sobre aquela vez em que lhe comprei um ramo de dezasseis rosas, vermelhas e brancas, no dia em que fez anos?&lt;br /&gt;Enquanto ele ia recordando todos os momentos de paixão intensa que vivera, eu comecei a pensar, com uma pontinha de saudade, na ingenuidade dos meus quinze anos. Apenas meia década se passou desde então, mas tudo mudou. Idade do primeiro beijo, da crença no amor eterno, da entrega sem reservas…Inocência que se perde quando surgem os primeiros desgostos! Ignorância é felicidade, já dizia Pessoa quando falava da pobre ceifeira… Obriguei-me então a prestar atenção à descrição apaixonada que aquele miúdo ia fazendo da sua agora ex-namorada. “A primeira de mais umas quantas”, pensei.&lt;br /&gt;- … e eu nunca vou encontrar alguém como ela! Nunca mais vou ser capaz de me apaixonar na vida! Sou eu que não presto, não sirvo para nada! Por isso é que ela não me quer…&lt;br /&gt;- Pedro. Ouve-me com atenção! Não digas isso. Ninguém merece que ponhas o teu valor em causa. Se ela não gosta, é porque essa rapariga não serve para ti. Com certeza que tens alguém, por aí nesse mundo, que vai retribuir o amor que, acredita, vais ter para lhe oferecer. Tudo parece muito cinzento, aposto até que ainda estás à procura de explicações… Só existe uma: não tinha de ser. E sei que é um pouco o que toda a gente diz, mas é também o que muito pouca gente ouve. Não tinha de ser! Viveste e aprendeste. Para a próxima vais sair-te melhor. Uma pessoa que não retribui o teu sentimento não pode ser, de forma alguma, o amor da tua vida! E a verdade é que não há só um amor. Há vários! Tens por aí montes de tampas para a tua panela, muitos chinelos que te servem! O que marca a diferença é o momento em que a outra pessoa aparece.&lt;br /&gt;- O momento?&lt;br /&gt;- Sim… Depende de estares ou não emocionalmente disponível…- E ao ver que ia ser complicado explicar-lhe tudo naquele momento (e por não ter a certeza de estar a dizer as coisas certas), despachei-me a colocar um ponto final. - Um dia percebes!&lt;br /&gt;Fiquei a vê-lo pensar sobre as minhas palavras. Preferi retirar do meu discurso a parte do “Só não te vais apaixonar perdidamente outra vez, a desconfiança não vai deixar”… Até porque ainda não descobri se isso é totalmente verdade.&lt;br /&gt;Mais consolado, o Pedro voltou à troca de sms e eu aproveitei para prestar atenção ao que se passava na mesa.&lt;br /&gt;- Há tanto tempo que não te via, Irina! – Exclamou o Afonso. – Estás gira.&lt;br /&gt;Senti a cara a arder. Num ápice dei por mim a pensar na melhor maneira de dizer à minha mãe que estava a namorar com um trintão, filho de um grande amigo dela. Obriguei-me a voltar à realidade e respondi:&lt;br /&gt;- É verdade! Não tenho aparecido muito… Ando meio ocupada com as coisas da faculdade…&lt;br /&gt;Ele fez um ar confuso.&lt;br /&gt;- Faculdade?&lt;br /&gt;- Aaa… Sim.&lt;br /&gt;- Mas… que idade é que tu tens?&lt;br /&gt;- Vinte… feitos há três meses.&lt;br /&gt;Ele esbugalhou os olhos.&lt;br /&gt;- Vinte? Eu dava-te uns dezasseis!&lt;br /&gt;Oh, não… Eu para ele não passava de uma pita! Perfeito! Fiz um esforço e lá consegui dar um sorrisinho amarelo.&lt;br /&gt;- Ah ah… Não, não… Realmente, hoje vim com um ar mais… Aaa… Desportivo! Mas daí ate parecer que tenho dezasseis… Ah ah ah…&lt;br /&gt;- Epá, é que não te dava mesmo vinte anos.&lt;br /&gt;- Ah ah… Desculpa, passas-me a água? – Pedi à rapariga na outra ponta da mesa. Aquela conversa da idade já me tinha deixado mal disposta&lt;br /&gt;- Não queres mais arroz, querida? – Perguntou simpaticamente a dona da casa.&lt;br /&gt;-Não, obrigada. Estava tudo óptimo, Mena, mas estou meio com falta de apetite. – Disse eu, sem precisar de mentir.&lt;br /&gt;Mais tarde, já na hora das despedidas, o Afonso aproximou-se de mim, deu-me dois beijos e, depois, num gesto a modos que paternalista, acariciou-me o alto da cabeça.&lt;br /&gt;- Gostei de te ver, miúda!&lt;br /&gt;Miúda? Que ódio! Que frustração!&lt;br /&gt;Ele saiu primeiro do que eu e com ele foi também a tal rapariga da água. Curiosa, perguntei ao Pedro:&lt;br /&gt;- Olha lá… Quem é aquela?&lt;br /&gt;- A Susana? É a noiva do Afonso, porquê?&lt;br /&gt;Ainda pensei em responder algo como, “Lembras-te de como prestei atenção quando me contaste sobre o teu desgosto? Chegou a hora de retribuíres!”. Mas depois limitei-me a sorrir (ou a fazer um esgar semelhante) e a dizer:&lt;br /&gt;- Que bom! Espero ser convidada para o casamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fica a conclusão: afinal, parece que ainda tenho facilidade em tirar os pés do chão!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8964244668662344790?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8964244668662344790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8964244668662344790' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8964244668662344790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8964244668662344790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/06/crente-de-que-ia-apanhar-uma-seca.html' title='Terapia à hora do jantar'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7304728867022077083</id><published>2008-06-15T01:47:00.000+01:00</published><updated>2008-06-15T01:49:14.630+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>A aranha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi tecendo uma teia de finos fios de açúcar, todos eles cobertos de mel. Escorriam as gotas que, ora lentas, ora céleres, iam emprestando o tom de caramelo à candura pálida do branco. À luz quente do sol, enchia-se de reflexos cor de ouro. Sim, desses que cegam enquanto insistimos em não desviar os olhos…&lt;br /&gt;Ingénua, a presa incauta que lá se deixou apanhar. Seduzida pela aparente harmonia da combinação das cores e sabores. Sim, a teia era eficaz. Apanhou, prendeu, enrodilhou… E acabou por deixar a presa largada, sujeita aos caprichos da sorte e do tempo. Afinal, não era uma armadilha assim tão doce.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;(A presa? Já voltou a voar.) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7304728867022077083?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7304728867022077083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7304728867022077083' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7304728867022077083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7304728867022077083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/06/aranha.html' title='A aranha'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7808571403650146921</id><published>2008-06-15T01:40:00.001+01:00</published><updated>2008-06-15T01:47:31.612+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>Conversas de Mãe</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Estava eu na sala a espreitar o noticiário da tarde, quando chega a minha querida mãe, ténis nos pés e garrafa de água de litro e meio na mão.&lt;br /&gt;- Vais andar? - Perguntei, ao ver a roupa leve que trazia.&lt;br /&gt;- Vou almoçar a Alfama, comer umas sardinhas. Queres vir?&lt;br /&gt;Olhei para a minha mãe com um ar de &lt;em&gt;Deus me livre&lt;/em&gt;. Voltar àquelas imediações logo depois do horror que foi a minha noite de santos já era tortura.&lt;br /&gt;- Não, obrigada. Acabei de lavar o cabelo, estava empestado de cheiro a sardinha. – Respondi, sem desviar os olhos da televisão.&lt;br /&gt;- Anda lá, que depois vamos à procissão do Santo António!&lt;br /&gt;Arregalei muito os olhos, mas não chegou. Ela continuava à espera de uma resposta.&lt;br /&gt;- Não, mãe. Tenho exame na semana que vem, preciso de estudar.&lt;br /&gt;Mas ela insistiu:&lt;br /&gt;- Anda, para ver se pedes ajuda ao Santo António!&lt;br /&gt;Parei.&lt;br /&gt;-Ajuda? – Perguntei estupidamente,&lt;br /&gt;- Sim! A ver se desencalhas! Olha que eu quero netos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem… Não sei o que é pior nesta conversa toda. Será a história das criancinhas que a minha mãe tanto deseja que eu tenha? Ou o facto de a minha própria mãe ter usado a palavra encalhada para definir a minha posição enquanto indivíduo membro de uma sociedade?&lt;br /&gt;Se há coisa que abomino no dia 13 de Junho, é aquele festival das noivas de Santo António. Nada contra os casalinhos! Só recorrendo à câmara de Lisboa para terem a festa de casamento com que sempre sonharam. Eu sou mais simples, bastar-me-ia um noivo e uma lua-de-mel na praia, mas a maioria dos portugueses gosta do casório na Igreja, de vestidos que varrem o chão e de 500 convidados só da parte da noiva! Enfim, mas isto tudo para dizer que a minha tendência natural para não ser muito tradicional no que respeita a casamento, aliada à irritação de ter de ver o Baião a entrevistar os mirones da cerimónia, fez com que eu ainda me sentisse mais enjoada perante a conversa da minha mãe.&lt;br /&gt;Limitei-me, então, a responder:&lt;br /&gt;- Não estou encalhada. Estou sozinha por opção. Se quisesses o meu bem dizias para me por a milhas dos homens…&lt;br /&gt;- Desgosto, foi? – Disse, fazendo finalmente a pergunta que lhe dançava na ponta da língua há uns dias.&lt;br /&gt;- Deixa a miúda – gritou o meu pai lá ao fundo.&lt;br /&gt;Mesmo assim, acabei por responder:&lt;br /&gt;- Não foi um, foram vários! Não vou correr atrás de homem para depois ficar a chorar! Se algum estiver interessado, que vá ele fazer pedidos ao Santo António!&lt;br /&gt;-Vários? - Perguntou a minha mãe, a sobrancelha levantada.&lt;br /&gt;Eu ri-me.&lt;br /&gt;- Sabes como é. Num segundo são uns queridos. Logo depois, já estão a ser uns insensíveis… Brincam!&lt;br /&gt;Nisto a minha tia chega à sala e pergunta:&lt;br /&gt;- Então, vamos?&lt;br /&gt;- Ela não vai - disse a minha mãe, a falar de mim.&lt;br /&gt;-Então porquê?&lt;br /&gt;- Anda muito pecadora!&lt;br /&gt;Desatei-me a rir e ouvi o meu pai a fazer o mesmo na cozinha.&lt;br /&gt;- Está bem, mãe… Se fazes questão, intercede por mim lá na procissão… Pode ser que não me calhem mais insensíveis na rifa!&lt;br /&gt;- E intercedo mesmo! Já te disse que quero netos!&lt;br /&gt;- Oh, mãe! Não te preocupes! Eu adorava adoptar uma menina chinesa!&lt;br /&gt;E com isto, ela voltou-me costas, murmurando qualquer coisa como “onde será que eu errei?”. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7808571403650146921?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7808571403650146921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7808571403650146921' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7808571403650146921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7808571403650146921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/06/conversas-de-me.html' title='Conversas de Mãe'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-363326326351523848</id><published>2008-06-08T16:40:00.004+01:00</published><updated>2008-08-18T04:51:21.715+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração vs Razão'/><title type='text'>Cá dentro II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Psiu!&lt;br /&gt;- Pronto… Estava a demorar muito!&lt;br /&gt;- Psiiiuuu!&lt;br /&gt;- Ah ah, força nisso!&lt;br /&gt;- Ahn?! – Exclamou num tom confuso – Quer dizer que não te importas?&lt;br /&gt;- Não me preocupa que o faças… Ela simplesmente não está para aí virada!&lt;br /&gt;- Virada? Mas virada para onde?&lt;br /&gt;-Para te ouvir! Oh, raciocínio lento!&lt;br /&gt;- É a ti que cabe tê-lo rápido! - Retorquiu, meio que ressabiado - Mas não desvies o assunto! Explica lá, porque é estás tão confiante?&lt;br /&gt;- Ai, tenho sempre de te explicar tudo, não é?&lt;br /&gt;- Não te estiques!&lt;br /&gt;- Pronto, pronto! Desacelera lá o ritmo! – Disse ela para o sossegar – Lembras-te do que aconteceu da última vez em que ela foi na tua onda?&lt;br /&gt;- Vai mas é directa ao assunto! Já estás fartinha de saber que só vivo o momento, não ligo muito ao passado…&lt;br /&gt;- Afogou-se, criatura, afogou-se… - E vendo a expressão irritada dele, apressou-se a acrescentar – As coisas deram para o torto!&lt;br /&gt;-Ah…Isso… - disse ele, atrapalhado – Mas estavas para aí dizer que se afogou… Ela nem chorou desta vez!&lt;br /&gt;- Pudera! Aposto que já secaram as lágrimas! Bateu com a cabeça tantas vezes que está a ficar imune!&lt;br /&gt;- Queres dizer que se está a tornar insensível?&lt;br /&gt;- Uh uh, ponto para o Coração! Fizeste um raciocínio lógico, meu amigo! Estás a ver? Isso quer dizer alguma coisa!&lt;br /&gt;- Quer dizer o quê? – Perguntou ele num tom assustado.&lt;br /&gt;- Epá, estavas a ir tão bem… Quer dizer que tudo o que ela faz agora é mais pensado e menos impulsivo.&lt;br /&gt;-Então… Eu estou a falhar? – Perguntou horrorizado.&lt;br /&gt;- Oh, eu não punha as coisas nesses termos. Acho que assim estamos a fazer progressos! Ela magoa-se menos, logo é mais feliz.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- O que tens? – Perguntou ela.&lt;br /&gt;- Tu não entendes mesmo nada, pois não? Tu, sempre tão certa de tudo e mais alguma coisa!&lt;br /&gt;- Onde queres chegar?&lt;br /&gt;- Como é que alguém poderia saber como é bom fazer as pazes, se nunca teve uma discussão com quem quer que fosse?&lt;br /&gt;- Oh, mas as brigas são sempre más, não levam a lado nenh…&lt;br /&gt;- Como é que seria o primeiro beijo se nunca se sofreu para o conseguir?&lt;br /&gt;- Estou a perceber o teu ponto de vista, mas as cois…&lt;br /&gt;- Como é que seria um concerto se não se sentisse a música?&lt;br /&gt;- OK, mas tens de concordar que as miúdas que choram por causa daquele com cabelo de Songoku são meio ridículas!&lt;br /&gt;- Já imaginaste um mundo em que o pôr-do-sol é apenas o pôr-do-sol?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Eu penso em pôr-do-sol e lembro-me de brincadeiras até tarde na praia! De beijos roubados! De abraços escondidos por baixo de mantas quentinhas! De festas regadas a cerveja!&lt;br /&gt;- Excessos! As emoções só levam a excessos!&lt;br /&gt;- As emoções são o tempero da vida! – Gritou – São elas que movem as pessoas! Que lhes dão liberdade! Que emprestam cor ao que antes era a preto e branco!&lt;br /&gt;-Isso é tudo muito bonito – disse a Razão, exaltada - A sério que é! Mas é tudo tão irreal… A verdade é que o Sol a pôr-se… Não passa disso mesmo! É uma estrela e a Terra gira em torno dela! Não é interessante! As emoções criam ilusões! E as ilusões mascaram a vida! Sonha-se com coisas boas, fazem-se planos… No final descobre-se que está tudo dentro da cabecinha, que nada existe! E sempre que isso acontece, morre-se um bocadinho! Tu não entendes? Tu não percebes que ela tem de analisar tudo? Para não sofrer, para se proteger! Não pode refugiar-se na maldita nuvem de algodão doce, muito menos nos sonhos com sabor a chupa-chupa!&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Ouviste isto? – Perguntou o Coração.&lt;br /&gt;- O quê? – Perguntou a Razão, ainda a recuperar o fôlego.&lt;br /&gt;- Ela está… - hesitou - Sim! Está a chorar…&lt;br /&gt;- Oh, não digas disparates!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acalma-te, volta lá a ti mesma, e vê se não é verdade aquilo que te digo!&lt;br /&gt;Ela escutou com atenção.&lt;br /&gt;- Pa… Parece que é verdade, sim… - balbuciou.&lt;br /&gt;- O que achas que a fez chorar, minha querida? - Perguntou ele, num tom meigo de quem já sabia a resposta.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Descontrolaste-te, Razão… Perdeste as estribeiras… E acho que foi porque, lá no fundo, te assustaste com o teu discurso sobre a linearidade das coisas.&lt;br /&gt;- Oh, que ridícu…&lt;br /&gt;- Shhh… Não digas nada agora. Recompõe-te. Ela ainda não parou de chorar porque estás a falhar a tua missão. Acalma-te lá, para ver se ela recupera o juízo!&lt;br /&gt;Ela suspirou.&lt;br /&gt;- Custa admitir… Mas acho que desta vez tens razão, Coração.&lt;br /&gt;- E tu, afinal, sempre tens um coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-363326326351523848?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/363326326351523848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=363326326351523848' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/363326326351523848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/363326326351523848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/06/c-dentro.html' title='Cá dentro II'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5876014372501491981</id><published>2008-06-08T03:30:00.007+01:00</published><updated>2008-06-08T03:46:52.768+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><title type='text'>A cidade do rock</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São quatro da manha e cheguei a casa apenas há alguns minutos. O tempo necessário para vestir o pijama, beber uma caneca de leite bem quente e lavar os dentes. Estou cansada. Doem-me as pernas, não aguento as costas e os olhos teimam em fechar-se. Acho que não tarda vou estar a sonhar com um lugarzinho no meio do nada, um sítio à parte onde as pessoas passeiam despreocupadas, dando de caras com enormes sapos verdes; onde a música é para todos os gostos e pode ser ouvida em todo o lado. Uma espécie de cidade do rock! Há cerveja e amigos, muitos gritos e sorrisos! Fotografias, para mais tarde recordar, e brindes estúpidos que se guardam religiosamente… Um lugar onde possa saltar como uma louca, gritar como uma possuída e cantar ao som das minhas músicas favoritas. Entrar numaespécie de realidade alternativa; tirar férias da vida! Esquecer as responsabilidades, as preocupações, os problemas… Esquecer o Mundo enquanto fecho os olhos e ouço Muse a cantar “I’m feeling good”... E sentir-me arrepiar por ouvir uma multidão a entoar esta espécie de hino!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sim, é só o Rock in Rio. Mas vale muito mais a pena se o vivermos intensamente... Como tudo o resto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5876014372501491981?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5876014372501491981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5876014372501491981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5876014372501491981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5876014372501491981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/06/cidade-do-rock.html' title='A cidade do rock'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5864557507891631818</id><published>2008-05-31T20:29:00.004+01:00</published><updated>2008-06-01T01:38:53.738+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu que pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VIP&apos;s'/><title type='text'>If they try again to make you go to rehab...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;...you should go, go, go!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando soube que a Amy vinha a Portugal, disse logo bem alto, para quem quisesse ouvir: EU VOU. Mas, passado o entusiasmo inicial, comecei a imaginar o concerto que seria. Uma Amy franzina e descarnada, comida pela droga e pelo álcool. Ou então nem apareceria! Ou já estaria morta…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Decidi guardar os 53 euros para outra ocasião!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Bem, a verdade é que ela veio mesmo e, mais uma vez não deixou ninguém indiferente. As 90 mil pessoas presentes no recinto devem ter ficado divididas entre assobiar o atraso da cantora ou aplaudi-la em sinal de encorajamento.&lt;br /&gt;Já muito foi dito, todos têm a sua opinião. Para mim, ela tem tudo para ser fantástica: uma voz original, uma atitude rebelde, uma presença forte e cinco Grammy Awards com apenas dois álbuns lançados. Foi quase dilacerante ver a forma como esteve ontem, no palco mundo da cidade do rock. Trôpega, incapaz de tocar guitarra, sem conseguir agarrar no microfone… Nem a voz sensual se fez notar, dando lugar a um sussurro débil e, às vezes, incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Onde está a família desta miúda? Quem é que permite que ela continue a fazer tudo isto a ela própria? Não há ninguém que a faça parar? Mas sei que não vale a pena procurar por culpados… Até podemos ser nós! Sim… Nós que sabemos as letras de cor, que gastamos um dinheirão para a ver ao vivo… Podem ser os agentes, que fingem que nada se passa e lá vão fazendo de tudo para que a Amy cumpra os contratos. Pode ser o pai, que, ao contrário do Mr. Spears, não teve capacidade para tomar as rédeas. Ou pode ser a própria Amy, amargurada pela distância que a separa do marido e por mais sabe se lá o quê! O mais provável é ser tudo isto e muito mais! Pressões, fraquezas, escolhas erradas, seja o que for, é triste ver uma mulher tão cheia de talento a morrer aos poucos desta forma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/SEGq0EGHO3I/AAAAAAAAAD8/prrtRszjp9g/s1600-h/amy-winehouse-drogada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206630455646305138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/SEGq0EGHO3I/AAAAAAAAAD8/prrtRszjp9g/s320/amy-winehouse-drogada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça, é esta a imagem que fica: uma jovem de olhar perdido que agarra o vestido curto com tiques de timidez.. Poderia ser qualquer uma, perdida num beco escuro. Essas ainda temos desculpa para não ver. Mas esta está aqui. E, não sei quanto a vocês, mas, se esta história acabar como eu penso que vai acabar, vou sentir um aperto cá dentro por ter visto e não ter feito nada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(E o que poderia fazer?)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Um site que incentiva os visitantes a adivinhar o dia da morte da Amy... Triste! Vejam vocês mesmos, http://www.whenwillamywinehousedie.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5864557507891631818?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5864557507891631818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5864557507891631818' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5864557507891631818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5864557507891631818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/if-they-try-again-to-make-you-go-to.html' title='If they try again to make you go to rehab...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/SEGq0EGHO3I/AAAAAAAAAD8/prrtRszjp9g/s72-c/amy-winehouse-drogada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6339744551443529321</id><published>2008-05-30T22:45:00.000+01:00</published><updated>2008-05-30T22:46:44.648+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Há tardes assim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este era um daqueles dias que tinha tudo para dar errado. Quatro horinhas de sono, uma frequência cujo conteúdo seria uma completa surpresa e uma pequenina tonelada de matéria de sociologia para estudar. Já se sabe que estudante universitário em final de semestre dorme pouco… E também que, tanto feriado à Quinta, só poderia dar num resultado: não há quem ponha os pés na faculdade no dia seguinte! Quer dizer, até há, mas não vamos entrar por aí, porque pesa na consciência! Mas, terminando a ideia, o que eu queria dizer é que já não via o Senhor Professor há um tempinho. Sendo assim, a matéria era meio que desconhecida. Portanto, o dia não se adivinhava ser dos melhorzinhos, não… E o meu humor estava tão mau que parecia ter sido obrigada a ouvir Roberta Miranda (se não conheceis, googlai!) depois de uma break up. Numa só palavra, deprimente!&lt;br /&gt;Mas o ser humano (e eu particularmente) tem uma capacidade incrível de se regenerar das cinzas. Afinal, parece que não é só a Fénix que pode!&lt;br /&gt;Saí da faculdade com um melão que carregava há dias. Cheguei, descalcei os all-star, pus a Amy (Winehouse, leia-se) no máximo e liguei a TV num canal em que não aparecesse nem uma referência ao Rock in Rio (foram escolhas, foram escolhas…). Lá fiz um esforço para pegar no telemóvel e preparei-me para procurar na lista, alguém que me quisesse fazer companhia.&lt;br /&gt;Parei.&lt;br /&gt;Estava claro que, nos últimos dias, tinha tido era companhia a mais!&lt;br /&gt;Há alturas em que aquilo de que precisamos é de um bocadinho de espaço. Eu não sou, de todo, anti-social, quem me conhece sabe bem! E, apesar de dizer a quem me queira ouvir que odeio pessoas, a verdade é que não sei passar sem elas! Cafezinhos, passeios, umas montras, um jantarzinho… Gosto de companhia e de dois dedos de conversa. Claro que mais vale só do que má acompanhada! Mas até me tenho rodeado das pessoas certas. Só que hoje, ao pegar no dito telemóvel, percebi que me fazia falta um bocadinho só meu.&lt;br /&gt;            Venci o sofá, fui buscar os óculos de Sol (só para o estilo, porque ninguém sabe onde foi parar o dito), peguei nas chaves de casa e resolvi seguir para onde me apetecesse. Pensei em lojas. Mas não, que o dinheiro só cai na conta para a semana e ver montras sem levar nada deixa-me muito infeliz. Pensei em ler uma revista no café. Mas não, que ia acabar por me fartar assim que me sentasse. Foi então que, de repente, desejei mais do que tudo ir ao cinema.&lt;br /&gt;E fiz muito, muito bem!&lt;br /&gt;O filme tinha jornalistas do sexo masculino bem giros (ai, as esperanças no futuro!) e era uma daquelas comédias românticas que até nem são assim tão iguais às outras! Falava um bocadinho a mais de casamento para o meu gosto, não sou muito dada a essas coisas. Mas sabem aquele rapaz bem giro, com ar de malandro, que tem sempre a piada pronta na ponta da língua e que, para nossa grande surpresa, até tem um coração de manteiga? O jornalista de quem falei em cima era assim. Ai, ai… Mas, passando à frente! O tal filme era bem giro e tinha a sala só para mim (OK, havia um senhor lá atrás, mas fica melhor dizer que a sala era só minha). Ah, e desta vez não dividi as pipocas com ninguém! Egoísta? Não! Eu até tenho comido pouquinho, tenho todo o direito a umas pipoquinhas (das doces!) só para mim! E sabem o que é bom, bom? Não é que, apesar da fantochada toda dos casamentos (vocês sabem: a pimbalhada, o comboio da praxe, os amigos bêbedos do noivo, as amigas histéricas da noiva, os vestidos que metem ME-DO…), o tal filme acaba com um casamento bem como eu gosto? Poucos convidados, vestido simples e muito Sol. Tudo isto na praia! Para ser irrepreensível, só faltavam mesmo os pés enterrados na areia! Mas sonhos de casamento perfeito de lado (porque, como disse, por enquanto, não sou mesmo nada dada a essas coisas), o que interessa mesmo é que adorei o cineminha! E quando cheguei a casa, já estava com grande astral!&lt;br /&gt;Tinha saudades minhas! Foi tão bom ouvir, finalmente, tudo o que tinha para dizer a mim própria! Gosto destes bocadinhos só meus!&lt;br /&gt;Ah, e só para que conste, a frequência não foi tão má como esperava… Vamos lá ver!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6339744551443529321?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6339744551443529321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6339744551443529321' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6339744551443529321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6339744551443529321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/h-tardes-assim.html' title='Há tardes assim'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3605389092703549869</id><published>2008-05-30T04:13:00.001+01:00</published><updated>2008-05-30T04:15:32.399+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias'/><title type='text'>Sozinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;        Passavam já alguns minutos da meia-noite. Tinha saído para dar uma volta, arejar. Há meses que era assim, só estava bem quando tinha de facto algo para fazer. Era insuportável ficar em casa a ver as horas passar, sempre com o mesmo sentimento de inutilidade para o mundo. “Em casa nada se passa”, repetia para mim. Então pegava simplesmente na chave do carro e ia, às vezes sem direcção. E este era mais um desses dias. Vagueava pelas ruas de Lisboa, olhando para tudo, mas prestando atenção a pouca coisa. Aqueles eram momentos de intimidade entre mim e a minha mente e eram poucas as coisas que se podiam intrometer. Antes, as horas vazias que passava em casa eram preenchidas de um sentimento de plenitude aparente. Deixava-me deambular entre universos paralelos ao alcance do comando da televisão e todos os artigos de moda, viagens, actualidade, todos eles mereciam um pouco da minha atenção. E nunca me sentia sozinha. Era sempre tudo tão certo, tão previsível. Mas previsível de uma forma agradável. Era o aconchego, o conforto, o abrigo. Era o único lugar seguro que conhecia. O único a que podia chamar meu. E de repente tinha chegado o Inverno e eu... Eu ficara ao relento. E era por isso que agora buscava momentos só meus, mas de uma forma diferente. Agora os meus momentos eram repletos de pensamentos que me isolavam do mundo à minha volta. E se antes me procurava por prazer apenas, agora era por necessidade. Porque finalmente me rendera à evidência de que a única companhia que teria sempre como certa, era a minha.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3605389092703549869?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3605389092703549869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3605389092703549869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3605389092703549869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3605389092703549869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/sozinha.html' title='Sozinha'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3490033978390917068</id><published>2008-05-29T04:13:00.002+01:00</published><updated>2008-05-29T04:17:03.892+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Com dor</title><content type='html'>Sadismo cruel, o do Criador:&lt;br /&gt;A nós deu-nos o sonho,&lt;br /&gt;A vontade de voar&lt;br /&gt;E chegar ao brilho das estrelas,&lt;br /&gt;Que não podemos alcançar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;As asas?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Essas são do condor,&lt;br /&gt;Que nem pode chorar por não saber sonhar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3490033978390917068?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3490033978390917068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3490033978390917068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3490033978390917068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3490033978390917068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/com-dor.html' title='Com dor'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8686312650337289870</id><published>2008-05-29T03:59:00.002+01:00</published><updated>2008-05-29T04:01:52.348+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Monólogo pouco claro (porque foi entoado às escuras)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Não quero. Já disse que não quero! Eu sei… Os olhos não falam assim… Mas não quero! O compasso ritmado do coração? Perdido. Qualquer réstia de razão? Esquecida. Mecanismos de protecção? Avariados. E motivo? Nenhum. Ou serão todos? Aquele olhar que encontrou outro que fazia o mesmo. Que vê o tremor de quem quer, mas não se aproxima. Aquela impotência de quem não sabe como fazer. Aquela ingenuidade de quem parece não perceber. E talvez não perceba mesmo! O que são, afinal, sorrisos rasgados sem causa, ou olhares tímidos de mel? O que são minutos a mais num abraço que parece desejar parar o tempo? Nada. Não são nada se forem sempre regidos pelo quase. Quase que foi, mas não chegou a ser. Quase que foi sim, mas não deixou de ser não. Porque respostas só há duas, por mais que se queira inventar! Uma não é dada por falta de honestidade, outra porque o medo não deixa falar. E o tempo, cruel às vezes (mas só porque queremos assim), arrasta tudo o que pode ser mau, mas leva também o que pode ser bom. Dúvidas, incertezas… Se é uma coisa que se sente, porque não mergulhar de cabeça? Bateu no fundo? Doeu? Verbo conjugado no passado, não no futuro! E porque é que agora parece que quero, se já disse que não? Então repito: não quero! Não quero porque não há quem faça querer! E eu até queria que fizessem… Fizessem não, que é plural a mais! E eu sou mais de singular. De único. De diferente. De quem se destaca na multidão. E quando parece que sim, e depois afinal é não? (a frustração de vasculhar gavetas onde não havia nada interessante) Maldita desilusão! Porque havia de querer, então, tanta disfunção? Não faz sentido, não faz sentido! É preciso gritar que não faz sentido? Acho que não… Já está percebido… Que nada disto faz sentido algum! E se houver alguém com vontade de entender, então que se contente com a única frase em que a ideia não se espalha como que de fumo se tratasse: não quero dançar valsa com quem insiste no pisar ovos das noites nas discotecas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Não quer dizer que não a queira dançar. A ela, à valsa) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8686312650337289870?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8686312650337289870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8686312650337289870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8686312650337289870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8686312650337289870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/monlogo-pouco-claro-porque-foi-entoado.html' title='Monólogo pouco claro (porque foi entoado às escuras)'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-9131383158198808554</id><published>2008-05-29T01:26:00.002+01:00</published><updated>2008-05-29T02:18:40.867+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>Livre de métrica, uma vez mais,&lt;br /&gt;Porque me azedam as regras amargas,&lt;br /&gt;Não é em palavras doces que procuro alento,&lt;br /&gt;Mas no ritmo desorganizado dos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma anarquia própria de quem não se importa&lt;br /&gt;Com os olhares alheios de quem não entende&lt;br /&gt;De que material são feitos os estados de alma,&lt;br /&gt;Rio-me do medo imbecil&lt;br /&gt;Que toma conta do meu cadáver.&lt;br /&gt;Sim. Porque enquanto não vivo&lt;br /&gt;É nisso que ele se torna.&lt;br /&gt;Carcaça vazia sem vida,&lt;br /&gt;Madeira comida pelo bicho que o faz…&lt;br /&gt;Mas dizia, rio-me do medo imbecil.&lt;br /&gt;Desprezo o medo que não tem razão de ser.&lt;br /&gt;“Bate-me à porta”, peço baixinho.&lt;br /&gt;“Bate-me à porta”, quase que imploro,&lt;br /&gt;Porque não sei abrir se não baterem primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso gritar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto há-de ir o medo imbecil…&lt;br /&gt;E talvez dê espaço ao alento&lt;br /&gt;Que não consegui experimentar,&lt;br /&gt;Mesmo organizando os pensamentos em palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E como largar o grito?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-9131383158198808554?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/9131383158198808554/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=9131383158198808554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9131383158198808554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9131383158198808554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/silncio.html' title='Silêncio'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6346761931023387649</id><published>2008-05-28T23:43:00.000+01:00</published><updated>2008-05-29T01:24:30.870+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Borboletas na barriga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esvoaça com a leveza de uma pena deixada ao sabor do vento, volteando sem rumo com a elegância de uma bailarina. De mil cores está vestida, pintada pela mesma aguarela que pintou o arco-íris. Cores quentes de Primavera (que começa a cheirar a Verão) misturam-se com os tons de gelo e menta fresca, que provocam arrepio na espinha. A ela junta-se outra e outra ainda! E voam desencontradas… Batem asas confusas e soltam pós brilhantes. Maldita cocaína! Veneno que percorre os caminhos que levam até à alma… Espalha-se pelas curvas do corpo a partir de um Sul que não sei distinguir e adocica tudo por onde passa, deixando um rasto de gotas de mel. Alheias ao alvoroço de que são culpadas, dançam a dança dos estados de alma, esses pedaços de névoa que pairam instáveis no coração. Beleza rara, armadilha mortífera. Enganam com a doçura que mascara a intenção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6346761931023387649?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6346761931023387649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6346761931023387649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6346761931023387649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6346761931023387649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/borboletas-na-barriga.html' title='Borboletas na barriga'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3726893264721991100</id><published>2008-05-20T15:22:00.008+01:00</published><updated>2008-05-23T21:18:00.012+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obrigada'/><title type='text'>Obrigada...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;...a todos aqueles que passam por mim no corredor e dizem gostar de um texto meu. Aos que me enviaram uma sms só para informar que passam no Quase de Manhã com frequência. Aos que o disseram no Hi5 ou no msn. E também a um ou outro comentário mais surpreendente, de pessoas que não estava minimamente à espera. Ah, e é claro, aos que comentam com regularidade. ^^&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mentiria se dissesse que é por vocês que escrevo. Não é. Porque, para mim, escrever é como matar a sede. A minha sede de compreensão das coisas. As palavras são o meio que utilizo para pensar no que me rodeia. E, às vezes, para não pensar... Mas, como estava a dizer, apesar de não escrever por vocês, sem dúvida que é PARA vocês. O que seria de quem escreve se não tivesse alguém que quisesse ler? Fico mesmo muito contente com o feedback que vou recebendo e isso dá-me força para continuar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cada palavrinha que me oferecem é como rebuçado de morango a desfazer-se na língua!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3726893264721991100?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3726893264721991100/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3726893264721991100' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3726893264721991100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3726893264721991100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/obrigada.html' title='Obrigada...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6883147644828220735</id><published>2008-05-18T17:53:00.003+01:00</published><updated>2008-05-20T15:43:06.955+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Vasculhar gavetas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre gostei de vasculhar gavetas, de grandes armários ou de mesinhas pequenas. Se a minha curiosidade achar que vale a pena, tudo farei para abrir a gaveta.&lt;br /&gt;As trancadas com a chave do enigma são as minhas favoritas. Passo por elas e finjo desinteresse, deixando os olhos fixos num ponto que não o merece. Rondo em silêncio, faço planos complexos… Tudo pensado ao pormenor! Experimento uns truques; passo-lhe cera, tento a fechadura… E se nada resulta, volto ao ponto de partida.&lt;br /&gt;Enquanto mais trancada ela insiste em estar, maior o desejo de procurar… Desvendar segredos, encontrar respostas... Deparar-me com surpresas e montar quebra-cabeças.&lt;br /&gt;Envolve-me o obscuro, encanta-me o desconhecido… O fruto proibido é o mais apetecido!&lt;br /&gt;A curiosidade mata, já dizia o provérbio. Mas gato que é gato, não perde um mistério!&lt;br /&gt;Porém, há um momento em que vasculhar gavetas deixa de ser diversão. &lt;strong&gt;O que fazer, afinal, quando ao abrirmos as ditas, descobrimos que tanto interesse era só imaginação?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6883147644828220735?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6883147644828220735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6883147644828220735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6883147644828220735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6883147644828220735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/vasculhar-gavetas.html' title='Vasculhar gavetas'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4668206345370603915</id><published>2008-05-09T20:42:00.000+01:00</published><updated>2008-05-09T21:50:31.753+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><title type='text'>Under my umbrella..parte II (e ultima)</title><content type='html'>Agora tenho a certeza de que há já muito tempo que dispenso a tal de "umbrella" (ella, ella)....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de andar à chuva ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4668206345370603915?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4668206345370603915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4668206345370603915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4668206345370603915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4668206345370603915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/under-my-umbrellaparte-ii-e-ultima.html' title='Under my umbrella..parte II (e ultima)'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3436890102148871459</id><published>2008-05-07T21:13:00.005+01:00</published><updated>2008-05-07T22:14:18.249+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>O que a quantidade acumulada de trabalhos faz...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho o texto de TEP sobre o aborto, tenho a comparaçao de jornais de LGJ, tenho o trabalho de AE... E logo depois os exames e frequências!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;e estou infeliz pq n sei o q penso sbre o aborto... dps de ler ttos argumentos... :S&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;lol&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;nukas diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ah! se td fosse isso&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;nukas diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;so tens de aprensentar argumenttos&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;yah..isso eu tenho&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;depois tmb queri ter um cabelo mais cmprido&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;q me chegasse ate meio das costas&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por outro lado queria uma franja&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;olho po espelho e quero uma franja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ms tenho caracois...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;tnh um csamnto sab&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;e queria esticar o cabelo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ms sei q fico pessima&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;pq n tenho uma franja&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;nukas diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;podes ter uma juba que é tao giro&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;as jubas sao giras&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ms no verao gsto mais&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;pq as jubas cmbinam c alcinhas e vestidos e sandalias&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;vou por uma juba e um top e umas calças justinhas no rabo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;e umas sandalias&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;vou tar dscntraida e hiperactiva&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;quem n gostar n gstou!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ms vai ser impossivel n gstar ^^&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;vou tar no auge da cnfiança&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;e isso é estranho&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;mas bom&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;é cm comer um chupa chupa&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;a maioria acha estranho eu adorar chupa chupas e come-los em tdo o lado&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Irina diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;mas é bom&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-_-'&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Obrigada à Ana, que é uma querida e aturou esta conversa com pouco nexo sem me chamar de maluca... Mas deve ter pensado!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3436890102148871459?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3436890102148871459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3436890102148871459' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3436890102148871459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3436890102148871459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/o-que-quantidade-acumulada-de-trabalhos.html' title='O que a quantidade acumulada de trabalhos faz...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3708567164427738369</id><published>2008-05-07T01:39:00.002+01:00</published><updated>2008-05-07T01:42:36.212+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>O Mundo caiu</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Era uma vez um menino cheio de sonhos. O maior deles todos era agarrar uma estrela. Mas não era uma qualquer! Até nem era a que brilhava mais, muito menos a que parecia ser maior, não. Era uma estrela como muitas outras. Mas era a que tinha escolhido.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Um dia o menino resolveu tentar. Foi buscar um banco e esticou-se, mas não resultou. Foi buscar um escadote muito grande e subiu, mas não resultou. Pediu ao pai para construir uma escada, mas ele disse que ia demorar um tempo que o menino não tinha… não resultou!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Foi então que, quase sem esperança, o menino resolveu saltar. Concentrou todas as suas forças, contou até três e fê-lo.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PUM&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Saiu tudo errado. Quando os pés do menino tocaram no chão, depois de ter saltado, a Terra afundou-se mais um pouco no Espaço e a Estrela ficou ainda mais longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3708567164427738369?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3708567164427738369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3708567164427738369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3708567164427738369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3708567164427738369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/1111-era-uma-vez-um-menino-cheio-de.html' title='O Mundo caiu'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-9058849569292967462</id><published>2008-05-07T01:24:00.003+01:00</published><updated>2008-05-07T01:32:26.492+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Fazer História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Virei a página e deparei-me com uma folha vazia. Voltei atrás. Sim, era uma folha com letras. Voltei a virar a página. Uma folha vazia. Suspirei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Não me contes o fim”, foi sempre a política que nunca consegui seguir. Curiosidade e ansiedade misturam-se e são aliadas perfeitas. Formam um cocktail explosivo que me embriaga e que me leva a querer espreitar a última página. Mas isso… É só nos livros! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como não dava para saltar para o fim, mais valia aproveitar a folha em branco e escrever à minha maneira.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-9058849569292967462?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/9058849569292967462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=9058849569292967462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9058849569292967462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9058849569292967462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/fazer-histria.html' title='Fazer História'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5634392223528375024</id><published>2008-05-06T17:27:00.002+01:00</published><updated>2008-05-06T17:34:03.277+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Mudança de planos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Vestida de vermelho “vou-te matar” e com os olhos cravados nele como um lince, desceu a escadaria de mármore e passou como um furacão.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- Vamos embora! – Disse ela, secamente.&lt;br /&gt;Ele limitou-se a segui-la até ao carro, preferindo manter o silêncio. Arrancou e, passados uns minutos, arriscou perguntar:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- Onde vamos?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- À loja de conveniência – respondeu, enquanto libertava os longos cabelos escuros do coque apertado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Estacionaram e ela seguiu sem olhar para trás para a zona dos frios, os sapatos de salto altíssimo pendurados um em cada mão. Ele não aguentou:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- Chateaste-me até à morte para me vestir como um pinguim para ir àquela festa, amuaste quando te sugeri que soltasses o cabelo, discutiste comigo porque confessei que estava a ser uma seca e, de repente, saímos de lá sem nenhuma explicação e vimos parar a uma loja de bomba de gasolina! O que é que tu queres, afinal?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Ela dirigiu-lhe um olhar que oscilava entre o meigo e o guloso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;-Gelado! – exclamou, exibindo a caixa em tons de chocolate que tinha na mão. E, ao ver a expressão incrédula dele, acrescentou:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- Os saltos estavam a matar-me. Além do mais, ficas incrivelmente sexy nesse fato.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Ele sorriu, rendido&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- OK, mas levamos o de doce de leite!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;- Como quiseres – concordou ela – Esta noite, tu decides!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5634392223528375024?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5634392223528375024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5634392223528375024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5634392223528375024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5634392223528375024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/mudana-de-planos.html' title='Mudança de planos'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7359298661399788191</id><published>2008-05-05T23:21:00.000+01:00</published><updated>2008-05-05T23:23:32.538+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenuidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Encontrei pedaços de luz guardados nos cantos mais recônditos. Guardei-os entre as minhas mãos, tentando em vão protegê-los da escuridão do mundo. Mas eles escapavam-se. Raios de luz escapavam-se por entre os dedos, ansiosos por desvendar segredos ocultos em caminhos escuros como o breu. Descobri, depois de muito lutar para os manter bem seguros, que não podiam ficar só para mim. Abri as mãos de uma só vez e os meus olhos cegaram. Acabei por me perder num caminho cheio de luz, completamente inebriada. Não sei por quanto tempo deambulei sem ver o que me rodeava. Um dia apagaram a luz de repente. E eu passei a ver com clareza. Às escuras os pensamentos ficam mais leves e voam! E um dia voamos também, para longe, mas para perto. E foi assim que, dando voltas por aí, voltei a encontrar a luz por aqui. Aos poucos vi nascer pedaços de luz e a guardei-os entre as mãos. Quando chegar a altura de os dar, vou abrir frechas aos poucos. O suficiente para iluminar um olhar. Estes pedacinhos de luz, encontrei-os cá dentro. E há quem os veja brilhar nos meus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7359298661399788191?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7359298661399788191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7359298661399788191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7359298661399788191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7359298661399788191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/alma.html' title='Alma'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5612559480586367182</id><published>2008-05-04T20:45:00.004+01:00</published><updated>2008-05-04T21:18:48.976+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenuidades'/><title type='text'>Ri-te!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O anúncio está giro e tal e eu até gosto de frize limão com muito gelo... Mas, sobretudo, acredito que &lt;strong&gt;rir é o melhor remédio&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/83lMwpBKZK8&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/83lMwpBKZK8&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(principalmente quando estamos a tentar escrever uma reportagem sobre feiras que vale 50% da nota)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5612559480586367182?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5612559480586367182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5612559480586367182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5612559480586367182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5612559480586367182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/05/ri-te.html' title='Ri-te!'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1273442466307248324</id><published>2008-04-30T13:02:00.004+01:00</published><updated>2008-04-30T13:11:00.920+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='País'/><title type='text'>Vamos ao Circo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;Risos de escárnio, aplausos entusiastas, exclamações mil… E o meu olhar confuso! A segundos de entrar no parlamento estou à espera de ouvir fragmentos de um discurso repleto de ideias bem encadeadas, entoado numa voz imponente e, à volta, um silêncio respeitador, revelador da atenção que todos dispensam ao orador. Mas não. Por momentos esqueço-me de que estou prestes a ver de perto aqueles que exercem o poder legislativo no nosso país e sinto uma descontracção súbita, própria de quem vai assistir a… Um espectáculo?! Esta sensação repentina apanha-me de surpresa. Sacudo para longe as recordações do ruído do circo, assumo a postura solene que acredito ser a mais adequada e entro.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;A discussão já é acesa. A figura que reconheço como a de Santana Lopes destaca-se na bancada dos social-democratas e dirige ao Primeiro-ministro o mesmo olhar superior que um trapezista dirige à plateia cá em baixo. "Sabe porque é que fala cada vez mais do passado? É porque cada vez menos tem futuro. Eu estou de regresso, o senhor está de partida", diz o líder do PSD num frente-a-frente com José Sócrates, que eu adivinho ter começado bem antes de me ter sentado. Ainda se ouvem aplausos e protestos quando Paulo Portas toma a palavra, perguntando sobre o pagamento das portagens da travessia sobre o Tejo durante o mês de Agosto. “O debate é sobre energia e o Senhor Deputado não tem nada para dizer sobre energia!”, evidencia Sócrates, com ferocidade. “Ainda bem que ficou incomodado com a pergunta!”, troça o líder da bancada do CDS-PP. Mas o Primeiro-ministro, qual domador de leões, não se deixa ficar! “Estão ambos de regresso!” afirma relativamente a Paulo Portas e a Santana Lopes. “E os portugueses perguntam-se: porque voltam?”, alfineta, atingindo com maestria o ponto fraco dos opositores: um passado trapalhão, carregado de derrotas. Mais aplausos, mais ahs e ohs indignados! E uma exibição brilhante por parte dos contorcionistas da bancada do CDS-PP! Braços no ar, mãos na cabeça, gestos bruscos com os punhos…Um sem fim de manifestações extraordinárias, relevadoras da boa forma física dos ginastas. Têm tanta energia que nem param quietos, entrando e saindo da arena num vai-vem desvairado. “Sim, energia”, penso, franzindo a testa numa expressão baralhada. “Eu estou num debate sobre energia, não há aqui nenhuma arena!” Pisco os olhos repetidamente e volto a focar a minha atenção no que se passa lá em baixo. É o parlamento, sem dúvida! No circo não se lê o jornal… Nem se atende o telemó… Espera lá, aquilo é um deputado a navegar na internet?! Prefiro ignorar. Jerónimo de Sousa é quem fala agora e, surpresa! Não é que é sobre combustível? Finalmente, energia positiva! O secretário-geral comunista defende “a intervenção” do Governo para fazer baixar os preços nas gasolineiras, até porque o “barril do petróleo aumentou 1,5 por cento e o preço da gasolina sobe muito mais". Mas com a habilidade de um ilusionista, Sócrates rejeita, dizendo que uma resolução dessas seria feita à custa dos contribuintes. Chega a vez de Francisco Louçã, que diz existir em Portugal quem utilize a política como trampolim para carreiras privadas. E Sócrates passa de domador para o próprio leão. "Esse seu tique de superioridade moral é insuportável. Não aceitamos que o senhor deputado se queira transformar numa espécie de patriarcado moral da política portuguesa”, brame, visivelmente irritado, acusando ainda o líder do Bloco de Esquerda de comportamento de “fariseu”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;É o fim do debate e todos se levantam enquanto o Presidente da Assembleia ainda fala (coisa que a minha professora da primária sempre reprovou, ai do menino ou menina que cometesse tal insolência). As conclusões sobre o tema são poucas, apenas uma ou outra promessa do Governo de aprovar os planos para redução de consumo de energia. Deixo-me ficar sentada enquanto os lugares à minha volta se esvaziam, ainda atordoada por tudo o que presenciara. Como chegariam a alguma resolução se a metade dos deputados que comparecera gastara o tempo em ataques gratuitos à oposição? É naquele grupo de pessoas a quem confiamos o futuro do país? Suspirei. Realmente, no circo que é a política em Portugal, quem faz o papel de palhaços somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1273442466307248324?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1273442466307248324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1273442466307248324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1273442466307248324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1273442466307248324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/vamos-ao-circo.html' title='Vamos ao Circo?'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5881531975656426702</id><published>2008-04-18T23:35:00.003+01:00</published><updated>2008-04-18T23:44:48.505+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Sorrisos mil</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Sabes… Os meus sorrisos têm muitas razões.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Eu sorrio timidamente quando não sei o que dizer. Acho que é uma forma simpática de dizer “Passo-te a bola porque daqui não consigo marcar golo”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Dou um sorriso cínico se aquela figura emproada passa por mim, com os seus ares de vedeta. As palavras desagradáveis mascaram-se no canto da boca, formando aquele meio sorriso de quem cala mas não consente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Sorrio abertamente se me cruzo casualmente com outro sorriso no corredor. Este é sempre acompanhado daquele piscar de olho que, se me fosse dirigido, eu diria ser cheio de charme.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Dou o conhecido sorriso de Mona Lisa quando guardo um segredo. Mas é um segredo tão secreto que poucos são aqueles que distinguem o esgar tão subtil, confundindo-o com um outro qualquer.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Sorrio com os olhos tristes se não quero que percebam a ansiedade de que sou escrava. Às vezes resulta, outras nem por isso… Depende da pessoa a quem o dirijo!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Sou capaz de sorrisos misteriosos, com um &lt;em&gt;je ne sais quoi&lt;/em&gt; de sedutor. Mas tenho de estar tão segura de mim, tão cheia de brilho e de poder… Se bem que o nível de álcool no sangue também dá um empurrãozinho jeitoso!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;E há o sorriso que se derrete como chocolate na língua. Aquele que acelera a pulsação e enrubesce as maçãs do rosto.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Mas o melhor deles todos é aquele que ilumina o meu olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5881531975656426702?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5881531975656426702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5881531975656426702' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5881531975656426702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5881531975656426702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/sorrisos-mil.html' title='Sorrisos mil'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-137240966025580126</id><published>2008-04-18T16:41:00.003+01:00</published><updated>2008-04-18T17:04:42.526+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Brilho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;- Olha, olha! Está a &lt;strong&gt;brilhar&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;-Oh… Deixa lá… Já passou.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Não deixes passar… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Deixa que veja antes que te passe. Deixa que veja antes que lhe passe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-137240966025580126?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/137240966025580126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=137240966025580126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/137240966025580126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/137240966025580126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/brilho.html' title='Brilho'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2682751036333094290</id><published>2008-04-18T00:12:00.005+01:00</published><updated>2008-04-18T13:06:24.786+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Não vou por aí</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Não me digas o que tenho de fazer. Já não consigo, já não sou capaz de ouvir a tua voz irritante a falar-me ao ouvido. Insistentemente. Repetidamente. Não me digas para onde tenho de ir, porque eu não suporto! Tento fazer com que te cales, mas não cedes… Pára… Não fales mais… Não esta noite, não hoje… Porque eu não consigo…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Basta!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Quase me levavas ao desespero. Mas não.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;A minha figura miúda, o sorriso que nunca morre (olha, morreu…), os olhos brilhantes de sonhos… Sim, eu sei que para ser o espelho vivo da ingenuidade só me falta o ar de doce saloia. Adivinha, explodi! E tu já fazes parte dos estilhaços, maldita voz que insiste em dizer-me “Vai por ali”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cântico negro&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Estendendo-me os braços, e seguros&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;De que seria bom que eu os ouvisse&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Quando me dizem: "vem por aqui!"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Eu olho-os com olhos lassos,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E cruzo os braços,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E nunca vou por ali...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A minha glória é esta:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Criar desumanidades!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Não acompanhar ninguém.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que eu vivo com o mesmo sem-vontade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Com que rasguei o ventre à minha mãe&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Não, não vou por aí! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Só vou por onde&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Me levam meus próprios passos...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Se ao que busco saber nenhum de vós responde&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por que me repetis: "vem por aqui!"?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Prefiro escorregar nos becos lamacentos,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Redemoinhar aos ventos,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como farrapos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;arrastar os pés sangrentos,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A ir por aí...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Se vim ao mundo, foi&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Só para desflorar florestas virgens,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O mais que faço não vale nada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como, pois, sereis vós&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para eu derrubar os meus obstáculos?...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E vós amais o que é fácil!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Eu amo o Longe e a Miragem,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Amo os abismos, as torrentes, os desertos...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ide! Tendes estradas,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tendes jardins, tendes canteiros,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tendes pátria, tendes tectos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu tenho a minha Loucura!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas eu, que nunca principio nem acabo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ninguém me peça definições!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ninguém me diga: "vem por aqui"!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A minha vida é um vendaval que se soltou,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É uma onda que se alevantou,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É um átomo a mais que se animou...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sei por onde vou,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sei para onde vou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sei que não vou por aí!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;José Régio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2682751036333094290?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2682751036333094290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2682751036333094290' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2682751036333094290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2682751036333094290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/no-vou-por.html' title='Não vou por aí'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5351633514264342161</id><published>2008-04-17T23:57:00.007+01:00</published><updated>2008-04-18T12:43:10.341+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><title type='text'>Lack of sugar, my dear...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Sem paciência para história ou mesmo para outra coisa qualquer, dei meia volta na cama, estiquei as pernas preguiçosamente e deixei-me ficar, embalada pela canção da chuva. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Mas não foi por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Hoje queimei qualquer vestígio de neurónios saudáveis na tentativa de encontrar algum sentido nas fórmulas de letras mil que desfilavam umas atrás das outras no enorme quadro branco. Análise económica faz-me olhar insistentemente lá para fora, para as escadas do infinito, com um olhar cheio de esperança de pôr fim à falta dela.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Amaldiçoei a hora infeliz em que calcei os sapatinhos pretos. Chuva. Muita chuva. E lama. E os meus sapatinhos pretos, uma mistura entre sapatilhas de bailarina e &lt;em&gt;stilettos&lt;/em&gt; de cristal!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Tarde passada de um lado para o outro, a cumprimentar amigos aqui e ali. Acho que me fui deixando levar pelas mensagens na caixa de entrada… Bem melhor do que ficar rendida à desorganização das hormonas na corrente sanguínea! Tentativa inútil… Apesar da demora para chegar a casa (com os pés húmidos), enterrei-me finalmente no sofá. Um mergulho na penumbra e dentadas repetidas no chocolate de avelãs. E no bolo brigadeiro. E as colheres de sopa de gelado de morango. Ah, e as pipocas! As pipocas caramelizadas que estavam guardadas para o &lt;em&gt;suspense&lt;/em&gt; à minha espera, no topo da torre dos DVD’s. Tudo isto em… duas horas?! Aii… Dores de barriga! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;Pelo menos deu para pensar numa coisa: &lt;strong&gt;entupimo-nos em açúcar na tentativa de adoçar a vida…&lt;/strong&gt; Oh pá! Merda pr’á serotonina!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5351633514264342161?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5351633514264342161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5351633514264342161' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5351633514264342161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5351633514264342161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/lack-of-sugar-my-dear.html' title='Lack of sugar, my dear...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8510671853233591249</id><published>2008-04-12T03:44:00.002+01:00</published><updated>2008-04-12T03:47:14.904+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Alguém disse que...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Não há nada tão equitativamente distribuído no &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mundo como a inteligência: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;todos estão convencidos de que têm o suficiente."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;René Descartes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8510671853233591249?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8510671853233591249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8510671853233591249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8510671853233591249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8510671853233591249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/algum-disse-que.html' title='Alguém disse que...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3284754030625449592</id><published>2008-04-12T01:50:00.001+01:00</published><updated>2008-04-12T01:52:38.211+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Deixei cair o guardanapo numa espécie de acidente intencional. Inclinei-me lentamente em direcção ao chão e o meu olhar ficou dissimulado por uma madeixa cor de chocolate. Os meus dedos demoraram-se mais do que seria de esperar, tacteando o mármore frio, roçando ao de leve no pedaço de linho que há instantes se encontrava no meu colo. O olhar, esse fitava firmemente os lábios cor de rebuçado que brincavam na borda de um copo alto. Coloquei o guardanapo, dobrado, em cima da toalha escarlate e sacudi o cabelo para trás num gesto controlado. Voltei a seguir-lhe os movimentos. Cabelo escuro e um sorriso maroto que lhe dava brilho ao olhar. E naquele preciso instante, sem aviso prévio ou declaração de intenção, pousou os olhos brincalhões em mim e fitou-me descaradamente. Tirei apressadamente uma nota da carteira e entreguei-a a um empregado que passava.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Fique com o troco.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Fui em direcção à porta sem olhar para trás. Porém, ao passar junto ao vidro, tive a tentação de parar, sob o pretexto de procurar os óculos de Sol, perdidos na mala XXL. Lá estava ele. Os lábios tão encarnados e gretados pela dureza do Inverno. O cabelo escorrido, muito dele espalhado sobre os ombros, anunciando a queda precoce. Cabelo tão escuro e que contrastava desinteressantemente com a pele pálida e sem vida, demasiado branca. Nos olhos, um desses brilhos raros que só se vê nas aves de rapina quando arrancam a pique num voo mortal. Na mão esquerda brilhava uma aliança dourada. A outra acariciava lascivamente a coxa demasiado exposta da mulher à sua frente… que não tinha qualquer aliança.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Realmente, depois de tantos anos, ele não tinha mudado nada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3284754030625449592?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3284754030625449592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3284754030625449592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3284754030625449592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3284754030625449592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/11111-deixei-cair-o-guardanapo-numa.html' title=''/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1196608527410193915</id><published>2008-04-09T13:15:00.000+01:00</published><updated>2008-04-09T13:16:45.456+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Parada no semáforo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Está certo que vagueava sem destino aparente, embalada por uma melodia suave que parecia pretender ensinar-me uma boa forma de falar das coisas. Pelo menos foi assim que interpretei as palavras quase sussurradas. Mas, como dizia, é verdade que não conhecia o caminho e que me limitava a seguir na direcção da luz dourada que pensava pertencer ao Sol. Também é verdade que os óculos escuros tinham ficado esquecidos em algum lugar e que, indo eu no rasto da luz, ficava muitas vezes com uma espécie de cegueira temporária, dessas que só duram enquanto insistimos em não desviar o rosto um pouco mais para lá. Sim, estava apenas a caminhar, completamente desamarrada de qualquer nó que em tempos fora dado. Está certo que era de uma imprudência própria de quem cala a voz da consciência... Mas pelo menos estava a ir a algum lado! Nada podia conter a minha irritação, quando vi aquele sinal mudar. Primeiro amarelo. Depois, vermelho. Suspirei como que a esvaziar-me do sentimento de impotência. O relógio não pára. E eu ali, parada. O verde-esperança parecia-me muito mais agradável naquele momento! Com um olhar de touro furioso, fitei aquele que me negava a chegada ao horizonte que vislumbrava. E quando já me preparava para arrancar outra vez, assim que o verde luminoso voltasse a surgir, fui surpreendida com um indeciso amarelo! Um amarelo intermitente. Tinha avariado… Só queria um “sim” ou um “não”, mas estava parada no “se...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1196608527410193915?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1196608527410193915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1196608527410193915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1196608527410193915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1196608527410193915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/parada-no-semforo.html' title='Parada no semáforo'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2259437055940297950</id><published>2008-04-03T00:49:00.003+01:00</published><updated>2008-04-03T01:29:43.016+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu que pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Alguém disse que...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"Existem dois elementos essenciais numa relação:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;uma boa amizade e um erotismo inabalável."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ingmar Bergman&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2259437055940297950?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2259437055940297950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2259437055940297950' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2259437055940297950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2259437055940297950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/algum-disse.html' title='Alguém disse que...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-3277749962102368843</id><published>2008-04-01T22:01:00.002+01:00</published><updated>2008-04-01T22:05:44.317+01:00</updated><title type='text'>(Re)viver</title><content type='html'>Corrói-me a vontade.&lt;br /&gt;Corrói-me o desejo.&lt;br /&gt;Ai, as doces valsas coroadas com um beijo!&lt;br /&gt;Marcas de um tempo que deixou saudade?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Às vezes visito lugares escuros,&lt;br /&gt;Morada de um sonho abandonado,&lt;br /&gt;Infeliz, que foi enganado&lt;br /&gt;Enquanto lhe fitavam os olhos puros!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Olhos de quem acredita,&lt;br /&gt;Que se iluminam ao som da valsa)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Amores-perfeitos pintavam cores no chão,&lt;br /&gt;Abrindo caminho entre as pedras cortantes.&lt;br /&gt;A vida escorria, com movimentos errantes,&lt;br /&gt;Na forma de água que se espalha em vão.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Se para uns recordar é viver,&lt;br /&gt;Para mim é morrer aos poucos)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre que volto àquele lugar&lt;br /&gt;Pico-me nas ervas espinhosas&lt;br /&gt;Onde antes só via as rosas&lt;br /&gt;De perfume que envenenava o ar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(E nem gosto de rosas…&lt;br /&gt;Ainda bem que morri naquele dia!)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje livro-me das rimas!&lt;br /&gt;Não gosto das linhas rectas&lt;br /&gt;Nem de notas de música sempre iguais.&lt;br /&gt;Irrita-me a regra da métrica,&lt;br /&gt;A vida não se mede em sílabas!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se chove, deixa chover!&lt;br /&gt;O Sol por vezes mascara&lt;br /&gt;As intenções da hipocrisia…&lt;br /&gt;Que a água escorra em mim,&lt;br /&gt;Que lave a alma!&lt;br /&gt;Que me invada sem cerimónia,&lt;br /&gt;Que me arraste para o fundo&lt;br /&gt;E me impeça de respirar,&lt;br /&gt;Apenas por um instante!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Suspiro vão)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais suspiros!&lt;br /&gt;Quero beber o ar&lt;br /&gt;Num gole sôfrego e despropositado!&lt;br /&gt;Um exagero, talvez…&lt;br /&gt;Mas quero submeter-me à loucura&lt;br /&gt;E vestir-me de Ousadia.&lt;br /&gt;Ou Audácia! Ou Valentia! Ou Coragem!&lt;br /&gt;Não me importa a que nome responde&lt;br /&gt;Desde que empreste brilho ao meu olhar.&lt;br /&gt;Comigo já carrego os tons quentes do Verão&lt;br /&gt;E queima cá dentro&lt;br /&gt;O desejo de queimar lá fora.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(E sorrio&lt;br /&gt;Porque ainda quero dançar ao som da valsa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-3277749962102368843?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/3277749962102368843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=3277749962102368843' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3277749962102368843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/3277749962102368843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/reviver.html' title='(Re)viver'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8144524286200538656</id><published>2008-04-01T21:53:00.003+01:00</published><updated>2008-04-01T22:00:27.652+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenuidades'/><title type='text'>Dia das Mentiras</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A partir de hoje fecho os olhos e &lt;strong&gt;desisto&lt;/strong&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; Não vou lutar mais pelas causas que apelido de &lt;em&gt;impossíveis&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8144524286200538656?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8144524286200538656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8144524286200538656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8144524286200538656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8144524286200538656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/04/dia-das-mentiras.html' title='Dia das Mentiras'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8236829750482978830</id><published>2008-03-26T03:19:00.006Z</published><updated>2008-12-14T15:38:28.164Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração vs Razão'/><title type='text'>Cá dentro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;- Psiu! – Um murmúrio muito ténue quebrou o silêncio. - Psiuuu!!!&lt;br /&gt;-Cala-te, pá! A intrometeres-te outra vez?&lt;br /&gt;- Estás a ouvir? – Perguntou a voz que murmurava, ignorando as palavras ríspidas.&lt;br /&gt;- Não, não está! Cala-te, mas é, enquanto é tempo!&lt;br /&gt;-Eu sei que estás a ouvir…&lt;br /&gt;- Pára lá com isso! Raios te partam, nunca percebo o que pretendes!&lt;br /&gt;- Eu sei que ela me está ouvir – Respondeu, prestando finalmente atenção ao tom reprovador que lhe era dirigido. – E tu também sabes… Por isso é que estás tão nervosa!&lt;br /&gt;- Claro que estou nervosa – ripostou exaltada – Sempre que apareces há confusão! Vens cheio de falinhas mansas, com esse arzinho de quem não parte um prato… E depois, pimba!&lt;br /&gt;- Pimba o quê?&lt;br /&gt;-Ora, “pimba o quê?”… Desastre! Sempre que dizes alguma coisa dá em desastre!&lt;br /&gt;-Oh… Já cá faltava! – Suspirou. A voz sempre muito controlada. – Se há desastre é porque na devida altura não fazes o teu trabalho.&lt;br /&gt;- O quê? Como te atreves? Agora a culpa é minha? Não sou sempre eu quem a tenta impedir de fazer as asneiras? Sim… Porque eu tento! Depois apareces tu, nesse compasso ritmado de sempre, e sussurras-lhe palavrinhas doces ao ouvido: “ Percorre o teu sonho, bombom!” ou “Só assim vais ser feliz, doçura” ou…&lt;br /&gt;- Está bem, está bem! Mas tens de concordar comigo. Se eu não fizesse nada, ela nunca arriscava!&lt;br /&gt;-“…em frente, pudinzinho!” Bla, bla, bla! O que mais me espanta é que ela ainda acredita!&lt;br /&gt;- Isso não sou eu! – Disse indignado. – É a esperança!&lt;br /&gt;- Pois! E quem lhe dá a esperança, meu anormal?&lt;br /&gt;- Olha, olha… Para quem é suposto saber manter o controlo das situações estás a ficar muito nervosinha!&lt;br /&gt;- Estás certo. – Concordou. – Para histerismos estás cá tu… Vá lá, vamos chegar a um acordo. Para o bem dela. O que é que tu queres?&lt;br /&gt;- Eu? Eu não quero nada! Só pretendo dar-lhe o que ELA quer.&lt;br /&gt;- Arre, que és teimoso! E se depois a coisa dá para o torto, hein? Fica a miúda num estado inconsolável e sou eu quem vai lá pôr paninhos quentes!&lt;br /&gt;- E ela não tem direito a tentar ser feliz? Se não tentar nunca lá chega! Tem de seguir o que lhe vai no peito, com fé!&lt;br /&gt;- Tem de te seguir, queres tu dizer! És mesmo egoísta. Só pensas no teu bem-estar!&lt;br /&gt;- Não me venhas com lições de moral!&lt;br /&gt;-É essa a minha função, criatura!&lt;br /&gt;-Ai, não me convences! Quem não arrisca, não petisca!&lt;br /&gt;- Não podes! Controla-te e não digas nada desta vez! Ela acredita tanto…!&lt;br /&gt;- E faz muito bem!&lt;br /&gt;-Não podes! Ponto final!&lt;br /&gt;-Ai não posso? – Respondeu desafiador. – Meu anjo? Minha ternurinha? – Falou em tom ameno.&lt;br /&gt;- O que estás a fazer? Tu pensa! Tu pensa!&lt;br /&gt;- Eu só sinto, não penso! – E continuou. – Oh, meu rebuçadinho de morango, confia, amor! Acredita e vais ser feliz!&lt;br /&gt;- Não ouças! – Berrou, entrando no esquema. – Olha que te vais dar mal!&lt;br /&gt;- Oh meu brownie cheio de chantilly! Tu sabes que só perseguindo os sonhos é que podes ser feliz!&lt;br /&gt;-Olha as consequências! As consequências! As lágrimas, os olhos inchados! Tu não gostas de olhos inchados, pois não? Já pensaste nos quilos de maquilhagem, depois? Vais ficar com um ar tão artificial!&lt;br /&gt;- Ouve com atenção, querida. Hoje é o dia, Hoje podes. Hoje tens o direito. Se não fores em frente, vais ficar a pensar eternamente no que poderia ter acontecido!&lt;br /&gt;- Os teus amigos é que sofrem depois, a ouvir-te!&lt;br /&gt;- Se eles são teus amigos, vão lá estar se as coisas não correrem como desejas. Vão amparar-te a queda!&lt;br /&gt;- Basta! Já viste a confusão que podes vir a criar? Pára! Sabes que há muitas probabilidades de correr mal!&lt;br /&gt;- E se chegares ao céu? Não valerá a pena arriscar?&lt;br /&gt;-Não! Pára! Pára!&lt;br /&gt;- Sim! Sim! Sim!&lt;br /&gt;-Nããããoo!&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Tens de aprender comigo, Razão. Se lhe falares baixinho, junto ao ouvido, é bem mais fácil. Viste como consegui?&lt;br /&gt;Ela olhou para ele, desolada.&lt;br /&gt;- Eu não sou como tu, Coração. Não tenho os teus truques e esquemas… Mas e agora? Ficamos à espera?&lt;br /&gt;- Sim. Se correr mal, já sabes que tens de ser rápida a entrar em acção.&lt;br /&gt;- Pronto... Ganhaste! Tira lá esse sorriso tolo!&lt;br /&gt;-E tu não sejas tão sisuda! Vais ver que acabas por me dar ra...&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Nada... Ia dizer asneira...&lt;br /&gt;-Pois! Foi o que me pareceu!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8236829750482978830?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8236829750482978830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8236829750482978830' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8236829750482978830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8236829750482978830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/c-dentro.html' title='Cá dentro'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8086747994309667116</id><published>2008-03-24T03:41:00.001Z</published><updated>2008-03-24T03:43:53.793Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Necessidade</title><content type='html'>Quero um pedaço de chão.&lt;br /&gt;Há quem anseie por um par de asas.&lt;br /&gt;Eu não.&lt;br /&gt;Eu apenas preciso de chão.&lt;br /&gt;Quero enterrar os pés na terra.&lt;br /&gt;Na lama, se for preciso.&lt;br /&gt;Enterrar-me lentamente,&lt;br /&gt;Sentir-me a afundar…&lt;br /&gt;Os ossos gelados,&lt;br /&gt;A pele macilenta…&lt;br /&gt;O sangue a ferver, a lutar por viver!&lt;br /&gt;A alma vazia,&lt;br /&gt;O grito contido…&lt;br /&gt;Aguentar…&lt;br /&gt;Quero aguentar!&lt;br /&gt;Sentir as amarras a rasgarem-me os pulsos,&lt;br /&gt;Transformar as gotas inúteis em rubis…&lt;br /&gt;E desmaiar!&lt;br /&gt;Morrer para o mundo por um instante…&lt;br /&gt;Cair, desfalecer…&lt;br /&gt;E depois acordar,&lt;br /&gt;Abrir a boca num outro grito mudo,&lt;br /&gt;Procurar o ar que me falta,&lt;br /&gt;E senti-lo&lt;br /&gt;A dilacerar-me por dentro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois sim…&lt;br /&gt;Só depois disso é que me podem devolver as asas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8086747994309667116?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8086747994309667116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8086747994309667116' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8086747994309667116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8086747994309667116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/necessidade.html' title='Necessidade'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-9092612246297425344</id><published>2008-03-24T02:36:00.005Z</published><updated>2008-03-24T03:16:10.368Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Sonhos de menina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R-ccxFGYPlI/AAAAAAAAADs/Azp288LAdzM/s1600-h/falling_star.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181141525821144658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="179" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R-ccxFGYPlI/AAAAAAAAADs/Azp288LAdzM/s320/falling_star.jpg" width="256" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;Deixei o corpo ondular ao sabor da maré e da brisa suave que se fazia sentir. Fechei os olhos e inspirei fundo os cheiros à minha volta enquanto enterrava os pés na areia molhada. As ondas murmuravam uma melodia de conforto e de encorajamento. Era um concerto que só me tinha a mim e à Lua como espectadoras. Ergui o rosto em direcção ao céu e senti as gotas de sal que se vinham misturar nas minhas lágrimas. Os lábios entreabertos como que a implorar por um pouco de ar e, logo em seguida o estremecer do corpo, num sinal de agradecimento. Abri os olhos, muito lentamente e perdi-me na imensidão da noite. De repente, vi uma estrela que caía. E ri-me. Ri-me dos desejos que pedi a estrelas como aquela. Desejos alguns que vira realizados para pouco depois se desvanecerem. Será que teria de acrescentar que era para sempre? Então resolvi não pedir mais nada. Pelo menos poupava nas desilusões! “Não vou pedir nada”, pensei... “Não desta vez!” E voltei a rir. Como é que alguém se consegueria levantar com a ajuda de uma estrela que está a cair?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-9092612246297425344?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/9092612246297425344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=9092612246297425344' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9092612246297425344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/9092612246297425344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/sonhos-de-menina.html' title='Sonhos de menina'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R-ccxFGYPlI/AAAAAAAAADs/Azp288LAdzM/s72-c/falling_star.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5973653714993419053</id><published>2008-03-24T01:34:00.002Z</published><updated>2008-03-24T01:37:20.055Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Leitura de mesa-de-cabeceira para dias de Inverno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;Há quanto tempo o mundo não ouve o som de uma gargalhada tua? Quando foi a última vez em que deixaste que um sorriso iluminasse os teus olhos?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;Já não vives, pois não? Limitas-te a deixar que os dias passem por ti. Escondes-te por trás de uma máscara gelada, impenetrável, fingindo que nada te perturba. Mas essa falta de emoção que os teus gestos transbordam não chega aos teus olhos. Para mim, eles são o espelho da tua alma. E, quando consigo prender o teu olhar no meu, vejo aquilo que queres esconder do mundo, mas que não consegues esconder de mim. Estás frágil. Tão frágil que não queres que os outros vejam quem és. Antes não. Antes a tua presença nunca passava despercebida, era impossível não notar o sorriso tão sincero dos teus lábios. Um sorriso que te chegava aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;Ainda te lembras de como caminhavas? Costas direitas, queixo levantado, peito para fora, passos decididos, olhar dominante... E quando andavas, parecia que os teus pés não tocavam o chão. Deslizavas e havia uma aura de luz que os mais atentos conseguiam notar. Nunca estavas distante. Nunca fitavas o infinito como se não quisesses pertencer ao presente. Sorrias ao som de músicas mergulhadas em nostalgia e mesmo quando choravas havia um brilho que permanecia nos teus olhos. Eras doce, mas nunca permissiva. Eras delicada, mas nunca fraca. Agora escondes a menina que eu sei que ainda existe em ti, tentando passar a imagem de mulher dura e altiva que nada nem ninguém pode derrubar. Mas estás a falhar, minha querida. Os menos atentos até podem, por vezes, ser enganados, mas a maioria consegue sentir a tua insegurança. Ela está em todo o lado. Nos teus lábios quando tremem ao tentares sorrir, na forma como alisas constantemente o cabelo, nos teus braços cruzados sobre o peito e, mais uma vez, no teu olhar. Sim, no olhar que desvias sempre que alguém tenta saber o que te vai na alma.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;E agora estás a chorar. Para que são essas lágrimas, menina? Se for para derreter a máscara de mulher, continua! Continua até conseguires. Não te arrastes mais pelas ruas, com os ombros encolhidos e com os olhos no chão. Não permitas que o que te faz sofrer seja mais forte do que tu. Transforma a frustração que te persegue em coragem para erguer a cabeça. Deixa o tempo voltar atrás e regressa à altura em que as preocupações não existiam. Vais ver que o que não te matou te tornou mais forte e que, em breve, serás uma mulher que nunca se esqueceu de rir como uma menina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5973653714993419053?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5973653714993419053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5973653714993419053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5973653714993419053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5973653714993419053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/leitura-de-mesa-de-cabeceira-para-dias.html' title='Leitura de mesa-de-cabeceira para dias de Inverno'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4200351979743753528</id><published>2008-03-22T18:23:00.005Z</published><updated>2008-03-22T23:36:16.878Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apelo'/><title type='text'>Apelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos amigos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Sei que, às vezes, há quem venha aqui dar um saltinho. Por curiosidade, por gosto... Sabe-se lá porquê! E eu fico contente! A sério que fico. Gosto tanto quando um de voçês me diz "Li o teu blog!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Mas há alturas em que penso que ninguém leu um post. Assaltam-me algumas inseguranças e fico cheia de dúvidas. É por isto que venho pedir a cada um de voçês: digam alguma coisa! Comentem, mandem sms se não gostarem de comentar. Mas deixem-me saber daquilo de que gostam e, sobretudo, daquilo de que não gostam. Quero melhorar. Quero crescer. Quero saber até onde posso ir. Sou um cientista e vocês as minhas cobaias. Preciso de saber os resultados. Preciso de saber se se sentem tocados, aborrecidos, angustiados...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Portanto, ajudem-me, sim? E mais tarde, quando eu já tiver aprendido o suficiente para publicar um livro, prometo que a primeira página vai dizer "&lt;em&gt;A todos os que leram o meu blog e me deram força para continuar&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4200351979743753528?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4200351979743753528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4200351979743753528' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4200351979743753528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4200351979743753528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/apelo.html' title='Apelo'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-6705262772189997625</id><published>2008-03-22T03:31:00.005Z</published><updated>2008-03-22T03:46:13.944Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>À espera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Estava um daqueles dias inesperadamente quentes. O casaco castanho e forrado que trazia vestido nessa manhã já estava como que abandonado, pendendo na cadeira à minha direita. Fechei os olhos por alguns instantes enquanto saboreava os raios de Sol que me lambiam o rosto e inspirei fundo: cheirava-me a café. Pestanejei e vi as chávenas acabadas de chegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Cansada? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Pensei antes de responder à pergunta. Ergui um pouco a cabeça e vi-o a brincar com a colher pequenina, rodopiando-a no ar com movimentos rápidos. Sacudi a cabeça para trás atirando o cabelo para longe da cara.&lt;br /&gt;Olhei-o de esguelha. O cabelo desgrenhado, com ar de quem tinha acabado de acordar. Sabia que tinha demorado no mínimo dez minutos em frente ao espelho só para o deixar assim. As sobrancelhas fortes que acrescentavam ainda mais intensidade ao olhar nunca o deixavam mentir. Deixavam transparecer todas as suas emoções e eu, que já lhe conhecia tão bem os traços, sabia sempre o que estava por trás daquele franzir tão característico. Os lábios, os mesmos que naquele momento estavam mergulhados no café quente, já tinham desenhado os sorrisos mais sinceros da minha vida. Os mais mágicos. Lembrei-me do dia em que me perguntou, com um brilho traquina nos olhos, se queria ir até à praia. &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Estávamos em Fevereiro e era Carnaval. Deixámos os preguiçosos em casa (uns embrulhados em mantas com cheiro a mofo, outros a queimar pipocas no microondas) sem nos esquecermos de prometer que, no regresso, traríamos a grade de cervejas que tanta falta faz a um fim-de-semana entre amigos. As minhas botas quentinhas enterravam-se na areia mas evitavam que ela me chegasse aos pés. Isto permitiu-me rir dos all star dele. Para se vingar atirou-me com água salgada, que me gelou a cara. Acabámos encharcados até à cintura! Quando voltámos, foi sem a cerveja. Ainda por cima molhámos o corredor todo com a corrida desenfreada para ver quem se metia na banheira mais depressa. Ele ganhou, mas deixou-me ir primeiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Nessa noite, já com uma panela de sangria entornada, agarrou-me pela cintura e rodopiou-me no ar. Eu gritei para me largar, mas não consegui segurar o riso. Caímos no sofá (e em cima da perna de alguém), o meu top todo torcido e o cabelo a tapar-me os olhos. Ainda a rir, desafiou-me:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Anda lá fora, está calor aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Fomos para a varanda, onde estavam os viciados de cigarro em punho. De repente, todos tiveram uma vontade dilacerante de ir à cozinha encher o copo. Instalou-se um silêncio constrangedor, coisa que nunca acontecia entre nós. Olhá-lo nos olhos tornou-se complicado e a mão dele, que me tinha conduzido até perto do corrimão, largou a minha abruptamente. Devagar, voltei a lançar-lhe outro olhar e retomei a conversa num tom casual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Agora a camisola dava jeito…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Ele sorriu.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Lá dentro parece Verão… – anuiu. E depois olhou para mim fixamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- O que foi? – Perguntei, enquanto tentava lutar contra o vento e tirar o cabelo da cara.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Vem cá. – E puxou-me pela mão para perto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Sentia a ar quente no meu pescoço, um aroma adocicado e inconfundível, o da fruta fermentada. O olhar dele a chegar-me à alma. A mão delicada mas firme que me enlaçava a cintura. Eu deixei-me ficar, não ousava mexer um só músculo, queria que aquele momento durasse para sempre. Eu sabia o que ele ia fazer mas, ao mesmo tempo, não fazia ideia. Porque não fazia sentido nenhum! Esperava que soltasse uma piada parva sobre casais, ou que me tirasse uma pestana da cara… Qualquer coisa que não tivesse absolutamente nada a ver com aquilo que eu sabia que ele ia fazer. O meu corpo ligeiramente arqueado para trás, como que a resistir, mas tão leve, como que a permitir a invasão do espaço. Sentia a cabeça a andar à roda, o álcool a fazer efeito. O rosto quente apesar do frio. Deixei de pensar para passar apenas a sentir. E estava tão perto…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Surpresinhaaaa!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;Demos um salto. Olhámos atrapalhados para a porta da varanda, onde o Jorge, com um sorriso rasgado, segurava dois copos de plástico a transbordar de qualquer coisa com muito absinto.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Mais um dos teus shots nojentos? – Perguntou o Miguel, meio a rir, com o ar mais relaxado deste mundo. Eu, ainda embaraçada, invejei-lhe o à vontade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Isto, meu amigo, é de categoria! – Retorquiu o Jorge, já a andar de lado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111&lt;/span&gt;Aceitei o copo e fui rapidamente para dentro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Voltámos do Algarve e nada mudara na relação com o Miguel. Os melhores amigos, como sempre. Mas eu não tirava aquilo da cabeça. Pensava no que teria sido aquilo. Imaginação? Álcool? Porque é que não esquecia? O que mais me aborrecia era o facto de, aparentemente, para ele, não se ter passado nada. Passei então a bloquear a minha mente. Deixei de me permitir divagar sobre o assunto. Se o fizesse, todos os meus movimentos seriam demasiado conscientes. E a descontracção era aquilo de que eu mais gostava naquela amizade. Porém, lá no fundo, eu aguardava um sinal. O que eu queria era outro momento perfeito. Aliás, um verdadeiro momento perfeito. O Jorge acrescentara o advérbio quase ao substantivo perfeição.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Cansada? – Voltou a perguntar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Peguei no pacote do açúcar e despejei-o dentro do café.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Sim. – Respondi.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;E, cá dentro, senti algo a murmurar numa voz carregada de tédio, fúria e alguma melancolia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;- Cansada de estar à espera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-6705262772189997625?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/6705262772189997625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=6705262772189997625' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6705262772189997625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/6705262772189997625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/espera.html' title='À espera'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5667426060249534552</id><published>2008-03-21T02:48:00.003Z</published><updated>2008-03-21T03:07:35.371Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenuidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><title type='text'>Perder o juízo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando não queremos sentir alguma coisa é porque, normalmente, já a estamos a sentir. Enganamo-nos com o passado, tentando fingir que não estamos a adivinhar o futuro que espreita numa esquina já muito próxima. Muito mais próxima do que nos permitimos imaginar. Se o fizéssemos, estaríamos a aceitar os factos cedo de mais: sem oferecer resistência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Portanto vamos mentindo ao reflexo no espelho enquanto ainda é possível. Quando estamos meio a dormir e a pensar no que não devemos, culpamos a sonolência e a consequente falta de discernimento que nos ataca! E se por acaso uma coincidência absurda (muitas vezes criada pelo nosso inconsciente carenciado) nos aparece no meio do caminho e passamos a considerá-la a coisa mais fofa deste mundo, aí, já estamos completamente desorientados! Mas continuamos a fingir e a dizer que não, que é coisa dos amigos e que não devíamos levar tanto a peito!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, de repente, assim do nada, há qualquer coisa que cai como um relâmpago numa noite de aparente calmaria... E contar mentiras torna-se ridículo, porque a verdade dança mesmo em frente aos nossos olhos! Ou então fartamo-nos simplesmente de ser tudo tão evidente e de nos fingirmos de parvinhos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E se por vezes há momentos em que a razão ainda se manifesta, gritando na nossa cabeça "Estás a perder o Norte!!", depressa esquecemos o sucedido porque, o coração, num sussurro doce e paciente, fala-nos mesmo junto ao ouvido: "Não faz mal... Deixa-me guiar-te e tudo vai acabar bem".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5667426060249534552?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5667426060249534552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5667426060249534552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5667426060249534552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5667426060249534552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/perder-o-juzo.html' title='Perder o juízo'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4984289544964428032</id><published>2008-03-21T01:08:00.003Z</published><updated>2008-03-21T02:24:10.359Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><title type='text'>"I tried to be chill but you're so hot that I melted"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Well you done done me and you bet I felt it&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I tried to be chill but you're so hot that I melted&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I fell right through the cracks&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;and now I'm trying to get back&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Before the cool done run out&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I'll be giving it my bestest&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nothing's going to stop me but divine intervention&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I reckon it's again my turn to win some or learn some&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;So I won't hesitate no more, no more&lt;br /&gt;It cannot wait, I'm sure&lt;br /&gt;There's no need to complicate&lt;br /&gt;Our time is short&lt;br /&gt;This is our fate, I'm yours&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Well, open up your mind and see like me&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Open up your plans and, damn, you're free!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Look into your heart and you'll find love love love&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Listen to the music of the moment maybe sing with me&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;i love peaceful melody&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;It's your God-forsaken right to be loved love loved love loved&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1111&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2lEv8Gbgd_I&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2lEv8Gbgd_I&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4984289544964428032?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4984289544964428032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4984289544964428032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4984289544964428032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4984289544964428032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/i-tried-to-be-chill-but-youre-so-hot.html' title='&quot;I tried to be chill but you&apos;re so hot that I melted&quot;'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8090096221093274095</id><published>2008-03-19T00:16:00.004Z</published><updated>2008-03-19T01:24:10.073Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aqueles Gajos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESCS'/><title type='text'>Aqueles Gajos (lá da ESCS)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora bem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111111&lt;/span&gt;Eles são hilariantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111111&lt;/span&gt;Eles são parvos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111111&lt;/span&gt;Eles são surpreendentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1111111&lt;/span&gt;E acima de tudo, são uns porreiros!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Quem são eles?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;AQUELES GAJOS!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Na rtp2, à uma da manhã, lá estão eles, às quintas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ou então, fiquem com os videos do you tube, é só procurar e esperar que vão surgindo novos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CBeGJ0amYs4&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CBeGJ0amYs4&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;111111111111111111&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não deixem de conferir o blog (vamos esperar que os meninos o actualizem com frequência!), que já está na lista dos meus favoritos: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://aquelesgajos.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://aquelesgajos.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;111111111&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vá, agora confessem: na minha escola (sim, porque a ESCS é uma escola!) &lt;strong&gt;há coisas fantásticas, não há?? ;)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8090096221093274095?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8090096221093274095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8090096221093274095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8090096221093274095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8090096221093274095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/aqueles-gajos-l-da-escs.html' title='Aqueles Gajos (lá da ESCS)'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-2532487390560341304</id><published>2008-03-12T02:34:00.002Z</published><updated>2008-03-18T14:14:01.170Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Gato que brincas na rua</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gato que brincas na rua&lt;br /&gt;Como se fosse na cama,&lt;br /&gt;Invejo a sorte que é tua&lt;br /&gt;Porque nem sorte se chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom servo das leis fatais&lt;br /&gt;Que regem pedras e gentes,&lt;br /&gt;Que tens instintos gerais&lt;br /&gt;E sentes só o que sentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És feliz porque és assim,&lt;br /&gt;Todo o nada que és é teu&lt;br /&gt;Eu vejo-me e estou sem mim,&lt;br /&gt;Conheço-me e não sou eu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-2532487390560341304?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/2532487390560341304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=2532487390560341304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2532487390560341304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/2532487390560341304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/gato-que-brincas-na-rua.html' title='Gato que brincas na rua'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-8666279454217131406</id><published>2008-03-07T23:59:00.003Z</published><updated>2008-03-08T02:12:48.453Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>Porque há momentos...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;...em que só com humor lá vai!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"O homem perfeito é lindo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem um pouco de mistério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É belo quando está rindo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É belo quando está sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem perfeito é bom,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem um jeito carinhoso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando fala, em meigo tom,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Causa arrepio gostoso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem perfeito é fino,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É solícito, é fiel...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem a graça de um menino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E é mais doce que o mel!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem perfeito adora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dar flores, botões de rosa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A uma velha senhora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ou uma jovem formosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem perfeito tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Energia, não se cansa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lava louça, cozinha bem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gosta muito de criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem perfeito é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sensível à grande arte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gosta de dança e ballet...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nunca haverá de magoar-te!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para encerrar a preceito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estes versos que alinhei:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se existe um homem perfeito,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O filho da puta é gay."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;(autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-8666279454217131406?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/8666279454217131406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=8666279454217131406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8666279454217131406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/8666279454217131406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/porque-h-momentos.html' title='Porque há momentos...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1989937240490026681</id><published>2008-03-02T19:13:00.007Z</published><updated>2008-03-03T13:59:51.104Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><title type='text'>Ainda há uma Estrela no Céu</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"Jesus Cristo, Superstar: para quê morrer para nos salvar?"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;111&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sempre&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;que vou a um musical de La Feria, vou cheia de expectativas. Quer gostem dele, quer não, uma coisa é certa: tudo o que o homem faz poderia ser apresentado nas melhores casas de espectáculos dos Estados Unidos e da Europa. E se, por um lado, teve o trabalho facilitado - Jesus Christ Superstar, a versão original concebida por Tim Rice em 1970, foi um êxito de proporções desmedidas – por outro, La Feria tinha em mãos a responsabilidade de não tornar num fracasso um musical que viajou por todos os continentes! As músicas, concebidas pelo génio Andrew Lloyd Webber (compositor dos fenómenos Phantom Of The Opera e Cats), foram todas traduzidas para português. Assustador? Nem por isso. Há jovens artistas a surgir no panorama português. Jovens e bons artistas. Em Jesus Cristo Superstar, todos os actores são ilustres desconhecidos. Mas não por muito tempo, arrisco dizer. Seria triste deixar cair no esquecimento as grandes interpretações de Pedro Bargado (Judas Iscariotes) e de Gonçalo Salgueiro (Jesus de Nazaré).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Primeiro Acto, primeira Cena: Uma grande tela onde são projectadas as Torres Gémeas. Enormes. Imponentes. E depois, o horror. As imagens repetidas vezes sem conta nos nossos noticiários voltam a assombrar-nos. Pelo menos é assim que eu me sinto. Assombrada. Horrorizada. Por vezes ainda é difícil acreditar que tudo aquilo não foi uma grande cena de Hollywood: dois aviões embatem nos prédios, transformando-os em escombros. Depois vemos as imagens dos conflitos em Jerusalém. Terra Maldita e ao mesmo tempo Terra Santa. Para sempre condenada. É então que, envolto em luz e irradiando serenidade, vemos Jesus. E Judas, que aparece durante toda trama como um corvo negro que observa Jesus lá do alto, canta: “Agora tudo é claro, (…) Tu não és Deus. És apenas um homem arrastando o teu povo para a morte.” O discípulo tem a convicção de que a histeria que Jesus provoca por onde passa é um perigo para o povo e até para a crença em Deus. Ele acredita que Jesus se deixou levar pela fama e ambição e que adoptou um comportamento de vedeta: Jesus tornou-se numa superstar! Judas é o anjo negro que acredita estar a agir por um bem maior. Mais tarde, apercebe-se de que não passou de uma marioneta nas mãos do Todo Poderoso, uma peça necessária para que Jesus pudesse realizar o sacrifício pela Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;E é aqui que destaco uma vez mais Pedro Bargado. Numa palavra, fantástico. Talentoso, dono de uma voz poderosa. Uma presença incrivelmente carismática. E sim, eu apaixonei-me pelo homem. Juro que tenho vontade de lhe mandar cartas, de o conhecer, de falar com ele! Enfim, adiante! Perdoem-me esta sinceridade inoportuna. (Mas sim, Judas Superstar também era um bom título.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;No espectáculo, o Filho de Deus é apresentado como um homem com receios e dúvidas. Até a polémica relação com Maria Madalena é abordada, ainda que levemente. Para mim, isto só torna toda a história de Jesus, conhecida por todos, mais real e palpável. E mais comovente. Quando surgiu, esta criação de Tim Rice foi muito criticada pela Igreja. O público estabelece desde logo uma ligação com um Judas demasiado simpático, principalmente aos olhos do Vaticano. Para além disso, há ainda a questão da vulnerabilidade de Jesus (que eu definiria como perfeitamente aceitável – a cena em que os enfermos rodeiam O Messias é realmente assustadora) e do romance com Maria Madalena, que já mencionei em cima (“Um Deus e uma puta”, grita Judas a dada altura). A meu ver, alguém que tenha uma mente bem estruturada, que conheça razoavelmente bem o Novo Testamento e que goze de algum bom senso, não passa a olhar Jesus de uma forma reprovadora. Torna-O apenas mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Moderno, dinâmico, electrizante, controverso. E acima de tudo faz-nos pensar. Remetendo para a pergunta com que iniciei o post, “ Para quê morrer para nos salvar?” Hoje continuamos a fazer do mundo em que vivemos um palco de guerras, de ódio, de ambição desmedida. E foi por isto que alguém morreu? Por uma sociedade em que os “valores” dominantes são a cobiça e o materialismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111&lt;/span&gt;Fica um conselho: vão ver! E, se forem particularmente sensíveis, não se esqueçam dos lenços de papel!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1111111&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CLmNEVELZ7Q"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CLmNEVELZ7Q" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1989937240490026681?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1989937240490026681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1989937240490026681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1989937240490026681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1989937240490026681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/03/super-star.html' title='Ainda há uma Estrela no Céu'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7001320324801449568</id><published>2008-02-29T17:57:00.003Z</published><updated>2008-02-29T18:06:57.401Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><title type='text'>O Lume - Mafalda Veiga</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vai caminhando desamarrado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dos nós e laços que o mundo faz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vai abraçando desenleado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De outros abraços que a vida dá &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vai-te encontrando na água e no lume&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na terra quente até perder&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O medo, o medo levanta muros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E ergue bandeiras pra nos deter...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não percas tempo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O tempo corre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só quando dói é devagar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E dá-te ao vento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como um veleiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Solto no mais alto mar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Liberta o grito que trazes dentro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E a coragem e o amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que seja só um momento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que traga alguma dor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só isso faz brilhar o lume&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que hás-de levar até ao fim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E esse lume já ninguém pode&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nunca apagar dentro de ti&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não percas tempo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O tempo corre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só quando dói é devagar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E dá-te ao vento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como um veleiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Solto no mais alto mar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7001320324801449568?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7001320324801449568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7001320324801449568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7001320324801449568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7001320324801449568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/o-lume-mafalda-veiga.html' title='O Lume - Mafalda Veiga'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4043287613696213907</id><published>2008-02-29T01:26:00.001Z</published><updated>2008-02-29T01:32:56.200Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Tentação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Olhei para a caixa de chocolates fechada que estava à minha frente. Uma caixa vermelha, enfeitada com um grande laço da mesma cor. Perto dele estava um pequeno cartão que, depois de aberto, revelava as imagens dos bombons que me esperavam. Comecei a ler as descrições: delícia de caramelo, intensidade negra, pecado de morango, paixão de avelã… Um sem fim de adjectivos que tinham o poder de tornar todas as iguarias ainda mais saborosas! Desfiz o laço muito lentamente à medida em que pensava na promessa que fizera a mim mesma de reduzir a quantidade de doces. Já nem sabia qual a razão para continuar a tentar prometer coisas deste género! Desejar o proibido: não é essa a grande fraqueza do ser humano? Fraqueza que já se fazia sentir nos tempos em que o Homem passeava no Jardim do Éden…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Todas as tentações têm lugar na nossa mente. É lá que elas nascem, que ganham vida. E tudo começa com uma vontade. Mas não é uma vontade qualquer. É um desejo veemente que trava uma batalha injusta contra as nossas crenças e valores. Porquê injusta? Como poderia existir justiça num duelo entre algo que queremos muito e algo que contraria o anseio de o alcançar? É uma luta na qual a razão tem necessariamente de se envolver. Cabe a ela o papel de mediadora, tendo assim a função de medir as consequências e o dever de prever os desastres. Mas ela é falível. Principalmente quando se depara com o desejo. Cego, louco, teimoso. Pronto a ceder à tentação. Disposto a arriscar tudo por causa de um impulso que leva a praticar actos condenáveis… Mas quem os condena afinal? Os outros? Os outros que desejam tudo o que é proibido tanto quanto eu e que, por isso mesmo, também são falíveis?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Uma vontade que se reprime, já dizia Oscar Wilde, “germina no cérebro e envenena-nos.” É como uma erva daninha que não pára de crescer. Alimenta-se das conquistas que alcançamos mas que não nos interessam tanto. É assim que faz para que nos esqueçamos delas e nos concentremos apenas naquilo que tomamos como proibido. E ficamos obcecados. A inquietação apodera-se da nossa mente. E principalmente da nossa razão. “A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe.” E só aí recuperamos a paz.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Há momentos em que estamos tão perto de cair… E depois instala-se o caos. Todas as nossas convicções, muitas delas impostas por uma sociedade dominadora, são abaladas. Não é que deixemos de acreditar nelas. Elas apenas perdem o sentido porque há em nós um lume que precisa de ser apagado. E é quase como unhas a cravarem-se na pele, o momento do impasse. É a dor aguda que antecede a queda para o pecado. Assim se manifesta a dúvida: através da dor. Mas depois vem o prazer. E com ele a calmaria! Porque, assim que caímos em tentação, somos livres outra vez. E não queremos olhar para trás. Porque, se o fizermos, podemos ter de encarar a culpa de frente. Sim. A culpa estará sempre a correr atrás da tentação. Mas isso, no preciso momento em que só a satisfação importa, não é de todo relevante. Vamos continuar a precisar de uma delícia que acorde o paladar. Teremos sempre a necessidade de viver cada instante com intensidade. Iremos cair em pecado porque isso nos dá prazer. E, se a paixão for demasiado forte, não há razão que consiga travar o impulso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Olhei para a caixa de chocolates aberta que estava à minha frente. Vazia. E eu repleta. Porque cedi.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4043287613696213907?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4043287613696213907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4043287613696213907' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4043287613696213907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4043287613696213907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/chocolate.html' title='Tentação'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-5797782656679796704</id><published>2008-02-27T22:05:00.004Z</published><updated>2008-02-29T01:33:42.750Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Chocolate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Ainda nem tinha passado a soleira da porta… E senti! Um aroma leve e adocicado pairava no ar, fazendo adivinhar que espécie de surpresas iria encontrar. Fechei os olhos, numa atitude própria de quem quer prolongar o prazer, e entrei. Tudo brilhava em tons de castanho. Caixas pequenas empilhavam-se em cima das maiores, todas elas enfeitadas por grandes laços da cor do arco-íris. À minha volta via corações, borboletas, animais marinhos; toda uma colecção capaz de nos fazer sonhar que podemos ser felizes apenas com coisas simples. Em cima do balcão dourado estavam diversos pedacinhos de fruta; uma festa de cores e de feitios. Por cima deles caía, de forma lenta mas contínua, um fio espesso de um tom de castanho muito escuro. Um pouco mais abaixo, reluzindo através de um vidro que reflectia o tom dourado do balcão, distribuíam-se pequenas esferas, todas elas diferentes umas das outras: nozes, avelãs e amêndoas empoleiravam-se no topo das pequenas bolinhas castanhas, convidando a olhares gulosos. E, na prateleira por cima da janelinha muito pequena que dava para a rua, estava exposta uma variedade enorme de quadradinhos. Havia brancos, castanhos e quase negros e todos eles pareciam pedir para se derreterem na minha boca. Sorri ao dar-me conta da satisfação que me invadia só de pensar nisso. Qual dos três o melhor? Não sei. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes. E quanto mais cacau, mais facilmente se derreteria na minha boca. E peguei num pequeno quadrado quase negro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11111111&lt;/span&gt;Olhei mais atentamente à minha volta e vi desejos de melhoras, pedidos de desculpa, declarações de amor, amizades sinceras e lembranças de aniversário. No fundo, era isto que significava todo aquele chocolate. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-5797782656679796704?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/5797782656679796704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=5797782656679796704' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5797782656679796704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/5797782656679796704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/chocolate_27.html' title='Chocolate'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-7957927296236494614</id><published>2008-02-24T22:35:00.008Z</published><updated>2008-02-24T23:18:25.483Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tesouros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESCS'/><title type='text'>O que a ESCS juntou...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R8H6t3KkvFI/AAAAAAAAAC4/QIsnVlnzrlU/s1600-h/cat&amp;amp;iri.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170689513007397970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R8H6t3KkvFI/AAAAAAAAAC4/QIsnVlnzrlU/s320/cat%26iri.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não me lembro de quando foi, mas aproximámo-nos. Consigo ter uma imagem tua, por volta das oito da manhã, a tremer de &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R8H5OXKkvEI/AAAAAAAAACw/W-mQ21m1nLI/s1600-h/cat&amp;amp;iri.JPG"&gt;&lt;/a&gt;frio, quando os monocromáticos nos disseram para estar lá bem cedo. Mas sei que não falámos muito. Acho que sabíamos que éramos Firmitas... e pouco mais! Ficámos na mesma turma. Acho que começámos a passar intervalos juntas, não sei bem. Sei que decidimos as duas ir aprender espanhol e que ficámos uma ao lado da outra em Laboratório. E em AD. Sim, depressa percebemos que íamos ser colegas em todas as aulas. Isso também ajudou. E começámos a rir juntas. Eu fui soltando algumas coisas que guardava para os mais próximos. Começaste a perceber o que me fazia tremer. Quer dizer... Já não sei se te contei ou se percebeste! Acho que as duas fomos descobrindo algumas semelhanças... O sonho de fazer jornalismo, o amor à Praxe, a vontade de vencer... E somos giras, porra. Acho que olhámos uma para a outra e pensámos: "Mais vale ser amiga dela, juntas vamos mais longe". Porque és inteligente. E aplicada. E tens uns apontamentos porreiros! Mas mais do que isso, estás lá. Aturas-me com as mensagens. Aturas-me com os dilemas. Aturas-me os gritos histéricos e a mania de que sei escrever. Divertimo-nos à brava no Colombo, a experimentar toneladas de roupa. Desesperamos quando não encontramos nada que preste. Passeamos pela Baixa, e quase que nos perdemos nas ruas estreitas que descobrimos que "desaguam" nos Restauradores. Até já chorei no teu colo! Mando-te sms a pedir-te para me controlares, porque com uma cerveja e meia já não sou capaz de o fazer sozinha (Triste, eu sei... Mas naquela noite já devia ir em 2 jarros!). E aventuramo-nos as duas em território monocromático, que é como quem diz, na Benção das Fitas. As duas caloirinhas presentes! Porques só tu alinhas nas maluqueiras que me passam pela cabeça. E gostas! E incentivas! E sugeres! E eu gosto disso! Gosto da tua disponibilidade. Gosto de quando me procuras quando estás vulnerável. Gosto de quando me dás um toque com o cotovelo e sussuras "olha aí" com um ar címplice. Gosto de quando me dizes verdades que preciso de ouvir porque, sozinha, não chegava lá. E as nossas idas ao MC Donald's também são porreiras. Gosto de quando nos afogamos em calorias. Como daquela vez, no Bairro, que fomos comer um gelado e depois sim, Velvet! E foi tão gira essa noite! Os meus gritos histéricos: "Cátia, Cátia!"... E sabes do que estou a falar! E gostei de quando me deixaste ir. Sim, eu faria o mesmo. Mas não deixa de ser especial. Porque nem todos fariam. És engraçada quando ficas irritada. O teu mau humor matinal é hilariante. Mas gosto ainda mais das nossas conversas parvas sobre... Filas do almoço? "Quanto mais cedo melhor!" Sim... Conversas dessas batem tudo. E escolher roupa para as festas também é bom. E ir às festas é ainda melhor! Mas o que é mesmo formidável é saber que nos cruzámos e que resolvemos não descolar. E sabes... Somos boas. E as pessoas reparam. Reparam que juntas fazemos coisas giras. Que nos rimos à gargalhada. Que trabalhamos. Que desabafamos. Que somos cúmplices. Que somos "reluzentes"! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parabéns &lt;strong&gt;Cátia&lt;/strong&gt;. E que o que foi até agora, seja apenas o início.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-7957927296236494614?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/7957927296236494614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=7957927296236494614' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7957927296236494614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/7957927296236494614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/o-que-escs-juntou.html' title='O que a ESCS juntou...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VU37YiLYE7U/R8H6t3KkvFI/AAAAAAAAAC4/QIsnVlnzrlU/s72-c/cat%26iri.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1685057622545065363</id><published>2008-02-21T10:09:00.002Z</published><updated>2008-02-21T10:11:40.006Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Banalidades'/><title type='text'>Sem computador em casa...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;...e a morrer de saudades do blog!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Escrever na ESCS não é a mesma coisa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1685057622545065363?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1685057622545065363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1685057622545065363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1685057622545065363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1685057622545065363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/sem-computador-em-casa.html' title='Sem computador em casa...'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-1212413117571088672</id><published>2008-02-09T01:57:00.001Z</published><updated>2008-02-24T23:17:30.695Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESCS'/><title type='text'>Primeiro balanço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Subi as escadas pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era difícil respirar.&lt;br /&gt;Amaldiçoei o momento em que não entrei na Nova. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tive medo.&lt;br /&gt;Cheguei à entrada e percebi: não poderia ser mau.&lt;br /&gt;E sorri.&lt;br /&gt;Estava nervosa, mas fiquei melhor.&lt;br /&gt;Estava a tremer... Mas engane-se quem pensa que sabe o que queria dizer!&lt;br /&gt;Sorri outra vez.&lt;br /&gt;Não poderia nunca ser mau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E foi quando do cimo das escadas gritei:&lt;br /&gt;AQUI VOU SER FELIZ!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pelos veteranos que fazem canções, pelos caloiros que as cantam. Pela tinta com que nos pintam, pela maquilhagem que usam em toda a gente, pelas alcunhas que pegam, pelas figuras tristes que se fazem. Pelas bebedeiras às três da tarde, pelos fucking arraiais, pelos gritos entre homens e mulheres. Pelos trajados e por aqueles que usam sacos de plástico. Pelos que se despem (parcialmente) em palco e por todos aqueles que pagam para isso. Pela veneração ao José Cid e pelas actuações do Mário Rocha. Pelo Sr. Azad e pela Dona Zarina. Pelas gargalhadas histéricas na primeira aula de MC e pelo primeiro susto na aula de AD. Pelo teatro porno, pelas festas no bairro, pelas festas em casa dos amigos, pelas festas em geral! Pelos olhares nos corredores, pelos copos de água sem razão e pelos risinhos histéricos. Pelas conversas no bar e pelos viciados ao frio lá fora. Pelos brigadeiros, pela Tuna, pelas actuações de rua. Pelos amigos que já conquistaram um lugarzinho, pelos que ainda estão a conquistar e pelos conhecidos a quem se diz apenas bom dia. Pelas "iguarias" do refeitório, pela lagarta da maçã! Pelo jantar do caloiro e toda a novela mexicana que o envolve! Pelos cafés, pelas noites mal dormidas, pelos trabalhos feitos em cima do joelho! Pelos matraquilhos (que apenas gosto de ver jogar), pelos bichos-da-conta espalhados pelo bar! Pelas fotos, muitas fotos! Pelas entrevistas para o E2! Pelos calafrios, pelos sorrisos... Pela fita amarela no pulso! Pelos passeios até ao Cais, pelas conversas inacabadas, pelo nervoso miudinho. Pela sessão de maquilhagem na WC, pelas esquisitóides mudas que se vestem mal e querem escrever em revistas de moda, pelas conferências, pelo moscatel e pelas piadas sobre vinho verde. Pelos abraços, pelos beijos, pelas mãos dadas. Pelos almoços no Colombo, por todos aqueles que encontramos no caminho até lá! Pelo dossier perdido e nunca achado, pela tarte de nata! E pelas torradas, é claro! As torradas e o chá de morango! Pelos atrevidos, por aqueles que parecem esconder um segredo, pelos descontraídos e pelos inibidos. Por aqueles que eu já conhecia, por aqueles que fiquei a conhecer. Pela tardes passadas a cantar bem alto, pelos jantares de turma e pelos jantares de equipa! Pelos Firmitas, está claro. Mas pelos outros também. Pelo assalto à WC dos rapazes, pelos amigos com que se abre a pista de dança, por aqueles que não sabem dizer a verdade com medo de nos fazer sofrer. Pela "Marineidxe", que quer que façam como ela gosta. Pelas cervejas oferecidas, pelas revelações inesperadas, pelas partidas comoventes. Pelos suspiros que já dei, pelos abraços que distribuí, pelos sorrisos que ofereci. Pelas horas a tentar descobrir como funciona o computador! Pelos pessoas surpreendentes. Pelos pobres cactos espalhados pelos corredores. Pelos bifes de cenoura e pelos croquetes de milho! Pelos professores sádicos que mandam indirectas a amigos confusos, por aqueles que aparentam ter vontade de destruir o material informático! Pelas Escadas do Infinito, que às vezes ganham significado. Pelas outras escadas que nos fazem falta de ar! Pelas filas do almoço, "quanto mais cedo melhor", e pelo significado por trás disso. Pelo Largo de Camões (A E I O U) e pelos saltos em cima de colchões que estavam no lixo. Pelos encontros inesperados, pelas desilusões que se geram. Pela lágrima que escapa quando não aguentamos mais. Por aqueles que nos dão um elogio, a nós e à bandelette que trazemos no cabelo. Pelos amigos que estão longe porque não podem estar perto. Pelas saudades que vão ficar de quem vemos partir. Pelo brilhozinho nos olhos que nos dizem que temos. Pela idade emocional que nos dão. Pelas emoções, pelos sentimentos, pela importância. Pelo Primeiro Semestre. Pela ESCS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-1212413117571088672?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/1212413117571088672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=1212413117571088672' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1212413117571088672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/1212413117571088672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/recordaes.html' title='Primeiro balanço'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6092367485111176002.post-4462769051273218373</id><published>2008-02-08T02:19:00.000Z</published><updated>2008-02-08T04:55:21.973Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tinta permanente'/><title type='text'>Um brilho nos olhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela parou de repente. Sabia, porque algo lhe dizia, que aquele era o momento para parar. Riu-se, como fazia sempre que não sabia o que fazer. Levantou o olhar e encontrou o dele. Baixou o rosto. Não aguentava por muito tempo fixar aqueles olhos. Não ainda...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Silêncio. Nem se ouviam os carros que passavam mesmo por trás. As portadas das janelas que batiam por causa do vento não se ouviam. Só existiam eles os dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela olhou uma vez mais. Encontrou os olhos dele. Não sabia como, mas estavam mais perto. Tão perto... E desta vez não baixou o rosto. Manteve o olhar por uns instantes. Mas não podia ir mais longe... Ou mais perto... Não ainda. E baixou o rosto. Aterrou no ombro dele. Suavemente. Sentiu-o. Já estava tão perto... Será que ainda era possível voltar atrás? O que significava afinal? Porque é que a distância parecia diminuir cada vez mais? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sentiu-o. Deixou de pensar e limitou-se a sentir. A respiração dele no seu pescoço. A mão dele na sua cintura. Desde quando estava ali aquela mão? Não sabia... Tinha-se perdido algures no olhar que só aguentara por alguns instantes. Ela rodou a cabeça, devagar. Aproximou-se e sentiu os lábios roçarem no rosto mal barbeado. Parou. Afastou-se um pouco. Mas não o suficiente para deixar de sentir a respiração dele, desta vez no seu rosto. Procurou os seus olhos. Não foi difícil. Já a fitavam. Intensos. Ela, delicada, envolveu a mão na mão dele, naquela que não lhe segurava a cintura. Sem deixar de fitar os olhos dele. A pressão dos dedos tornou-se mais forte e a intensidade do olhar insuportável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E estavam mais perto, outra vez. Perto como nunca estiveram. Mas não tão perto como ainda iam estar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E aguentou o olhar... Até fechar os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6092367485111176002-4462769051273218373?l=quase-de-manha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/feeds/4462769051273218373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6092367485111176002&amp;postID=4462769051273218373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4462769051273218373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6092367485111176002/posts/default/4462769051273218373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quase-de-manha.blogspot.com/2008/02/um-brilho-nos-olhos.html' title='Um brilho nos olhos'/><author><name>Irina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11282909629054955644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/-rhrIF6KWWMc/TWxfH55X1uI/AAAAAAAAALM/PcKRD_KqT5g/s220/021s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
